PAÍS |
Ucrânia (O país pertenceu a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), que existiu de forma não oficial de 1914 até 1944 e de forma oficial de 1945 até 1991.). |
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SIGNIFICADO DO NOME |
Do Russo UKRAINA, “fronteira”, de U, “a, para”, mais KRAI, “borda, limite”. |
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CONTINENTE |
Europa |
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BANDEIRA |
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SINIFICADO DA BANDEIRA |
A bandeira da Ucrânia foi adaptada em 1992. A bandeira ucraniana é simbólica. Possui duas cores (azul e amarelo) dispostas de maneira horizontal em uma tentativa clara de desmistificar as divisões regionais definidas verticalmente (leste e oeste). Para os Ucranianos o amarelo simboliza o trigo das lindas estepes e o azul simboliza o límpido céu Ucraniano. |
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MAPA |
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BRASÃO |
O Brasão de Armas da Ucrânia (Tryzub) apresenta as mesmas cores encontradas na bandeira ucraniana: um escudo azul com tridente amarelo de um símbolo (Tamgha), turco de origem, mais tarde adoptado pelo governantes do Caganato de Rus'. Brasão Este tridente ucraniano de Maio de 1919 está num período de cinco heller carimbo da Áustria-Hungria. O brasão de armas é um tridente amarelo com fundo azul. A história do símbolo tridente como no atual brasão de armas, tem mais de 1000 anos. A primeiras provas conhecidas pelos arqueológicos e historiadores deste símbolo podem ser encontrados nos selos da dinastia Rurik. O tryzub foi carimbao nas moedas de ouro e prata emitidas pelo príncipe Valdimir, o Grande (980-1015), poderia ter herdado o símbolo dos seus ancestrais (como Sviatoslav I Igorevitch) como um brasão de armas dinástico e passou-o aos seus filhos, Sviatopolk I (1015-19) e Jaroslau I, o Sábio (1019-54). O tryzub também foi encontrado nos tijolos da Igreja de Tithes em Kiev, nos azulejos da Catedral Dormition em Volodymyr-Volynskyi, e nas pedras de outras igrejas, castelos e palácios. Existem muitos exemplos de que fosse usado em cerâmica, armas, anéis, medalhões, selos, e manuscritos. Desde que o tryzub foi tão amplamente usado, ele evoluiu em muitas variações, sem perder a sua estrutura básica. Quase 200 variações medievais do tryzub foram descobertas na Ucrânia. Não há nenhuma certeza e definitiva interpretação do símbolo, no entanto, a maior parte dos historiadores concorda que provavelmente representa uma versão estilizada de um falcão ou algum outro totem do primeiro governante da família ruríquida. A utilização deste símbolo foi suplantada desde o século XI pela tradição cristã de utilizar as imagens de santos (principalmente Saint George Michael ou Saint), consideram-se os protetores da sentença da família, e mais tarde por galego ou heráldica Cossack ou imagens culturais. O tridente não foi pensado como um símbolo nacional até 1917, quando um dos mais proeminentes historiadores ucranianos, Mykhailo Hrushevsky, propôs a adotá-la como um símbolo nacional (juntamente com outras variantes, incluindo uma arbalet, um arco ou uma cossack a transportar um musket, ou seja, imagens que procedeu consideravelmente em termos históricos, culturais e heráldicos, de significado para a Ucrânia). Em 22 de Março de 1918, a Central Rada aprovou-o como o brasão de armas da fugaz República Nacional da Ucrânia.
O Grande Brasão de Armas O Grande Brasão de Armas da Ucrânia nunca foi oficialmente aprovado, mas foi publicado em diversas fontes heráldicas. Nesta variante, o escudo é apoiado por um leão coroado do Brasão de armas galego do lado esquerdo e uma cossack no vestido tradicional, exercendo uma musket, o símbolo da Cossack Hetmanate à direita. O Brasão de Armas é coroado com a coroa de Volodymyr o Grande, simbolizando a soberania ucraniana, e decorados com viburnum e trigo, na parte inferior. A aprovação oficial do Grande Brasão de Armas tem de ser aprovado por uma maioria de dois terços no Parlamento ucraniano (o Verkhovna Rada). Isto ainda não foi alcançado até essa data (2008), devido à resistência de vários partidos da oposição (especialmente comunistas e partidos de esquerda). Brasão de armas do Levante de Janeiro, respeitando e formando as nações da Commonwealth, sendo Três Nações: Águia Branca (Polónia), Vytis/Pahonia (Lituânia e Bielorrússia) e Arcanjo Miguel (Ucrânia). Arcanjo Miguel Arcanjo Miguel, o símbolo da Ucrânia, aderiram à Águia e Pahonia durante o Levante.
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HINO |
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SIGNIFICADO DO HINO |
"A glória da Ucrânia não pereceu" (em Ucraniano: Ще не вмерла України) é o hino nacional da Ucrânia. A música foi composta em 1863 por Mehailo Verbitski, compositor natural da Galícia e sacerdote da Igreja Católica Ucraniana, para acompanhar um poema patriótico escrito em 1862 por Pavló Tchubinsky, notável etnógrafo da região de Kiev. Este hino foi por muito tempo uma simples música patriótica popular cantada em todo o território ucraniano e a sua letra se parece às letras dos hinos nacionais da Polônia e Sérbia. Em 1917, esta música tornou-se o hino nacional durante a curta duração da República Popular Ucraniana. A música Shtché ne vmérla Ukraina foi considerada como sendo o hino nacional de fato e cantada na posse do primeiro Presidente Leonid Kravtchuk no dia 5 de dezembro de 1991. O Artigo 20 da Constituição da Ucrânia (28 de junho de 1996) declara que o hino nacional ucraniano será baseado na música de M. Verbitski: O Hino do Estado da Ucrânia - o hino nacional será baseado na música de M. Verbitski e a letra deverá ser confirmada por lei, aprovada por não menos de dois terços dos Parlamentares da Ucrânia. Finalmente, no dia 6 de março de 2003 o Parlamento adota a letra oficial, que difere ligeiramente da letra original de Tchubinski. As diferenças aparecem nos textos abaixo em negrito e itálico. |
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CAPITAL |
Kiev |
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MOEDA |
Grívnia |
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ARQUIPÉLAGOS |
O país não possui Arquipélagos. |
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CLIMA |
A Ucrânia é um país formado em grande parte por uma vasta planície, onde o clima continental é prevalecente. Apenas ao longo da costa, que está voltada para o Mar Negro, o clima é mais ameno e parece ser do tipo mediterrâneo, especialmente nos meses de verão. A Ucrânia é uma região relativamente árida, onde caem entre 400 e 600 milímetros de chuva por ano. As chuvas concentram-se na temporada de verão. As regiões mais húmidas do país são as do oeste e norte. Em alguns locais dos Cárpatos a precipitação chega a 1.500 milímetros de chuva por ano. A neve cai geralmente entre dezembro e março e cobre o chão por períodos, que variam entre 1 e 4 meses. As temperaturas de verão são relativamente elevadas: No verão na Crimeia a temperatura máxima pode chegar a 28°C. Nas regiões do norte do país a temperatura de verão é um pouco mais baixa, atingindo em Kiev temperaturas máximas de 24°C nos meses mais quentes de julho e agosto. Os verões são quentes e húmidos em toda a Ucrânia. Os invernos são muito frios em todo o país, mas ao longo da costa do Mar Negro são relativamente leves. No inverno as temperaturas permanecem debaixo de zero durante períodos longos. Grande parte da Ucrânia tem entre 40 e 80 dias de geada por ano. Na capital Kiev as temperaturas máximas permanecem debaixo de zero entre dezembro e fevereiro, enquanto as temperaturas mínimas estão debaixo de zero entre novembro e março. O mês mais frio do ano em Kiev é janeiro com uma temperatura mínima de -8°C. As temperaturas da água do mar na Ucrânia atinge os valores mais elevados entre junho e agosto, quando as águas do Mar Negro atingem uma temperatura de 22°C. QUANDO IR PARA A UCRÂNIA A melhor época para uma viagem para a Ucrânia são os meses mais quentes, que vão de maio a setembro. |
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CONDADOS |
O país não possui Condados. |
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DUCADOS |
O país não possui Ducados. |
