Polônia |
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SIGNIFICADO DO NOME |
A origem do nome Polônia ainda é incerta. Pode derivar de palavras polonesas como polo (campo). |
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CONTINENTE |
Europa |
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BANDEIRA |
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SINIFICADO DA BANDEIRA |
A bandeira civil da Polónia está em uso desde o início do século XX. O pavilhão civil e a bandeira de estado (de uso limitado) contém também o brasão de armas no centro da metade branca da bandeira. História A 8 de novembro de 1831, durante a Revolta de Novembro, o Sejm (Câmara Baixa do parlamento polonês) decidiu que as cores nacionais da Polônia passariam a ser as do brasão da Comunidade Polaco-Lituana, ou seja, branco e vermelho. A 1 de agosto de 1919, o Sejm (Câmara Baixa do parlamento polonês) da Polônia independente criou a bandeira da Polônia na sua forma atual. Desde 2004, no dia 2 de maio é celebrado na Polônia o Dia da Bandeira, embora não seja um dia feriado. |
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MAPA |
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BRASÃO |
A Águia Branca é o Brasão de armas da Polônia. É um branco estilizado águia com um bico de ouro e garras, e vestindo um ouro coroa, em um vermelho escudo. O brasão de armas da Polônia consiste de uma águia branca em um escudo vermelho. A Águia está usando uma coroa. Na Polônia, o brasão de armas é geralmente chamado simplesmente de Águia Branca (orzel Bialy), sempre em maiúsculas. Note-se que na heráldica nunca há uma cor “branca”: o que vemos como branco é normalmente dito ser “prata” (e “amarelo” é “ouro”). No entanto, a águia polonesa é a única que é “pura” branco em vez de prata. A águia é considerada a águia de cauda branca, embora a representação altamente estilizada não se conecta a Águia Branca com quaisquer espécies específicas de águia. |
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HINO |
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SIGNIFICADO DO HINO |
Mazurek Dąbrowskiego (AFI: [ma'zurɛk dɔmbrɔf'skʲɛgɔ], "Mazurca de Dąbrowski") é o hino nacional da Polônia escrito em 1797 por Józef Wybicki, enquanto este estava na Itália. O hino foi chamado anteriormente de Pieśń Legionów Polskich we Włoszech ("A canção das Legiões Polonesas na Itália") e é conhecido também pelo seu primeiro verso, Jeszcze Polska nie zginęła ("A Polônia não desaparecerá"). O hino retém semelhanças consideráveis com hinos nacionais de outros países, como o da antiga Iugoslávia, o da Ucrânia e o de Israel. Histórico Inicialmente composto para aumentar o moral das tropas polonesas servindo na Primeira Campanha de Napoleão em Itália, a canção expressava a noção de que a Polônia não havia desaparecido como nação, apesar da partição final do país no ano de 1795, que deixou a Polônia sem seu próprio Estado por 123 anos. A melodia usada no hino é uma mazurca de composição desconhecida. O texto original foi escrito em linguagem apropriada para sua época, e pequenas adaptações no texto oficial foram feitas ao longo do tempo. O hino tornou-se popular na Polônia dividida durante o século XIX, e foi escolhido no ano de 1926 como hino nacional do país recém-formado após o término da Primeira Guerra Mundial. Para a escolha do hino havia oposição de outras canções patrióticas, que, no entanto, não gozavam da mesma popularidade da Mazurca de Dąbrowski. |
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CAPITAL |
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MOEDA |
Złoty (PLN) |
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ARQUIPÉLAGOS |
O país não possui Arquipélagos. |
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CLIMA |
A Polônia tem o Horário da Europa Central (GMT + 1:00) no inverno e UTC+2 no verão. Utiliza o Horário de Verão da Europa Central entre as 1:00 UTC do último domingo de março e as 1:00 do último domingo de outubro. Fuso horário entre Varsóvia e Brasília é de 3 até 5 horas. A Polônia está localizada na zona de clima moderado. A temperatura média de verão (junho, julho, agosto) é de 19°C, mas os dias de calor com mais de 30°C também não são raros. Nos meses mais frios, ou seja, em janeiro e fevereiro, a temperatura desce alguns graus abaixo de zero. Nessa altura nas montanhas polonesas há boas condições para praticar esportes de inverno. A melhor época para visitar o país é o período entre maio e outubro quando o tempo favorece as visitas e permite aproveitar da melhor forma as atrações turísticas. Verão: Normalmente o verão é modestamente quente, com alguma chuva. As temperaturas variam entre 21 e 32 graus centígrados. Contrariamente ao habitual para muitos países na Europa, na polónia o mês mais quente é Julho e Agosto. No entanto, é certo que durante Agosto é quando o mar atinge a maior temperatura