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ILHAS |
Fidonisi ou Ilha das Serpentes (ucraniano: Острів Зміїний, Ostriv Zmiyinyy; romeno: Insula şerpilor; grego: Fidonisi, ilha das Serpentes), é uma pequena ilha calcária do Mar Negro, hoje território da Ucrânia, situada na zona de fronteira entre aquele país e a Roménia. A ilha tem apenas 0,17km² de área, com uma configuração irregular com dimensões máximas de 662m por 440m. Tem cerca de 100 habitantes permanentes, a maioria pessoal da guarda fronteiriça ucraniana, dos serviços meteorológicos e de uma estação de estudos marinhos ligada à Universidade Nacional de Odessa. A ilha tem sido objeto de recentes investimentos, aparentemente feitos com o objetivo de a tornar numa ilha habitada, o que tem como consequência uma profunda alteração da delimitação do mar territorial e da zona económica exclusiva ucraniana, que crescerá em detrimento da Roménia, o que já levou à apresentação pela parte romena de uma queixa no Tribunal Internacional de Justiça. |
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PRINCIPADOS |
O país não possui Principados. |
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FAUNA |
Acipenser gueldenstaedtii, também chamado de Esturjão russo, é uma espécie de peixe da família Acipenseridae. É uma espécie muito próxima do Acipenser persicus (Esturjão Persa). As suas ovas são utilizadas para a produção de caviar ossetra. Ele é encontrado no Azerbaijão, na Bulgária, na Geórgia, no Irã, no Cazaquistão, na Romênia, na Rússia, na Turquia e na Ucrânia. O seu comprimento pode chegar a quase 2 metros e o seu peso a mais de 110 quilogramas. O esturjão-russo demora a amadurecer sexualmente e a se reproduzir, sendo, portanto, um peixe altamente vulnerável à pesca. Atualmente a espécie é bastante rara na região do Mar Negro, onde quase todos os seus locais de reprodução desapareceram devido à construção de represas, com exceção do baixo Danúbio, que ainda conta com alguns desses locais, mas onde, mesmo assim, este peixe é raro. A região do Mar Cáspio perdeu 70% das áreas de reprodução do esturjão-russo desde a década de 1950, principalmente devido à construção de usinas hidroelétricas. O controle do fluxo do Rio Kuban provocou a perda de 140 mil hectares de áreas de reprodução, e o represamento do Rio Don implicou na perda de 68 mil hectares dessas áreas. A última população natural de esturjão-russo ainda migra subindo o Rio Danúbio e o Rio Rioni (ele foi visto pela última vez no Rioni em 1999), onde os esturjões são alvo de pesca excessiva e ilegal. As populações do Mar Cáspio também estão sob forte pressão devido à pesca excessiva e à perda de habitats de reprodução. Quase todos os peixes que migram para se reproduzir são pescados ilegalmente abaixo da Represa de Volgogrado. O Rio Ural ainda possui indivíduos da espécie que se reproduzem. Os especialistas estimam que a população nativa selvagem deste esturjão sofreu um enorme declínio de mais de 90% nas últimas três gerações (cerca de 45 anos). Esta estimativa se baseia no declínio de 88,5% em capturas globais da espécie em apenas 15 anos, apesar do alto nível de reposição artificial; de 92,5% da biomassa procriação no Rio Volga de 1961–1965 a 1998-2000; de 88% do número médio de peixes reprodutores que entraram no baixo Rio Volga segunda a média de 1962–1975 à média de 1992–2000; e da queda do Índice de Produção Juvenil do Danúbio romeno. A previsão é de que esse declínio continuará, já que a pesca ilegal no mar e nos rios para a produção de caviar resultará em breve na extinção da população natural selvagem remanescente do esturjão-russo. No futuro imediato, a sobrevivência da espécie poderá depender apenas da sua reposição artificial. Alosa maeotica é uma espécie de peixe da família Clupeidae. Pode ser encontrada nos seguintes países: Bulgária, Georgia, Moldávia, Roménia, Rússia, Turquia e Ucrânia. Pungitius platygaster é uma espécie de peixe da família Gasterosteidae. Pode ser encontrada nos seguintes países: Afeganistão, Bulgária, Cazaquistão, Irã, Moldávia, Roménia, Rússia, Sérvia e Montenegro e Ucrânia. Chalepoxenus tauricus é uma espécie de formiga da família Formicidae. Rana arvalis é uma espécie de anfíbio anuro, pertencente à família Ranidae. Tem um corpo esguio e de cor castanha avermelhada. É semiaquática, nativa da Europa e Ásia. Podem atingir os 7cm. O período de reprodução dá-se entre março e abril, altura em que os macho apresentam tonalidades azuis claras. As vocalizações do macho são semelhantes à da espécie Rana dalmatina. Em termos morfológicos, é uma espécie semelhante à Rana temporaria. Subespécies: Rana arvalis arvalis e Rana arvalis wolterstorffi. |
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FLORA |
A maioria das florestas ucranianas fica nos montes Cárpatos, no oeste. Algumas árvores crescem também entre as áreas pantanosas e na Ucrânia central. |
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RELEVO |
Quase todo o território ucraniano é plano. Os montes Cárpatos ficam no oeste. A península da Crimeia se estende ao sul, adentrando o mar Negro; nela se encontram os montes da Crimeia, que atravessam toda a península. A savana que cobre o centro e o sul do país é chamada estepe. No norte da Ucrânia estão os pântanos de Pripet, a maior região de charco da Europa. O maior rio ucraniano é o Dnieper. |
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HIDROGRAFIA |
Os rios como o Dniepr, Donets, Dnister e Bug Meridional, que escoam para o Mar Negro e para o pequeno Mar de Azov. A sudoeste, o delta do Danúbio serve de fronteira com a Roménia. Só se encontram montanhas na cordilheira ocidental dos Cárpatos, dos quais o pico mais alto é o Hora Hoverla com 2,061m. Na Ucrânia encontram-se um dos solos mais férteis do mundo, o Tchernozion. |
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SUBDIVISÕES |
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VEGETAÇÃO |
A vegetação original, hoje quase inexistente e que foi substituída por campos agrícolas, compreendia floresta mista a norte, floresta e estepe a sul. |
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IDIOMAS |
Ucraniano. |
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CULINÁRIA |
Nos pratos ucranianos estão presentes o frango, a carne de vaca, a carne de porco e os cogumelos, bem como uma grande variedade de vegetais como batata e couve. Na cozinha tradicional estão incluídos a massa vareneki, a famosa sopa borsch, de beterraba, e o holopty, que folhas de repolho recheadas. As especialidades ucranianas são o Frango à Kiev e o bolo de Kiev. As bebidas ucranianas são semelhantes em relação ao resto da Europa, destacando-se a horilka. O perohe ou vareneky é uma massa cozida, com variados recheios, típica do país da Ucrânia. Tornou-se muito popular no Brasil graças aos restaurantes e pizzarias. Jamais devemos confundir o perohe com o pierogi da Polônia, pois como os historiadores afirmam, o pierogi é uma cópia do aclamado prato ucraniano, pois os poloneses "efetivaram" uma parte do território ucraniano que foi tomado graças a união de Lublin, e assim, adotaram alguns costumes próprios dos ucranianos. Na Rússia e na Ucrânia, eles são chamados de vareneky. Na Polônia, eles são chamados de pierogi ruskie. Etimologia A palavra perohe significa pastel em ucraniano, enquanto vareneky significa massa recheada. Ambos os nomes são usados para designar esse prato, sendo que no oeste da Ucrânia a pronúncia mais comum é perohe e ao leste, vareneky. A Historia Esse prato é muito consumido mundialmente com o seu recheio de batata amassada, misturada com requeijão fresco azedo. Porém, a receita mais primitiva data do ano 144 e era feita com repolho azedo (kapusta quasno), trigo sarraceno ou sementes de papoula, pois a batata é típica das Américas e apenas no século XVI foi levada à Europa. É absurdamente errôneo afirmar que o perohe ucraniano é similar ao pierogi da Polônia, pois a massa é tradicional e mais leve. Recheios Para rechear esse prato típico, devemos sempre lembrar dos recheios mais tradicionais, como: batatinha cozida e requeijão azedo fresco, trigo sarraceno e requeijão, cogumelos, repolho azedo (kapusta quasno), etc. Bebidas Para acompanhar esse prato, devemos sempre respeitar a tradição eslavo-ucraína, que diz que o perohe(vareneky) deve ser servido com kvas, horilka, café preto ou vinho cabernec. Servir com refrigerante é considerado um "crime" à vasta cultura desse país. Sucos naturais são bem vindos. O borsch, borscht, ou borche, também grafado como borshtch, é uma sopa tradicional em diversos países do Leste Europeu como a Polônia, Romênia, Rússia, Ucrânia, entre outros. A sopa é normalmente preparada com beterraba que lhe dá um forte coloração vermelha. Outros ingredientes costumeiros são o batata, carne, cebola, cenoura, cogumelo, pepino, repolho, tomate, vinagre (alternativamente, algumas receitas indicam limão), às vezes feijão. O prato costuma ser servido com nata (creme de leite) e batatas cozidas, ou kasha, uma papa de cereais. Etimologia A sopa é parte da herança culinária local de diversas nações da Europa Central e Oriental. O nome russo e ucraniano é borshtch. Foi levada à Europa Ocidental e à América principalmente por imigrantes judeus fugidos da perseguição nestas regiões; em iídiche, língua falada por muitos destes imigrantes, o prato é chamado de borsht (בורשט). Variações locais O borsch pode ser preparado de diversas maneiras; tradicionalmente, cada povo acrescenta a sua variação à receita. As duas variantes principais do borsch, no entanto, são conhecidas genericamente como borsch quente e borsch frio. Ambas têm como base a beterraba, porém são preparadas e servidas de maneiras diferentes. Borsch quente O borsch quente, originário da Ucrânia e da Rússia, é uma sopa nutritiva feita de ingredientes variados, de acordo com a receita pessoal; eles podem incluir diversos legumes ( batata, cebola, cenoura, couve, feijão, pepino ou tomate), cogumelos e carnes (boi, frango ou porco). Lembra mais um guisado do que a maioria das sopas, e pode servir como uma refeição, acompanhado quase sempre de pão integral escuro. Borsch frio O borsch frio, chamado Šaltibarščiai na Lituânia, existe em diversas culturas; é conhecida como khaladnik na Bielorrússia. É o tipo mais consumido pelos judeus asquenazitas e consiste quase sempre de uma sopa feita com beterrabas fatiadas ou picadas, cozidas em seu próprio suco e, opcionalmente, com suco de limão, cebola moída e açúcar para atingir a doçura desejada. É servido como uma espécie de caldo, fino e resfriado, com os pedaços de beterraba, e por vezes com uma única batata cozida e com nata azeda, que causam um contraste com o sabor doce da sopa. A nata azeda não é misturado à sopa, porém colocado no meio dela, para ser misturado, a cada colherada, ao líquido e às beterrabas. Existem diversos outras variedades de borsch frio. Uma delas é feita com o kvas, bebida típica russa feita a partir da fermentação do pão; outra mistura leite gelado ou iogurte a tomates fatiados. A base do borsch frequentemente é feita com caldo de carne, embora esta prática não seja observada nos períodos da Quaresma por certas comunidades cristãs. Devido às leis do kashrut, as receitas de origem judaicas não misturam produtos derivados do leite com carne. O Frango à Kiev (em russo: Котлета по-киевски) é um prato muito conhecido e tradicional das culinárias russa e ucraniana. O prato consiste em peito de frango desossado e recheado, para então ser frito ou cozido. O frango pode ser recheado com manteiga de alho, ervas, presunto, salmão, queijo, entre outros ingredientes. Horilka (em ucraniano: горілка) é uma vodka ucraniana. A horilka geralmente é destilada a partir do trigo ou da batata. A palavra horilka em também designa, genericamente, toda bebida alcoólica branca. A horilka caseira é conhecida como samohon (ucraniano: самогон, literalmente "auto-destilado"). A horilka geralmente é mais forte e mais picante do que uma típica vodka russa. Na Ucrânia são produzidas vários tipos da horilka, alguns destas industrialmente, outras de maneira mais caseira. Alguns tipos da horilka são: malynivka (feita de framboesa); tertukha (morangos), agrusivka (groselha), ternivka (abrunheiro), kalynivka (novelo), shypshynnyk]] (árvore da rosa), horobynivka (sorbus), vyshnyak ou vyshnivka (cereja), slyv´yanka (ameixeira), morelivka (damasco), tsytrynivka (limão), mokrukha (laranja e cravo–da–Índia), mochena (rodelas de cítrino), kontabas (groselha preta), horikhivka (noz). A horilka também pode ser feita de mel, menta ou até de leite. Em alguns casos, a pimenta vermelha (pimenta malagueta) é colocada nas garrafas de horilka, tornando-a um pouco picante. Este tipo de horilka é conhecido como horilka z pertsem ou pertsivka (a horilka z pertsem, sempre feita na Ucrânia, refere-se à horilka engarrafada com a pimenta picante, enquanto a pertsivka, que pode ser russa, é tipicamente uma horilka temperada com a essência da pimenta). |
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RELIGIÕES |
A religião predominante na Ucrânia é o cristianismo ortodoxo oriental, atualmente dividido em três denominações: Igreja Ortodoxa Ucraniana, vinculada ao Patriarcado de Moscovo, é a maior existente com 7.540 paróquias segundo estatísticas do governo (mas não se tem a certeza se é a mais numerosa); Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Kiev, a segunda maior do país (em termos do número de circunscrições eclesiásticas) com 21 dioceses, 14 mosteiros e 1.977 paróquias; Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana. Em segundo lugar, bem mais atrás, vem a Igreja Greco-Católica Ucraniana de Rito Oriental, que mantém uma tradição espiritual e litúrgica semelhante à da ortodoxia oriental, mas está em comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana e reconhece a primazia do Papa. Há grupos menores de católicos romanos, protestantes, judeus e muçulmanos. Segundo os resultados do censo de 2001, a população dividia-se da seguinte maneira: 83,7% de cristãos (54,3% de ortodoxos, 16,9% de independentes, 11,1% de católicos romanos, sendo 8,0% de greco-católicos ucranianos e 3,1% de católicos latinos), 2,7% de protestantes e 0,7% de outros; 10,9% de não-religiosos; 4,0% de ateus; 1,7% de muçulmanos e 0,4% de judeus. Um outro censo, no entanto, indica que a população está dividida da seguinte maneira: 50.4% de ortodoxos pertencentes à Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Kiev; 26,1% de ortodoxos pertencentes à Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo; 7,2% de ortodoxos pertencentes à Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana; 10,2% de católicos romanos (8,0% de greco-católicos ucranianos e 2,2% de católicos latinos); 2,2% de protestantes; 0,6% de judeus e 3,2% de outros (incluindo os ateus). |
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POLÍTICA |
A Ucrânia é uma república com um sistema de governo semi-presidencial e poderes legislativo, executivo e judiciário separados. O presidente da república é eleito pelo voto direto e detém as funções de chefe de Estado. O primeiro-ministro é designado e demitido pelo parlamento, chamado Verkhovna Rada, com 450 assentos. O parlamento também designa o gabinete. O presidente indica os chefes dos governos regionais e distritais, com a anuência do primeiro-ministro. As leis, decisões do parlamento e do gabinete, decretos presidenciais e decisões do parlamento da República Autônoma da Crimeia podem ser anuladas pelo Tribunal Constitucional da Ucrânia em caso de violação da constituição do país. Outros atos normativos estão sujeitos a apreciação judicial. O Supremo Tribunal da Ucrânia é o principal órgão judicial da Justiça comum. O autogoverno local é oficialmente garantido; as câmaras de vereadores e os prefeitos municipais são eleitos pelo voto direto e controlam o orçamento local. Há um grande número de partidos políticos organizados na Ucrânia, muitos dos quais possuem pequeno número de membros e são desconhecidos do público. As agremiações pequenas usualmente se unem em coalizões para participar das eleições parlamentares. |
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TURISMO |
Decidimos ir para a Ucrânia na Eurocopa 2012, que foi sediada lá e na Polônia. A viagem para Ucrânia ao invés da Polônia foi escolhida pelo simples fato dela não pertencer a União Europeia e nem tampouco estar completamente ligada a Rússia como na época da União Soviética, o que nos despertou a curiosidade de saber como é lá.