do ano. As noites estivais na Polónia são muito agradáveis inclusive frescas no final de Agosto. Outono: Setembro inaugura a estação outonal, que é impressionante na Polónia, já que a paisagem fica com uns coloridos espetaculares. As folhas das árvores transformam o seu colorido para deliciar a todos aqueles que possam viajar para a Polónia durante este meses do ano. Inverno: A partir de Dezembro começa o frio por este país. Então podemos ver-nos com temperaturas entre +3 graus e -5. De consolo, dizemos que é um frio seco, que além de tingir de branco a paisagem, temos neve desde este mês até Março com total segurança ou por vezes até Maio nos mais altos picos. Primavera: Voltam as cores, Polónia começa a partir de Março a brilhar de novo. Algo que se reflete nas suas gentes. As temperaturas aqui começam outra vez a ser muito cómodas, entre 10 e 20 graus centígrados. |
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CONDADOS |
O país não possui Condados. |
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DUCADOS |
O país não possui Ducados. |
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ILHAS |
Usedom (em polaco: Uznam) é uma ilha da Alemanha e Polónia, no extremo nordeste da Alemanha e extremo noroeste da Polónia, no Mar Báltico. Pertence à região alemã da Pomerânia Ocidental (Ostvorpommern), Distrito de Ostvorpommern, exceto a vila polaca de Świnoujście, na parte mais oriental da ilha. Tem uma área total de 445km² (dos quais 373km² na parte alemã e 72km² na parte polaca) e uma população total de 76500 pessoas (31500 na Germany e 45000 na Polónia). Wolin (em alemão: Wollin e língua pomerana: Wòlin) e uma ilha da Polónia, no sul do Mar Báltico e Costa da Pomerânia. Tem 245km² de área. A cidade de Wolin fica nesta ilha. Outras localidades importantes são Międzyzdroje e Świnoujście. Wolin está separada de Usado pelo Rio Świna e da Pomerânia pelo rio Dziwna. A sul encontra-se a Lagoa de Estetino (Szczecin). O Parque Nacional Wolin não tem meio da ilha. |
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PRINCIPADOS |
O país não possui Principados. |
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FAUNA |
Braco polonês (em polaco: Ogar Polski) é uma raça de cães originária da Polônia. Fisicamente é considerado um cão de médio porte, robusto e compacto, de músculos e ossatura pesados, embora de Membros proporcionais seu corpo. Seu físico remete um animal mais potente e resistente, que propriamente veloz. Usado como cão de caça, tem ainda um som, estima-se mais alta nas fêmeas. Segundo estudo, esta raça foi uma primeira heroína escrita em livro, no ano de 1616, na publicação de janeiro Ostrorog chamada Caçando com sabujos (em polaco: Myslistwo z ogary). No livro, apesar de constar uma descrição completa sobre sua utilidade, nada constava sobre sua aparência, já são animais extremamente populares. Todavia, esta raça sofreu o mesmo que muitas dese nvolvidas na Europa: uma quase extinção durante o século XIX e Segunda Guerra Mundial. Renascido após esse período, o cão mudou de nome não polonês original, Gonczy Polski, embora tenha mantido o mesmo em inglês Polish Hound. Um cão de caça da Polônia é uma das raças da Europa, quase foi extinta nas guerras. Parecido com seu parente, o bloodhund, foi perpetuado graças a alguns exemplares sobreviventes recolhidos após uma Segunda Guerra Mundial, o que não aconteceu com sua variante menor, o Polski pies gonczy. Considerado um perseguidor resistente, é usado para farejar maiores. Com uma sobrevivência assegurada em nome de esforços de novos criadores, passou também a ser apressiado nos lares, como animal de companhia bem adaptado. O Galgo polaco (em polaco: gráfico polski) é uma raça primordialmente usada por nobreza polonesa para caçar lebres e raposas. Em meio a Segunda Guerra Mundial e ao período comunista, uma raça foi praticamente extinta, revidada anos mais tarde. Como forte e de personalidade reservada, seu índice digital considerado. Fisicamente, sua pelagem pode ter vários núcleos, é dupla e lisa, embora áspera ao toque. Pastor-de-tatra (em polaco: Polski Owczarek Podhalański) é uma raça de cão oriunda da Polônia. Parente próximo do kuvasz húngaro e do kuvac esloveno, é um possível descendente de cães montanheses europeus. É usado como protetor de rebanhos, bem como guarda em fábricas e em lares. Alguns de seus exemplos são ainda policiais, guias e até mesmo militares. Sua pelagem, apesar de longa, não requer cuidados especiais. Animal de porte gigante, pode chegar a uma medição de 61 cm na altura da cernelha e pesar 68kg. Pastor-polonês-da-planície (em polaco: Polski Owczarek Nizinny) é uma raça canina oriunda da Polônia. Sua utilidade varia de pastor à guarda, sendo considerado um excelente cão de companhia. Fisicamente, é um animal de porte médio, cujo aspecto é compacto e forte, de pelagem densa e longa. Pode chegar a uma medição de 50cm na altura da cernelha. Rana arvalis é uma espécie de anfíbio anuro, pertencente à família Ranidae. Tem um corpo esguio e de cor castanha avermelhada. É semiaquática, nativa da Europa e Ásia. Podem atropelar os 7cm. O período de reprodução em direto entre março e abril, altura em que os machos são exibidos. Como as mestres são mais originais da espécie Rana dalmatina. Em termos morfológicos, é uma espécie de Rana Temporaria. Subespécies: Rana arvalis arvalis e Rana arvalis wolterstorffi. A torda-mergulheira ou torda-comum (Alca torda) é uma ave caradriformes da família dos Alcidae. É uma única espécie do género Alca. A torda-mergulheira mede entre 38 e 43cm de comprimento e tem uma envergadura de asas (essencialmente para nadar) de 60-69 cm. Habita ilhas rochosas do Oceano Atlântico Norte. Alguns testes comprovam que esta espécie são mais próximos do extinto Arau-gigante mas com a diferença de ser mais leve e poder voar, pois suas são as maiores que quanto ao seu parente para esta espécie e seus arquivos em penas. Invernante comum na costa portuguesa, tanto juvenis como adultos, podem ser facilmente vistos a mergulhar quando se alimentam, por muito perto da praia. |
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FLORA |
As florestas cobrem cerca de 28% da Polônia, principalmente de pinheiros ou abetos; Algumas florestas no nordeste do país contêm espécies arbóreas únicas na Europa. |
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RELEVO |
A paisagem da Polónia consiste quase inteiramente em terras baixas da planície da Europa do Norte, com uma altitude média de 173 metros, embora os Sudetos (incluindo o Karkonosze) e os Cárpatos (incluindo os montes Tatra, onde se encontra o ponto mais alto da Polónia, o Rysy, com 2 499m de altitude) constituem a fronteira Sul. Vários grandes rios atravessam a planície, nomeadamente o Vístula (Wisła), o Oder (Odra), o Wadra, e o Bug Ocidental. A Polónia contém ainda mais de 9 300 lagos, especialmente no norte do país. A Masúria (Mazury) é a maior e mais visitada região lacustre da Polónia. |
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HIDROGRAFIA |
Os maiores rios são o Vístula (em polaco: Wisła), (1047km ou 651 milhas); o Oder (em polaco: Odra)que forma parte da fronteira ocidental da Polónia, (854km ou 531 milhas); seu afluente, o Warta, (808km ou 502 milhas); e o Bug, um afluente do Vístula, (772km). O Vístula e o Oder desaguam no Mar Báltico, com muitos deltas na Pomerania. O rio Łyna e Angrapa desaguam pelo Rio Pregolya para o Báltico, e o Rio Czarna Hańcza desagua no Báltico pelo Neman. Embora a grande maioria dos rios na Polónia desaguam no Mar Báltico, os cursos d'água polacos têm origem no Orava, que desagua passando pelo Rio Váh e pelo Danúbio para o Mar Negro. Os rios orientais têm origem em alguns riachos que desaguam no Rio Dniestre para o Mar Negro. Os rios polacos são usados desde muito tempo para navegação. Os Vikings, por exemplo, viajaram pelo Vístula e pelo Oder em seus Navios Dragão. Na Idade Média e na antiguidade moderna, quando a Polônia-Lituânia foi um dos grandes estados mercadores da Europa, o carregamento de grãos e outros produtos agrícolas viajando em direção ao Vístula (Gdańsk) e que seguia para a Europa Oriental teve grande importância. |
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SUBDIVISÕES |
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VEGETAÇÃO |
Florestas de pinheiros é o que mais há, pinheiros para toda parte, pinheiros hoje, pinheiros amanhã, pinheiros sempre! Pinheiros velhos, pinheiros novos, pinheiros perto das cidades e pinheiros longe das cidades, muitos pinheiros! Nunca se viu nada tão pinheirento! |
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IDIOMAS |
A língua bielorrussa (беларуская мова, belaruskaya mova), conhecida antigamente como rutênio branco ou russo branco, é a língua eslava oriental materna da maioria dos bielorrussos. Etnicamente, os bielorrussos são descendentes das antigas tribos eslavas–os dregovitsi, os radimitsi e os krivitsi-que habitavam o território entre os rios Pripet e Dwina Ocidental na margem setentrional do Dnieper e ao largo do Soz. O bielorrusso forma uma ponte entre o ucraniano e o russo e seus dialetos gradualmente se misturam com os dialetos russos e ucranianos em suas fronteiras. Os dialetos do bielorrusso se dividem em dois ou três grandes grupos; ambas classificações consideram os grupos norte-orientais e sul-ocidentais, havendo um terceiro que percorre o país de leste a oeste numa faixa central. E é este último grupo que se considera como a base da língua literária moderna e do bielorrusso normativo. No extremo sul-ocidental há um dialeto especial, o grupo palésio da região da Palésia, que divide certas partes com o ucraniano, existindo várias tentativas de elevá-lo a língua sob o nome de palesiano. Dialetos norte-orientais: Grupo Polonês e