A
Ucrânia tem ganhado espaço na mídia pelos seus recentes
confrontos políticos, justamente por estar entre a Europa e a
Rússia, e não se decidir para onde ir. ARQUITETURA DE INSPIRAÇÃO RUSSA Encontramos um país um tanto quanto atrasado, e para não dizer pobre, um país que parou na época dos confrontos pela sua independência, que só aconteceu de fato em 1991. Ruas cercadas de mato, edifícios antigos e muitos mal cuidados, e pouquíssimas pessoas falando em inglês. UM PAÍS UM TANTO QUANTO ATRASADO Não podemos dizer que a globalização lá não chegou, até porque todos se vestem de Adidas, mas o turismo com certeza ainda não é o ponto forte do país. Mesmo assim, nos aventuramos e conhecemos pessoas incríveis e hospitaleiras, e o futebol como um dos motores para fazer o país se reerguer. Ucrânia é um ótimo destino como uma ponte para quem quer sair do roteiro da comunidade europeia e conhecer um pouco mais sobre a antiga União Soviética. Está lá, cheia de história, entre a Polônia e a Rússia. KIEV, CAPITAL DO PAÍS. OS LUGARES ARRUMADOS ERAM OS PRÓXIMOS DAS FAN ZONES. Fizemos duas viagens de trem noturno, de Kiev para Kharkiv e de Donetsk para Kiev. Na primeira delas, dividimos cabine com um casal de ucraniamos de meia idade que realmente se esforçaram para manter uma conversa. Mas, a única palavra que nos era familiar era “vodka”. Recebemos deles uma moeda comemorativa da Eurocopa. Aliás, a moeda deles é a “Hryvnia”, que só circula no país. É possível andar de metrô em todas as cidades. São trens bem antigos, mas sempre, sempre olhe para cima ao entrar em uma estação. A arquitetura da época dos czares vai te encantar! Quase ninguém fala inglês e eles não estão preparados para receber os turistas, então, prepare a mímica. LINHAS DO METRÔ DE KHARKIV. O ALFABETO DELES É UMA VARIAÇÃO DO CIRÍLICO, OU SEJA, NÃO ENTENDEMOS BULHUFAS. Não se assuste com a quantidade de comida dos restaurantes. Em todos eles a comida veio bem regulada, ao ponto de pedirmos uma porção de isca de frango e vir 3 isquinhas. Não sei se eles passaram por um período de recessão ou se demos azar, só sei que praticamente passamos fome. Ora era pouca comida, ora o cardápio era ucraniano e o que nos chegava à mesa era sempre uma surpresa. PORÇÕES FARTAS! Como entrar no país Apesar da cara brava e fechada dos ucranianos (muitos deles), para entrar no país não é necessário nenhum visto ou procedimento. Basta chegar com o passaporte e mostrá-lo na imigração. A Ucrânia é um país fascinante para passar férias. A Ucrânia é um país muito interessante localizado na Europa de Leste. Tive a oportunidade de conhecer a cultura deste país um pouco mais a sério porque morei 6 meses na cidade de Lviv. Um dia estava em Marrocos e decidi: tenho que mudar de ambiente. Peguei na mala, fui para o aeroporto de Marraquexe e comprei o primeiro bilhete para a Europa. Levou-me até Barcelona de onde apanhei um outro avião até Berlim. Depois um comboio até Varsóvia na Polónia local de um apanhei um outro comboio até Lviv. Cheguei, gostei e fiquei. Passados dois dias já tinha casa alugada com contrato de aluguer e tudo. A Ucrânia é um país dividido entre dois idiomas, há os falantes do idioma ucraniano e os falantes do idioma russo. Por estranho que pareça encontrei pessoas de grupo étnico ucraniano que só falam russo, mas a maioria fala ucraniano. O resto fala russo. Os falantes russos estão na maior parte situados na zona oriental da Ucrânia. APRESENTAÇÃO DA HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CULTURA: A história da Ucrânia conta com registos de presença humana na época da Antiguidade, cuja época já era alvo de imensas invasões de vários povos, nomeadamente dos Godos, Hunos, Búlgaros e dos Magiares, no entanto, quem se estabeleceu no território e mais contribuiu para a sua cultura foram os Rutenos ou os Eslavos orientais, entre o século V e VI. Aquando da invasão mongol no século XIII, a qual destruiu o poder de Kievan Rus, formou-se aqui o Principado da Galicia, no Oeste da Ucrânia, o qual passou a ser parte integrante do Império Russo durante o século XVIII. No século XX, a Ucrânia viveu um grande desenvolvimento económico e urbanístico, ao ponto de em 1918, ter proclamado a sua independência. Entrando na União Soviética, conheceu-se a industrialização e a colectivização da agricultura, mas ainda assim o povo ucraniano passou tempos severos de pobreza e fome, devido às políticas vigentes na altura. Após a separação da União Soviética em 1991, o país vive eleições democráticas e multipartidárias. A geografia da Ucrânia conta com a área territorial de 603 700Km2, país situado na Europa Oriental, mais propriamente no Sudeste da Europa e considerado o segundo maior país do continente a seguir à Rússia. Este país faz fronteira a Norte com a Bielorrússia e com a Rússia, a Sul com a Moldávia e com a Roménia, a Sudoeste com a Hungria, a Oeste com a Eslováquia e com a Polónia, sendo também banhado a Sul pelo Mar Negro e pelo Mar Azov. O cenário paisagístico aqui presente é constituído, na zona Ocidental, pelo Planalto da Volínia, bastante fértil e utilizado na agricultura, cujo solo é negro e a sua denominação é chernozem. No Norte, encontramos as bacias dos rios Dniepre e Donetz, que também oferecem óptimas terras para a prática agrícola e muitos pântanos. Algo a salientar é a radioactividade existente nestes solos, uma vez que foram vítimas do acidente da central nuclear de Chernobyl, no ano de 1986. Ao Sul, ao longo da costa dos mares de Azov e Negro, encontramos planície seca, sendo a Crimeia a zona turística e balnear do país. A cultura da Ucrânia está estritamente conectada à tradicionalidade proveniente da vida rural, sendo que tem uma cultura muito camponesa e ligada à religião cristã. São um povo muito ligado à família e à sua descendência, sendo que acham saudável que uma família tenha uma numerosa prole. Têm o hábito de a família viver toda na mesma habitação: pais, filhos, avós, noras e genros, netos, o que traz uma harmoniosa convivência entre os familiares, tal como uma grande interajuda entre todos os elementos. Existe uma imensa preservação dos testemunhos dos antepassados, que é visível através do folclore, pois através dele é possível divulgar os costumes e as tradições aos jovens ucranianos. Os dois maiores grupos folclóricos são o Barvínok e Poltava, que atraem milhares de admiradores para assistirem a beleza imensa dos ágeis kossacos e das delicadas bailarinas. As pêssancas são ovos decorados e pintados à mão, tradicionais da Ucrânia, normalmente feitos na última semana da Quaresma e no Domingo de Páscoa. CLIMA E QUANDO IR: Para saber quando ir à Ucrânia você precisa de se informar um pouco melhor acerca das suas estações e clima. A melhor altura para visitar a Ucrânia é entre os meses de Maio e Outubro, época em que as temperaturas são mais quentes. O clima da Ucrânia é do tipo continental, apesar de mostrar características mediterrânicas ao longo da costa do Mar Negro. Na zona árida, a Ucrânia apresenta algumas chuvas, embora seja mais húmida nas zonas Oeste e Norte, sendo que a neve ocorre normalmente entre os meses de Dezembro e Março. Os Verões são quentes e húmidos, e os Invernos são muito frios, exceptuando ao longo da costa. O QUE VISITEI / RESUMO DE VIAGEM À UCRÂNIA Cidade do Lviv: Esta cidade histórica ucrâniana é um local fascinante, cheia de monumentos e um centro com imensa euforia. Há muito para fazer nesta cidade, há muito bares, muitos museus, parques, mercados. Tive a oportunidade de viver aqui durante 6 meses. Cidade do Odessa: Esta cidade histórica ucrâniana é um local fascinante, cheia