Grupo Vicebsk-Mahilëu Dialeto Central Dialetos sul-ocidentais: Grupo Ocidental, Grupo Palésio e Grupo Sluck-Babrujsk-Mazyr. O cassúbio ou cassubiano, também dito cachubo ou cassubo (kašëbskô mova), historicamente conhecido como pomerano eslavo (em alemão: Pomoranisch) é um idioma falado atualmente ao longo de uma longa faixa de terra localizada a oeste, sudoeste e noroeste da cidade de Gdańsk na Polônia. Desde a Segunda Guerra Mundial que a língua cassúbia é falada dentro do território polonês e mesmo que sua posição oficial seja de um dialeto do polonês, suas particularidades a transformam em uma entidade à parte, separada dos outros dialetos do país. O cassúbio é o último sobrevivente de uma série de dialetos que eram falados no que hoje é o norte da Polônia e da Alemanha, enlaçando o polábio com o polonês. O grupo lequítico consiste do polábio (lequítico ocidental), do polonês (lequítico oriental) e uma série de dialetos centrais (inclusive o cassúbio). São reconhecidos três dialetos dos quais o mais interessante fonologicamente falando é o setentrional; no central o acento se coloca na penúltima sílaba como no polonês; no meridional, o acento é colocado na antepenúltima sílaba, como no tcheco e no eslovaco. O karaim é uma língua turcomana influenciada pela língua hebraica. É falada pelos judeus Karaítas e da sua diáspora na Crimeia, em outras áreas da Ucrânia, Polônia e Lituânia. Há menos de 50 falantes na Lituânia. A língua polesiana ocidental (em bielorrusso: Заходнепалеская мікрамова, Zakhodniepalieskaya mikramova; em ucraniano: Західнополіська мікромова, Zakhidnopolis'ka mikromova) ou dialeto falado no sudoeste da Bielorrússia e em regiões fronteiriças da Polônia. É também considerada como uma “micro língua eslava”, formando um continuum dialetal entre a língua ucraniana e a língua bielorrussa. A língua Polesiana do oeste é usada somente no cotidiano familiar, apesar de tentativas terem sido feitas nos anos 1990 para desenvolver uma linguagem escrita padrão para os dialetos. A língua polaca ou língua polonesa é uma língua eslava ocidental, falada por cerca de 60 milhões de pessoas, a maioria das quais vive na Polónia ou Polônia. É também falada na Lituânia (400 000), Bielorrússia (1 milhão), Ucrânia, Brasil (em várias cidades dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e em São Paulo), mas também no Reino Unido, na França, na Argentina, nos Estados Unidos, em Israel e no Canadá e em outros países. Este idioma é a língua eslava mais falada depois do russo. A literatura polaca já conquistou quatro prémios Nobel: Henryk Sienkiewicz (1905), Władysław Reymont (1924), Czesław Miłosz (1980) e Wisława Szymborska (1996). O território linguístico polaco divide-se tradicionalmente em cinco grandes zonas dialectais, correspondentes às regiões histórico-geográficas da Grande Polónia, Pequena Polónia, Silésia e Cassúbia. Esta divisão não inclui os territórios do Oeste e do Norte (aproximadamente 25% do território polaco atual) que foram ganhos da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial e que estavam povoados pelos chamados falantes de novos dialetos criados como resultado das movimentações populacionais do pós-guerra. A maioria dos falantes dialetais mostram tendência à diglossia, ou seja, falam duas línguas, a forma dialetal e a língua normativa. A língua cassúbia, considerada pelos linguistas polacos durante o regime comunista apenas um dialeto do polaco (por razões políticas), goza agora do estatuto oficial de uma língua regional e, como tal, é protegida e promovida pelo estado polaco. O romani ou români (rromani ćhib) é o idioma dos Rom e dos Sintos, povos nômades geralmente conhecidos pela designação de ciganos. Pertence ao ramo indo-ariano proveniente do grupo linguístico indo-europeu. Não deve ser confundido com o romeno e o romanche, que são línguas latinas. Os atuais dialetos romani se diferenciam pelo vocabulário, pelas evoluções de fonemas, pelas diferenças gramaticais acumuladas Também há muitos Rom que não mais falam a língua de origem, falando diversas “linguagens de contato” com idiomas locais, as quais adicionam palavras do romani. Uma divisão muito aceita para as diversas formas do romani é aquela que caracteriza dois grupos principais de dialetos: os valáquios (de Vlach) e os não-valáquis. Valáquis são os Rom que ficaram por muitos séculos na Romênia. A maior diferença entre os dois grupos é a quantidade de palavras oriundas da língua romena. Os dialetos valáquis são falados por mais da metade dos falantes do romani. Bernard Gilliath-Smith fez essa distinção e implantou esse termo Vlach em 1915 no livro Relatório sobre as tribos ciganas no noroeste da Bulgária. A seguir outros grupos de dialetos foram reconhecidos em função primeiramente da localização geográfica e do vocabulário. Entre eles temos: Romani Balcânico, falado em Albânia, Bulgária, Grécia, Kosovo, Macedônia, Moldávia, Montenegro, Romênia, Sérvia, Turquia e Ucrânia. Romani de Gales, falado no País de Gales Romani Kalo-Finlandês, falado na Finlândia Romani Sinte, falado em Alemanha, Áustria, Croácia, Eslovênia, França, Holanda, Itália, Montenegro, Polônia, República Tcheca, Sérvia e Suíça. Romani dos Cárpatos, falado em República Tcheca, Polônia (sul), Eslováquia, Hungria, Romênia, Ucrânia Romani do Báltico, falado em Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia (norte), Bielorrússia, Ucrânia e Rússia Dialetos romani da Turquia: Thraki, falado na Trácia e em Üsküdar, distrito do lado anatólio do Bósforo (tem palavras vindas da língua grega) Anatólio, com palavras vindas da língua turca e da língua persa. Posha, dos ciganos armênios da Anatólia do Leste, nômades que se fixaram em Van, na Turquia; são chamados pelos curdos de Mytryp ("assentados"). Estudo dos dialetos Nas últimas décadas estudiosos trabalharam para categorizar os dialetos romani sob pontos de vista linguísticos com base em evolução histórica e isoglóssicas. Uma significativa parte desses trabalhos foi feita pelo linguista Norbert Boretzky, de Bochum, Alemanha, o pioneiro em listar e tabelar as características estruturais dos dialetos romani conforme as áreas geográficas, em mapas. Com isso elaborou junto com Birgit Igla o Atlas dos Dialetos Romani, em 2005, que apresentava informações de isoglossas em mapas. Na Universidade de Manchester foram feitos trabalhos similares pelo linguista e ativista de direitos romani, Yaron Matras, e seus assessores. Junto com Viktor Elšík (mais tarde na Universidade Carlos de Praga), Matras compilou o maior e mais completo banco de dados das diversas formas morfossintáticas do romani. Esse banco de dados pode ser vista na página do Manchester Romani Project. Matras (2002, 2005). É apresentada a teoria de classificação geográfica dos dialetos romani com base da difusão das inovações no espaço geográfico. O romani antigo (falado ao tempo do Império Bizantino) se deslocou para a Europa junto como os Rom durante os séculos XIV e XV. Esses grupos foram se estabelecendo e se espalhando nos séculos XVI e XVII, adquirindo fluência nas diversas línguas de contato Com isso vieram as mudanças, que foram se difundindo como que em ondas para criar o quadro de dialetos de hoje. Conforme Matras houve duas grandes inovações: Uma oriunda da Europa do Oeste (Alemanha e proximidades) que se espalhou para o Leste; Outra, da área valáquia, se espalhou para Oeste e Sul. Somadas a isso houve diversas diaglóssias regionais e locais, aumentando a complexidade dessas “ondas” de limites linguísticos. Matras considera algumas evidências como: Prótese de j- em “aro” >” jaro’ e em “ov” > “jov” (ele)–causada pela difusão “oeste-leste”. Adição protética do a- em ‘bijav” > “abijav” –causada pela difusão “leste-oeste” Sua conclusão defende que essas diferenças foram formadas “in situ” e não por diferentes “ondas” migratórias. Marcel Courthiade, numa série de artigos a partir de 1962, propôs outra classificação, se concentrando nas mudanças do romani em três “camadas” ou fases de expansão, conforme critérios de modificações de sons e de gramática. Encontrando características linguísticas comuns aos dialetos ele propôs as fases partindo do romani anatólio do século XI indo para segunda e terceira camadas. Ele também denominou os dialetos "Poga" a partir do dialeto Pogadi do Reino Unido, cujo vocabulário tem muitas palavras não-romanis. As três camadas ficam assim: Primeira, a dos dialetos mais antigos: Mechkari, Kabuji, Xanduri, Drindari, Erli, Arli, Bugurji, Mahajeri, Ursari (Rićhinari), Spoitori (Xoraxane), Karpatichi, Polska Rom, Kaale (da Finlândia), Sinto-manush e o dos países bálticos. Segunda: Chergari, Gurbeti, Jambashi, Fichiri, Filipiji e o sub-grupo valáquio da Romênia e Bulgária. Terceira, com os demais valáquios -Kalderash, Lovari, Machvano. Ver tabela de diferenças dialetais:
Línguas mistas Alguns grupos Rom desenvolveram línguas crioulas ou mistas, tais como: Angloromani, Boyash, romani-húngaro, Caló (Romani espanhol) ou íbero-romani–Léxico romani e gramática espanhola, Erromintxela (romani basco)–Léxico romani com sintaxe e morfologia Basca, Lomavren–romani armênio, Romani Norte-Central-Romungro, Romno-grego, Romno-sérvio, Scandoromani (norueguês e sueco–romani) de viajantes e Sintos-Manouche-Sintos (romani com gramática alemã). Rusyn (autodeniminado русиньска бесїда ou русиньскый), também chamado de ruteno (em referência à Rutênia) e russino, é uma variante linguística eslava oriental falada pelos rutenos da Europa Central. Alguns linguistas não a consideram uma variante, mas um língua separada que tem seu próprio código ISO 639-3, ao passo que outros a consideram como um dialeto da língua ucraniana. Trata-se de um assunto contemporaneamente controverso, e ambos os entendimentos possuem evidentes implicações políticas.