de monumentos e um centro com imensa euforia. Há muito para fazer nesta cidade, há muitos bares, muitos museus, parques, mercados. Odessa é uma cidade enorme, sendo uma das cidades mais importantes da Ucrânia. Praia de Zatoka: No Verão não há nada como ir à praia na costa do Mar Negro. Só por si é uma experiência única já que as praias estão cheias de ucrânianos de toda a parte do país. Há discotecas à noite, muita gente na praia a divertir-se. Zatoka é uma aldeia pequena a 80km de Odessa. Passei aqui uns dias com umas amigas de Lviv. Chernivtsi: Para viajantes que venham da Roménia, esta será a primeira cidade a seguir à fronteira. Chernivtsi tem muitos locais históricos e museus para visitar. Não perca a fortaleza e o edíficio do século XIX da Universidade de Chernivtsi. Kiev: é a maior cidade da Ucrânia e a sua capital. Fica localizada nas margens do Rio Dniepre, que conta com cerca de dois mil quilómetros de extensão. É considerada uma das cidades mais antigas da Europa e com bastante interesse para se conhecer, atraindo milhares de turistas e estudiosos cientistas todos os anos. Esta cidade conta com indústrias de tecnologia de ponta, tal como centros científicos e universidades de renome, contribuindo imenso para o desenvolvimento de estudos das mais variadas áreas ao nível académico. No entanto, tem uma história invejável, uma vez que foi fundada no século V, e tendo sido um dos principais centros de comércio da zona Oriental da Europa. Os pontos de interesse a visitar são a Catedral de Santa Sofia, o Mosteiro Kievo-Pecherska Lavra, a Igreja de Santo André, a Catedral de São Volodymyr, a Catedral de São Mykhailo, o Palácio Mariyinsky e o Museu Nacional de Chernobyl. Chernobyl: é uma cidade fantasma, que fica localizada na zona Norte da Ucrânia – região de Pripyat, mais propriamente perto da fronteira com a Bielorrússia. A União Soviética escolheu este lugar para construir em 1970, uma central nuclear, acabando por ocorrer um acidente nuclear em 1986. O reactor da central de Chernobyl teve problemas técnicos, contaminando tudo ao seu redor, nomeadamente pessoas, animais, solos agrícolas e tudo o mais. Esta cidade tornou-se fantasma e estéril, sendo o palco principal de estudo para cientistas que tentam perceber a relação entre o orgânico e as partículas nucleares. É possível visitar este lugar parado no tempo, e ficar surpreendido in loco com um dos eventos mais trágicos da história da humanidade. Pripyat: é uma cidade fantasma, localizada no Norte da Ucrânia, a qual se encontra perto da Bielorrússia. Esta cidade fica a poucos quilómetros da central nuclear de Chernobyl e foi uma localidade bastante utilizada pelos trabalhadores da mesma, uma vez que por motivos de segurança, não podiam viver perto da central (fora do horário de trabalho). Mas devido a problemas técnicos, esta cidade foi também vítima do maior acidente nuclear conhecido na história da humanidade. O cenário aqui presente é de um lugar abandonado, o qual ficou como o último dia que viveram lá seres humanos. Se tiver a oportunidade de visitar Pripyat, prepare-se para encontrar edifícios parados no tempo e muitos objetos do dia-a-dia das pessoas que lá viveram, nomeadamente roupas, cozinhas intactas de há 30 anos atrás, brinquedos, etc. |
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ECONOMIA |
Considerada um mercado livre emergente, a economia da Ucrânia é uma das maiores do mundo, com um PIB que vem crescendo recentemente ao ritmo de 2 dígitos ao ano. Anteriormente uma importante região industrial e agrícola da União Soviética, a economia ucraniana passou por fortes flutuações nos anos 1990, inclusive hiperinflação e quedas drásticas na produção econômica. Após a independência, a falta de reformas estruturais significativas tornou a economia ucraniana vulnerável a choques externos. A partir de 1991, o governo liberalizou a maior parte dos preços e instituiu um quadro normativo para as privatizações, mas uma resistência generalizada, proveniente de dentro do governo, frustrou as reformas e levou até mesmo a uma piora da situação: a produção em 1999 havia caído para menos de 40% do nível de 1991. Uma política monetária temerária causou hiperinflação no final de 1993. O PIB de 2000 apresentou crescimento forte, devido às exportações, com índice de 6%-positivo pela primeira vez desde a independência; a produção industrial cresceu 12,9%. A economia continuou a expandir-se em 2001, com um crescimento real do PIB da ordem de 9% e aumento da produção industrial de mais de 14%. O desempenho favorável baseou-se na demanda interna alta e na crescente confiança do consumidor e do investidor. O crescimento econômico acelerado no período 2002–2004 deve-se em grande medida a um pico de exportações de aço para a China. O atual governo prometeu reduzir o número de repartições públicas, simplificar o processo regulatório, criar um ambiente jurídico que incentive a livre iniciativa e aprovar uma reforma tributária abrangente. As reformas estruturais e a privatização das terras prosseguem com dificuldade. Instituições externas–particularmente o FMI–têm procurado incentivar a Ucrânia a acelerar o ritmo e o escopo das reformas e têm ameaçado retirar o apoio financeiro. Legado de seu passado soviético, a Ucrânia hoje depende das fontes de energia russas, em especial gás natural, embora venha tentando diversificar a sua matriz energética. É, contudo, autossuficiente em termos de produção elétrica, devido a usinas nucleares e hidrelétricas. Em 2005, a Ucrânia foi o sétimo maior produtor de aço do mundo. No setor de manufaturados, o país fabrica equipamentos metalúrgicos, locomotivas a diesel, tratores e automóveis. A Ucrânia possui uma enorme base industrial de alta tecnologia, inclusive grande parte das antigas indústrias soviéticas de eletrônicos, armamentos e artigos espaciais, embora estes setores sejam estatais e sofram com dificuldades na área de administração de negócios. O país é um grande produtor de açúcar, carne, laticínios e trigo. Segundo estimativas, o PIB da Ucrânia totalizou US$ 81 bilhões (cálculo nominal) ou US$ 355 bilhões (PPC) em 2006. |
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ETINIAS |
Conforme o censo ucraniano de 2001, os ucranianos étnicos somam 77,8% da população. As minorias incluem grupos étnicos significativos de russos (17,3%), romenos (0,8%), bielorrussos (0,6%), tártaros da Crimeia (0,5%), búlgaros (0,4%), húngaros (0,3%), poloneses (0,3%), judeus (0,2%), armênios (0,2%), gregos (0,2%) e tártaros (0,2%). O russo é amplamente falado, em especial no leste e no sul do país. Segundo o censo, 67,5% da população declararam falar o ucraniano como língua materna, contra 29,6% que falam o russo como primeira língua. Algumas pessoas usam uma mistura dos dois idiomas, enquanto que outras, embora declarem ter o ucraniano como língua materna, usam o russo correntemente. O ucraniano literário é mais usado na Ucrânia ocidental e central, enquanto que o russo predomina nas cidades da Ucrânia oriental e meridional. O governo promove uma política de "ucranização", com o emprego do ucraniano em escolas, repartições públicas e parte da mídia, normalmente às expensas do russo; no cotidiano, porém, as pessoas são livres para falar qualquer idioma. Na prática, a maioria da população é bilíngue ou trilíngue, como no caso dos Tártaros da Crimeia, que vivem na região meridional da Ucrânia, empregando o tártaro, o ucraniano e também podendo empregar o russo. A significativa minoria romena e moldávia localiza-se principalmente no Oblast de Chernivtsi. Devido aos baixos salários e ao desemprego, houve considerável grau de emigração a partir do final dos anos 1990. Embora as estimativas variem, cerca de dois a três milhões de ucranianos residem e trabalham no exterior, em sua maior parte ilegalmente. Segundo estimativas da Embaixada da Ucrânia em Brasília, há cerca de 500 000 ucranianos e seus descendentes no Brasil, concentrados principalmente no estado do Paraná (90%), provenientes de duas levas de emigração, a primeira no final do século XIX, para trabalhar na agricultura, e a segunda no início do século XX, como mão-de-obra na construção ferroviária. Em Portugal, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras divulgou em 2001 que há 40 000 ucranianos no país. Mas esse número pode ser superior, já que existem imigrantes ilegais. A imigração ucraniana tem sido importante para aumentar a população jovem de Portugal e preencher postos de trabalho que a maioria dos portugueses prefere não ocupar. A maioria dos ucranianos–muitos com educação superior–trabalha em obras públicas e em serviços de limpeza. Portugal já reconhece diplomas ucranianos |