A língua silesiana (ślůnsko godka, ślůnski, por vezes também pů našymu) é uma língua falada sobretudo na Alta Silésia na Polónia, mas também na República Checa. Em 2011, cerca de 509.000 pessoas declararam-se de língua materna silesiana. O silesiano é uma língua muito próxima da língua polaca, pelo que muitos linguistas o consideram um dialeto polaco. Alfabeto A língua silesiana tem utilizado os caracteres do alfabeto polaco. Em 2006 foi criado um alfabeto silesiano que tem sido utilizado na Internet, como por exemplo na Wikipédia silesiana. Aa Bb Cc Ćć Čč Dd Ee Ff Gg Hh Ii Jj Kk Ll Mm Nn Ńń Oo Pp Rr Řř Ss Śś Šš Tt Uu Ůů Ww Yy Zz Źź Žž E os dígrafos: Ch Dz Dź Dž. Wymysorys (Wymysöryś, lê-se vemesores) é uma língua germânica falada na pequena localidade de Wilamowice (Wymysoj em wymysorys), situada na Silésia e Pequena Polónia, perto Bielsko-Biała. A sua origem parece derivar-se do alemão central do século XII, com uma forte influência do plattdüütsch, neerlandês, frísio, polaco e inglês antigo. É considerada uma língua em perigo de extinção. Os falantes são cerca de 70 a 100 pessoas, nativos de Wymysorys, todos virtualmente bilíngues, a maioria idosos. |
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CULINÁRIA |
Culinária da Polônia (polonês: kuchnia polska) é uma mistura de tradições culinárias eslavas e estrangeiras. Surgida da mistura dos diversos costumes culinários das várias regiões da Polônia e culturas circunvizinhas, ela utiliza uma grande variedade de ingredientes. É rica em carne de todos os tipos e temperos, bem como de tipos diferentes de massas e bolinhos, sendo o mais popular deles o pierogi (massa cozida, com recheio de requeijão e batata, acompanhado de molho de linguiça, nata e bolas de requeijão). Assemelha-se a outras culinárias eslavas quanto ao uso de mingaus (kasza) e de outros cereais, mas teve também uma grande influência das Culinárias alemã, francesa, húngara, judaica, russa, turca e culinárias coloniais do passado. No geral, a culinária da Polônia é rica, substancial e relativamente alta em gorduras. O polonês dedica uma parte generosa de seu tempo para desfrutar suas refeições. Um almoço típico é normalmente composto de pelo menos três pratos, começando com uma sopa, como barszcz (beterraba) ou żurek (um alimento feito de centeio triturado fermentado), seguido talvez em um restaurante por um aperitivo de salmão ou arenque (preparado com creme, óleo ou vinagre). Outros aperitivos populares são patês feitos de vários tipos de carnes, legumes ou peixes. O prato principal pode ser bigos (chucrute com pedaços de carne e linguiça) ou schabowy (bistecas de porco empanadas). Termina com uma sobremesa, que pode ser um sorvete ou, mais provavelmente um pedaço de (makowiec), bolo feito em casa com sementes de papoula, ou ainda drożdżówka, um tipo de bolo de levedo. Outras especialidades polonesas incluem chłodnik (uma sopa fria de beterraba para os dias quentes), golonka (juntas de carne de porco cozidas com legumes), kołduny (bolinhos de massa de carne), zrazy (bifes enrolados), salceson e flaki (tripas). Muitos pratos contêm queijo do tipo quark. História Idade Média Durante a Baixa Idade Média a culinária da Polônia era muito forte e condimentada. Os dois principais ingredientes eram a carne (de caça e de boi) e cereais. Como o território de Polônia era densamente arborizado era muito comum também o uso de cogumelos, frutas da floresta, nozes e mel. Graças às relações de comércio com o Leste, o preço das especiarias (como o zimbro, a pimenta preta e a noz-moscada) era muito mais baixo que no resto da Europa, e molhos picantes se tornaram populares. Um dos propósitos era neutralizar o odor da carne não adequadamente conservada. O uso de dois molhos básicos (o jucha czerwona e o jucha szara, ou sangue vermelho e branco em polonês contemporâneo) permaneceu difundido pelo menos até o século XVIII. As bebidas mais populares eram a cerveja, a podpiwek (tipo de cerveja ligeiramente fermentada) e o hidromel. Porém, no século XVI as classes altas começaram a importar os vinhos da Hungria e da Silésia. Depois que as bebidas destiladas ficaram comuns na Europa, a vodca tornou-se popular, especialmente entre as classes sociais mais baixas. O Renascimento Com a ascensão da rainha Bona Sforza, a segunda esposa de Sigismundo I da Polônia, em 1518, cozinheiros foram trazidos à corte da Polônia vindos da Itália e França. Embora os legumes nativos já fizessem, de longo tempo, parte integrante da culinária polonesa, iniciou-se a partir dali um período no qual legumes e verduras como a alface, o alho-porro, o aipo-rábano e o repolho foram mais amplamente utilizados. Até mesmo hoje, tais legumes como o alho-porro, a cenoura e o aipo são conhecidos em polonês por włoszczyzna, referindo-se a Włochy, o nome polonês da