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INDÚSTRIA |
O Donbas apresenta também indústrias metalúrgicas altamente desenvolvidas, que produzem ferro e aço em grandes quantidades. Desde 2014 que o governo ucraniano tem sido frustrado nas suas privatizações por haver pouca ou nenhuma demanda em leilões públicos. |
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PECUÁRIA |
Aves, Bovinos, Ovinos e Suínos. |
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COLONIZAÇÃO |
Idade de ouro em Kiev (800–1100) Durante os séculos X e XI, o território da Ucrâni a tornou-se o centro de um Estado poderoso e prestigioso na Europa, o Principado de Kiev, o que estabeleceu a base das identidades nacionais ucraniana e das demais nações eslavas orientais nos séculos subsequentes. A capital do principado era Kiev, conquistada aos czares por Ascoldo e Dir por volta de 860. Conforme as Crônicas Nestorianas, a elite do principado era inicialmente formada por varegues provenientes da Escandinávia que foram mais tarde assimilados à população local de modo a formar a dinastia ruríquida. O Principado de Quieve era formado por diversos domínios governados por príncipes ruríquidas aparentados. Quieve, o mais influente de todos os domínios, era cobiçado pelos diversos membros da dinastia, o que levava a enfrentamentos frequentes e sangrentos. A era dourada do principado coincide com os reinados de Vladimir, o Grande (r. 980–1015), que aproximou o seu Estado do cristianismobizantino, e seu filho Jaroslau I, o Sábio (1019-1054), que viu o principado atingir o ápice cultural e militar. O processo de fragmentação que se seguiu foi interrompido, em alguma medida, pelos reinados de Vladimir Monômaco (1113–1125) e de seu filho, o príncipe Mistislau I (r. 1125–1132), mas o território terminou por desintegrar-se em entidades separadas após a morte do último. A invasão mongol do século XIII desferiu ao principado o golpe de misericórdia, do qual nunca se recuperaria. Comunidade Polaco-Lituana (1300–1600) Na região correspondente ao atual território da Ucrânia, sucederam ao Principado de Quieve os principados de Galícia e de Volínia, posteriormente fundidos no Reino da Galícia-Volínia, liderado por Daniel da Rutênia. Em meados do século XIV, o Estado foi conquistado por Casimiro IV da Polônia, enquanto que o cerne do antigo Principado de Quieve–inclusive a cidade de Quieve–passou ao controle do Grão-Ducado da Lituânia. O casamento do grão-duque Jagelão da Lituânia com a rainha Edviges da Polônia pôs sob controle dos soberanos lituanos a maior parte do território ucraniano. Por força da União de Lublim, de 1569, que criou a Comunidade Polaco-Lituana, uma porção considerável do território ucraniano passou do controle lituano para o polonês, transferido para a coroa da Polônia. Sob pressão de um processo de "polonização", a maior parte da elite rutena (isto é, eslava ou eslavizada, mesmo que de origem lituana) converteu-se ao catolicismo. O povo, porém, manteve-se fiel à Igreja Ortodoxa, o que levou ao surgimento de tensões sociais demonstradas, por exemplo, pela União de Brest, de 1596, pela qual Sigismundo III Vasa tentou criar uma Igreja Católica Grega Ucraniana vinculada à Igreja Católica Romana. Os plebeus ucranianos, vendo-se sem a proteção da nobreza rutena–cada vez mais convertida ao catolicismo romano–voltaram-se para os cossacos (fervorosamente ortodoxos) em busca de segurança. Cossacos (1600–1800) Em meados do século XVII, um quase-Estado cossaco, o Zaporozhian Sich, foi criado pelos cossacos do Dniepre e pelos camponeses rutenos que fugiam da servidão polonesa. A Polônia não tinha o controle efetivo daquela área, hoje no centro da Ucrânia, que se tornou então um Estado autônomo militarizado, ocasionalmente aliado à comunidade. Entretanto, a servidão do campesinato pela nobreza polonesa, a ênfase da economia agrária da Comunidade na exploração da mão-de-obra servil e, talvez a razão mais importante, a supressão da fé ortodoxa terminaram por afastar os cossacos e a Polônia. Assim, os cossacos voltaram-se para a Igreja Ortodoxa Russa, o que levaria finalmente à queda da Comunidade Polaco–Lituana. A grande rebelião cossaca de 1648 contra a comunidade e contra o rei polonês João II Casimiro levou à partilha da Ucrânia entre a Polônia e a Rússia, após o tratado de Pereyaslav e a guerra entre Rússia e Polônia. Com as partilhas da Polônia no final do século XVIII entre a Prússia, a Áustria a Rússia, o território correspondente à atual Ucrânia foi dividido entre o Império Austríaco e o Império Russo, aquele anexando a Ucrânia Ocidental (com o nome de província da Galícia), este incorporando o restante do território ucraniano. Em que pese o fato de que as promessas de autonomia da Ucrânia conferidas pelo tratado de Pereyaslav nunca se materializaram, os ucranianos tiveram um papel importante no seio do Império Russo, participando das guerras contra as monarquias europeias orientais e o Império Otomano e ascendendo por vezes aos mais altos postos da administração imperial e eclesiástica russa. Posteriormente, o regime tzarista passou a executar uma dura política de "russificação", proibindo o uso da língua ucraniana nas publicações e em público. Era soviética O colapso do Império Russo e do Império Austro-Húngaro após a Primeira Guerra Mundial, bem como a Revolução Russa de 1917, permitiram o ressurgimento do movimento nacional ucraniano em prol da autodeterminação. Entre 1917 e 1920, diversos estados ucranianos se declararam independentes: o Rada Central, o Hetmanato, o Diretório, a República Popular Ucraniana e a República Popular Ucraniana Ocidental. Contudo, a derrota daquela última na Guerra Polaco-Ucraniana e o fracasso polonês na Ofensiva de Quieve (1920) da Guerra Polaco-Soviética fizeram com que a Paz de Riga, celebrada entre a Polônia e os bolcheviques em março de 1921, voltasse a dividir a Ucrânia. A porção ocidental foi incorporada à nova Segunda República Polonesa e a parte maior, no centro e no leste, transformou-se na República Socialista Soviética Ucraniana em março de 1919, posteriormente unida à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, quando esta foi criada, em dezembro de 1922. O ideal nacional ucraniano sobreviveu durante os primeiros anos sob os soviéticos. A cultura e a língua ucranianas conheceram um florescimento quando da adoção da política soviética de nacionalidades. Seus ganhos foram postos a perder com as mudanças políticas dos anos 1930. A industrialização soviética teve início da