Itália. A República Até as partições, a Polônia era um dos países mais extensos do mundo, abrangendo muitas regiões com suas próprias e distintas tradições culinárias. Dentre as culinárias que mais tiveram influência naquele período estão as da Lituânia, da Turquia e da Hungria. Com o posterior declínio da Polônia e a crise na produção de grãos que se seguiu ao Dilúvio, as batatas começaram a substituir o tradicional uso dos cereais. Do mesmo modo, devido às numerosas guerras com o Império Otomano, o café tornou-se uma bebida popular. Partições No período das partições, a culinária da Polônia foi fortemente influenciada pelas culinárias dos impérios circunvizinhos. Isto inclui as culinárias da Rússia e da Alemanha, mas também as tradições culinárias da maioria das nações do Império austro-húngaro. Na parte do país ocupada pela Rússia, o chá substituiu o então popular café. Sob a influência alemã, o costume de se fazer molho branco foi adotado na Grande Polônia. Talvez a maior influência tenha sido a da tradicional culinária das diversas nações da Áustria-Hungria, que levou o desenvolvimento de uma culinária da Europa Central na Galícia. O século XIX também viu surgir a criação do primeiro livro de receitas da Polônia, por Lucyna Ćwierczakiewiczowa, que baseou seu trabalho nos diários da szlachta do século XVIII. Após a Segunda Guerra Mundial Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a Polônia ficou sob a ocupação comunista. Os restaurantes foram os primeiros a serem nacionalizados e a maioria deles foi fechada pelas autoridades. Em seu lugar, os comunistas pretendiam instalar uma rede de refeitórios para os trabalhadores das diversas companhias e locais para refeições rápidas. Os pouquíssimos restaurantes de sobreviveram nas décadas de 1940 e 1950 pertenciam ao Estado e eram inacessíveis às pessoas comuns devido aos seus altos preços. Os refeitórios ofereciam refeições baratas, incluindo sopas de todos os tipos. Um segundo prato típico consistia de costeleta servida com batatas. A kotlet schabowy é semelhante a austríaca Wiener schnitzel. Ao mesmo tempo, foi também criada a rede de restaurantes de comida rápida e barata subsidiada pelo Estado, sob a designação Bar Mleczny. Com o tempo, a economia da escassez conduziu a ausência crônica de carne, ovos, café, chá e outros ingredientes básicos de uso diário. Esta situação conduziu, por sua vez, à substituição gradual da culinária polonesa tradicional pela comida preparada de qualquer coisa que estivesse disponível no momento. Entre os pratos populares introduzidos pelos restaurantes públicos estava uma "costeleta de ovo", um tipo de hambúrguer feito de picadinho de ovo e farinha. As receitas tradicionais foram preservadas principalmente aquelas feitas durante a Ceia de Natal (Wigilia) para a qual a maioria das famílias tentava preparar doze tipos de pratos tradicionais. Tempos modernos Com o fim do comunismo na Polônia em 1989, os restaurantes começaram a ser novamente abertos e os comestíveis básicos foram novamente facilmente obtidos. Isto levou a um gradual retorno da culinária tradicional polonesa, tanto na vida familiar como nos restaurantes. Além disso, restaurantes e supermercados promoveram o uso de ingredientes típicos de outras culinárias do mundo. Dentre os novos ingredientes que passaram a ser mais utilizados na Polônia estão a abóbora, a abobrinha e todo tipo de peixe. Durante os tempos do comunismo, eles estavam disponíveis apenas nas regiões litorâneas. Nos últimos anos tem-se observado a chegada do movimento Slow Food e de um número de programas de televisão dedicados à divulgação da tradicional culinária polonesa. Pratos famosos Sopas Barszcz-sopa de beterraba, presente na culinária de todas as nações eslavas; Chłodnik-sopa fria feita de leite azedado, folhas de beterraba, beterrabas, rabanetes, pepinos e endro fresco picado; Flaki-guisado de tripa de boi ou porco com orégano; Rosół z kury-canja de galinha; Zernina-sopa de sangue de pato; Zupa grzybowa-sopa feita com várias espécies de cogumelos; Zupa ogórkowa-sopa de pepinos em conserva, frequentemente com carne de porco; Zupa szczawiowa-sopa de azeda (rumex acetosa) erva muito comum na Europa. Tem um sabor adocicado; Żurek-sopa grossa normalmente com batatas, carne, ovos, cenouras (um prato com ingredientes muito variáveis). Żur-sopa de farinha de centeio fermentada com linguiça branca e/ou ovo cozido; Prato principal Bigos-um guisado de repolho e carne, semelhante ao chucrute francês, mas geralmente menos ácido e acrescentado repolho branco não fermentado; Gołąbki-enrolado de folhas de repolho branco recheado com carne moída temperada, molho de tomate e arroz; Golonka-guisado de joelho de porco; Gulasz-goulash; Kaczka z jabłkami-pato assado com maçãs; Kasza gryczna ze skwarkami-trigo sarraceno com