Ucrânia a partir do final dos anos 1920, o que levou a produção industrial do país a quadruplicar nos anos 1930. O processo impôs um custo elevado ao campesinato, demograficamente a espinha dorsal da nação ucraniana. Para atender a necessidade de maiores suprimentos de alimentos e para financiar a industrialização, Josef Stálin estabeleceu um programa de coletivização da agricultura pelo qual o Estado combinava as terras e rebanhos dos camponeses em fazendas coletivas. O processo era garantido pela atuação dos militares e da polícia secreta: os que resistiam eram presos e deportados. Os camponeses viam-se obrigados a lidar com os efeitos devastadores da coletivização sobre a produtividade agrícola e as exigências de quotas de produção ampliadas. Tendo em vista que os integrantes das fazendas coletivas não estavam autorizados a receber grãos até completaram as suas impossíveis quotas de produção, a fome tornou-se generalizada. Este processo histórico, conhecido como Holodomor (ou Genocídio Ucraniano), levou milhões de pessoas a morrerem de fome. Na mesma época, os soviéticos acusaram a elite política e cultural ucraniana de "desvios nacionalistas", quando as políticas de nacionalidades foram revertidas no início dos anos 1930. Duas ondas de expurgos (1929-1934 e 1936-1938) resultaram na eliminação de quatro-quintos da elite cultural da Ucrânia. Segunda Guerra Mundial Durante a Segunda Guerra Mundial, alguns membros do subterrâneo nacionalista ucraniano lutaram contra nazistas e soviéticos, indistintamente, enquanto que outros colaboravam com ambos os lados. Em 1941, os invasores alemães e seus aliados do Eixo avançaram contra o Exército Vermelho. No cerco de Quieve, a cidade foi designada pelos soviéticos como "Cidade Heroica" pela feroz resistência do Exército Vermelho e da população local. Mais de 660 000 soldados soviéticos foram capturados ali. De início, os alemães foram recebidos como libertadores por muitos ucranianos na Ucrânia Ocidental. Entretanto, o controle alemão sobre os territórios ocupados não se preocupou em explorar o descontentamento ucraniano com as políticas soviéticas; ao revés, manteve as fazendas coletivas, executaram uma política de genocídio contra judeus e de deportação para trabalhar na Alemanha. Dessa forma, a maioria da população nos territórios ocupados passou a opor-se aos nazistas. As perdas totais civis durante a guerra e a ocupação alemã na Ucrânia são estimadas entre cinco e oito milhões de pessoas, inclusive mais de meio milhão de judeus. Dos onze milhões de soldados soviéticos mortos em batalha, cerca de um-quarto eram ucranianos étnicos. Com o término da Segunda Guerra Mundial, as fronteiras da Ucrânia soviética foram ampliadas na direção oeste, unindo a maior parte dos ucranianos sob uma única entidade política. A maioria da população não-ucraniana dos territórios anexados foi deportada. Após a guerra, a Ucrânia tornou-se membro das Nações Unidas. |
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DATA DE INDEPENDÊNCIA |
5 de maio de 1992 |
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EDUCAÇÃO |
De acordo com a Constituição ucraniana, o acesso à educação gratuita é concedido a todos os cidadãos ucranianos. O ensino secundário geral completo é obrigatório nas escolas públicas, que constituem a esmagadora maioria. O ensino superior também é gratuito, nos estabelecimentos de ensino mantidos pelo governo. Há um pequeno número de escolas privadas e instituições de ensino superior de caráter privado. Por causa da ênfase na educação, oriunda da União Soviética e que continua compartilhada até hoje, a taxa de alfabetização é de aproximadamente 99,4% entre a população do país. Desde 2005, o programa de onze anos escolares foi substituído por um de doze anos de ensino. O ensino primário dura quatro anos (a partir de seis anos de idade), o ensino de base fundamental é composto por cinco anos, e o ensino médio possui três anos de duração. Após a conclusão do ensino médio, os estudantes passam por testes educacionais. Estes testes são depois utilizados para admissão nas universidades. Em 2010 o Ministério da Educação aboliu a transição espontânea para o sistema de ensino secundário de 12 anos, o que, de acordo com profissionais e jovens, inibe indiretamente o progresso do estado. O sistema de ensino superior ucraniano mantém inúmeras universidades. A organização do ensino superior na Ucrânia é construída sobre a estrutura global de países desenvolvidos, conforme definido pela UNESCO e pela ONU. As primeiras instituições de ensino superior (IES) surgiram na Ucrânia durante os séculos XVI e início do século XVII. A primeira instituição de ensino superior da Ucrânia foi a Escola Ostrozka, ou Ostrozkiy greco-eslavo-Latin Collegium, similar às instituições de ensino superior da Europa Ocidental da época. Fundada em 1576 na cidade de Ostrog, o Collegium foi a primeira instituição de ensino superior nos territórios eslavos orientais. A universidade mais antiga foi a Universidade Nacional Academia Mohyla de Kiev, estabelecida pela primeira vez em 1632 e, em 1694, reconhecida oficialmente pelo governo da Rússia Imperial como uma instituição de ensino superior. Entre as mais antigas, está também a Universidade Lviv, fundada em 1661. As instituições de ensino mais prestigiadas foram criadas a partir do século XIX, sendo estas as universidades de Carcóvia (1805), Kiev (1834), Nacional de Odessa (1865) e Chernivtsi (1875), além de um notável número de instituições profissionais de ensino superior, como a Universidade Estadual Nizhyn Gogol (originalmente estabelecida como Ginásio de Ciências Superiores, em 1805), o Instituto de Veterinária (1873), o Instituto Politécnico (1885), em Carcóvia, e outro Politécnico em Kiev (1898) e uma Escola Superior de Mineração (1899) em Katerynoslav. Em 1946, em Kiev foi fundada Universidade Nacional de Kyiv do Comércio e Economia. Em 1988, uma série de instituições de ensino superior foi criada, elevando o número de instituições desse nível educacional para 146, com mais de 850 mil alunos matriculados. A maioria das instituições de ensino superior estabelecidas depois de 1990 são pertencentes a organizações privadas. |
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FRONTEIRAS |
A fronteira entre Bielorrússia e Ucrânia é a linha que limita os territórios da Bielorrússia e da Ucrânia, ambas antigas da União Soviética. De oeste para leste, começa no ponto de tríplice fronteira de ambos os países com a Polónia, seguindo um percurso irregular até um pouco a leste de Chernobyl. Atingindo o rio Dniepr, segue o seu percurso para norte em cerca de 100km, e retoma a direção oeste-leste até atingir a tríplice fronteira com a Rússia. A fronteira entre a Eslováquia e a Ucrânia separa o extremo leste da Eslováquia do território da Ucrânia. Estende-se por 97km na direção norte-sul entre duas fronteiras tríplices desses dois países com a Polônia e com a Hungria. A fronteira entre a Hungria e a Ucrânia separa o extremo leste da Hungria do território da Ucrânia, estendendo-se por 103km no sentido norte-sul entre duas fronteiras tríplices dos dois países com a Eslováquia e com a Romênia. Na Ucrânia, a fronteira atinge o Oblast da Transcarpátia, e na Hungria, a fronteira atinge a província de Szabolcs-Szatmár-Bereg. O limite foi estabelecido em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, quando o território húngaro ao longo da Transcarpátia caiu sob poder soviético. Os limites compartilhados entre a Hungria e a União Soviética são os mesmos que os atuais; após a declaração de independência, em 1991, a Ucrânia foi fundada pelos limites atuais. A fronteira entre Moldávia e Ucrânia é a linha que limita os territórios da Moldávia e da Ucrânia, se estendendo por 939km desde o norte da Moldávia (fronteira tríplice Moldávia-Ucrânia-Romênia) ao estremo leste do país e daí ao extremo sul, na outra fronteira tríplice dos dois países com a Romênia. Foi definida e traçada por um comissão soviética logo após a anexação em 1940 da Bessarábia pela União Soviética, como parte do secreto Pacto Germano-Soviético; Parte de seu trecho leste, ao norte, é formada pelo rio Dniestre. Mais ao sul, o Dniestre se afasta para o oeste da fronteira, voltando mais a sul a formar fronteira entre Moldávia e Ucrânia. Entre o trecho médio do rio Dniestre e a fronteira leste Moldávia-Ucrânia, ocupando 1/10 do território da Moldávia, fica a região secessionista da Transnístria, que busca aproximação com a Ucrânia e Rússia, hoje reconhecida como território autônomo A fronteira entre Polónia e Ucrânia é a linha que limita os territórios da Polónia e da Ucrânia, e que já foi fronteira entre Polónia e União Soviética antes do colapso da URSS em 1991. Ao examinar o tráfego fronteiriço polaco-ucraniano na década de 1990, nota-se que caiu para a partida de cidadãos polacos da Ucrânia, e aumentou o número de cidadãos ucranianos na Polónia. Por exemplo, em 1995, a maior fronteira com a Ucrânia-Medyce, ultrapassou os 3,4 milhões de pessoas em passagem. Por sua vez, em 1996, na soma de cruzamentos de todos os pontos de passagem fronteiriços foi excedido o montante de 10,6 milhões de pessoas. Este tráfego está em constante crescimento. Características A fronteira está situada ao sudeste da Polônia e ao noroeste da Ucrânia. Ele tem uma tendência predominante no sentido norte a sul. Começa na tríplice fronteira entre a Bielorrússia, Polónia e Ucrânia e termina na tríplice fronteira entre a Polónia, Eslováquia e Ucrânia. Parte da fronteira é delimitada pelo rio Bug Ocidental. A fronteira entre Roménia e Ucrânia é a linha que limita os territórios da Roménia e da Ucrânia. Tem dois troços separados pela Moldávia. Características O primeiro segmento tem por extremidades uma tríplice fronteira onde convergem as fronteiras húngaro-romena e húngaro-ucraniana. Daí sobe aos Cárpatos orientais: este segmento foi traçado em 1918 pela comissão internacional presidida pelo geógrafo francês Emmanuel de Martonne. À divisória de águas dos Cárpatos segue-se um traçado oeste-leste mais ou menos retilíneo fixado em junho de 1940 por uma comissão soviético-romena constituída depois do Pacto germano-soviético de 1939, até à tríplice fronteira moldavo-romena traçada pela mesma comissão entre a Roménia e a Moldávia soviética, e a fronteira Moldávia-Ucrânia traçada em agosto de 1940 pelos soviéticos. O segundo segmento tem 169km, seguindo pelo rio Danúbio, 570m até à confluência do rio Prut, e chega ao mar Negro, no fundo do golfo de Musura, a 6km a oeste do Chilia, no delta do Danúbio. Deve-se à mesma comissão soviético-romena de 1940 o traçado. Neste segmento há um litígio referente às anexações de 1948 pela União Soviética, "herdadas" em 1991 pela Ucrânia: a Roménia comunista cedeu ilhas à URSS (como a Ilha das Serpentes) por um protocolo especial, mas a Roménia democrática moderna contesta a validade deste acordo que não foi ratificado pelos dois países. Quanto às águas territoriais, a fronteira está indefinida. A fronteira entre a Rússia e a Ucrânia estende-se por 1576km limitando o nordeste e leste da Ucrânia e o sudoeste da Rússia. A parte terrestre fronteira começa na tríplice fronteira dos dois países com a Bielorrússia e termina na costa norte do mar de Azov. A fronteira marítima prolonga-se para sul neste mar, dividindo ainda a ligação deste com o mar Negro através do estreito de Kerch. |
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TRAJES TÍPICOS |
Vestuário ucraniano percorreu um longo caminho desde a sua formação na antiguidade até hoje. Ele é muito versátil no respeito regional, mas inclui os elementos que caracterizam uma história geral da cultura ucraniana. Assim, o elemento principal da roupa era uma camisa. As camisas pertencem aos tipos mais antigos da roupa. Por exemplo, a camisa de mulher da época dos cossacos chegou até nós intacta. Camisas de homem bordadas com ornamento geométrico. Camisas da Mulher são diferentes do que do homem, decorado com um grande número de ornamentos. Elas eram muito compridas. A camisa foi costurada de peça inteira de tecido ou de duas partes: a parte inferior mais espessa e superior mais delicada. Sobre as camisas as mulheres usavam “zapasku” que poderiam ser de dois tipos, uma ou duas peças de tecido. Também foi usado “derge” - um painel de tecido de lã em bruto que vestiram a camisa. Foi um avental, geralmente com pequeno padrão monocromático. Sobre as camisas, em cima do corpo as mulheres e as raparigas vestiram espartilho. No final do século 18 as mulheres ucranianas começaram a vestir saias. Em cada região a saia adquiriu a sua forma distintiva, tecnologia e itens de costura. Desde século 14 as mulheres ricas começaram de costurar vestidos. A moda masculina teve a maior simplicidade. Os homens usavam calças ou sharováry, tão bem conhecidos de todos. Fato. Na noção de estrangeiros o fato ucraniano tradicional é um traço característico de roupas de Kiev e de região de Poltava. |
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MINERAÇÃO |
A Ucrânia conta com ricas jazidas de minério de manganês no Donbas. Essa região é o centro industrial do país e um dos principais complexos minero-metalúrgicos e de indústria pesada da Europa. A Ucrânia é também um importante produtor de gás natural e de petróleo, embora as reservas desses combustíveis fósseis tenham sido excessivamente exploradas durante o período soviético. |
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ESPORTES |
O futebol, também referido como futebol de campo, futebol de onze e, controversamente, futebol associ (em inglês: association football, football, soccer), é um desporto de equipe jogado entre dois times de 11 jogadores cada um e um árbitro que se ocupa da correta aplicação das normas. É considerado o desporto mais popular do mundo, pois cerca de 270 milhões de pessoas participam das suas várias competições. É jogado num campo retangular gramado, com uma baliza em cada lado do campo. O objetivo do jogo é deslocar uma bola através do campo para colocá-la dentro da baliza adversária, ação que se denomina golo ou gol. A equipe que marca mais gols ao término da partida é a vencedora. O jogo moderno foi criado na Inglaterra com a formação da The Football Association, cujas regras de 1863 são a base do desporto na atualidade. O órgão regente do futebol é a Federação Internacional de Futebol (em francês: Fédération Internationale de Football Association), mais conhecida pela sigla FIFA. A principal competição internacional de futebol é a Copa do Mundo FIFA, realizada a cada quatro anos. Este evento é o mais famoso e com maior quantidade de espectadores do mundo, o dobro da audiência dos Jogos Olímpicos. |
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LEMA |
"Volia, Zlahoda, Dobro"–(ucraniano: Liberdade, Concordância, Bondade) |
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FORÇAS ARMADAS |
As Forças Armadas da Ucrânia (em ucraniano: Збройні сили України (ЗСУ), transl.: Zbroyni Syly Ukrayiny, (ZSU) é a defesa da República da Ucrânia. Foram formadas a partir de porções militares do colapso da União Soviética, no início da década de 1990. É constituída por: Força Aérea, Forças Terrestres e Marinha. |