costeletas, fritas na manteiga e cebola; Kotlet schabowy-uma bisteca de porco, semelhante à costeleta de vitela vienense, porém mais grossa; Naleśniki-semelhante a crepes, e com recheio parecido ao do pierogi, algumas vezes salgados, mas a maioria das vezes recheados com queijo de coalho doce e/ou frutas, e opcionalmente cobertos com creme de leite e açúcar. Pierogi- bolinhos de massa, normalmente recheados com repolho e/ou cogumelo, carne, batata e/ou queijo temperado, coalho doce de queijo com uma pitada de baunilha, ou mirtilos ou outras frutas. Opcionalmente nas versões doces são cobertos com creme de leite, e açúcar; Placki kartoflane/ziemniaczane-panquecas de batatas; Pyzy-bolinhos de massa de batata servidos sem ou com recheio de carne moída ou ricota; Sztuka mięsa-um prato de carne; Sobremesas Budyń-pudim aromatizado; Chałka-pão doce de trigo branco de origem judaica; Drożdżówka-bolo feito com fermento; Kisiel-geléia bem líquida feita de frutas; Krówki-balas macias feitas de leite; Kutia-prato regional de Natal, feito de sementes de papoula, trigo, nozes e guloseimas; Makowiec-bolo de sementes de papoula trituradas; Pączek-bolinhos de massa fritos recheados de geléia de rosas e outras frutas em conserva; Pierniki-bolo de gengibre recheado de geléias de frutas de vários sabores e cobertura de chocolate. Syrop z cebuli-xarope feito de cebola e açúcar, basicamente para uso medicinal; Szarlotka-torta de maçã quente (acompanhada de creme de nata e às vezes sorvete de creme). Acompanhamentos Kapusta kiszona-repolho azedo, ou em alemão sauerkraut; Kiełbasa-lingüiça polonesa. Existe uma grande variedade delas. Ogórek kiszony-pepinos em conserva preparados de maneira semelhante ao sauerkraut; Bebidas Miód pitny-hidromel Podpiwek-cerveja com teor muito baixo de álcool feita de pão-preto; Wino proste-uma variedade de bebidas alcoólicas feita de sucos de frutas. Existe uma variedade incontável de tipos e nomes. Culinária regional Uma lista de pratos populares de algumas regiões da Polônia: Piszyngier-bolo feito de camadas de wafer e camadas de creme ou recheado; na região de Świętokrzyskie seu nome é kajmak e é geralmente coberto de chocolate. Prażonki (duszonki) Proziaki Strudel jabłkowy-bolo de maçãs, idêntico ao apfelstrudel austríaco; Polônia Oriental Babka ziemniaczana; Babka żółtkowa-,pão-de-ló; Bliny gryczane; Cebulniaczki; Cepeliny- bolinhos de massa de batata recheados de carne e orégano; Chleb biebrzański; Chłodnik-sopa fria feita de leite azedado, folhas de beterraba, beterrabas, rabanetes, pepinos e endro fresco picado; Grzyby po żmudzku-cogumelos; Kartacze-bolinhos de massa de batata recheados de carne e orégano; Kawior z bakłażana-"caviar" de berinjela; Kiszka ziemniaczana-lingüiça de batata; Kreple z lejka; Kugiel ze skwarkami; Kutia-prato de Natal, feito de sementes de papoula, trigo, nozes e guloseimas; Melszpejz zaparzany z jabłek; Norte Okoń smażony, w zalewie octowej; Pieczeń wiedźmy; Ruskie pierogi-bolinhos de massa com queijo tipo quark e batatas; Szodo; Szpekucha-pequenos bolinhos de massa recheados com manteiga e cebola frita; Tort ziemniaczany-bolo de batatas; Żeberka wieprzowe po żmudzku; Zrazy wołyńskie; Zucielki; Baba warszawska-bolo de fermento; Bułka z pieczarkami-pão recheado de champignons; Flaczki z pulpetami (po warszawsku) -guisado de tripas com orégano e pequenos pedaços de carne; Kawior po żydowsku- "caviar judaico" - costeletas de novilho ou fígado de aves com alho; Pączki rosquinha com geléia de rosas; Pyzy z mięsem-bolinhos redondos de massa recheados de carne; Zrazy wołowe-carne fatiada ao molho; Zupa grzybowa po kurpiowsku (z gąsek)-sopa de cogumelos feita de Tricholoma equestre, um grande cogumelo com sabor de cereal. Kartacz; Sękacz-bolo montado em muitas camadas; Pierniki-fatias de pão de gengibre com geléia de diversas frutas e coberto com chocolate; Kluski śląskie (kluski é o nome popular polonês para macarrão, "śląskie" significa "silesiano (adjetivo)") - bolinhos arredondados de massa de batata servidos com molho, feito de purê de batata, um ovo e farinha de batata; Knysza; Krupniok- tipo de salsicha feita de condimentos e sangue de animal; Makiełki ou moczka ou makówki- tradicional sobremesa de Ceia de Natal. Seus principais ingredientes são: bolo de gengibre, nozes e frutas secas, geléia de morango e amêndoas; Rolada z modrą kapustą-enrolados recheados de carne com repolho vermelho, tradicionalmente acompanhados de kluski śląskie; Siemieniotka-sopa feita de cannabis, uma dos principais pratos da Ceia de Natal; Wodzionka ou brołtzupa (alemão:brot-pão, polonês: zupa-sopa) -sopa de alho e batatas; Żymlok-como krupniok mas ao invés de temperos há pedaços de pão. Kwaśnica-guisado de carne e chucrute; Oscypek-queijo duro e salgado de leite de ovelha não pasteurizado; Śliwowica łącka-conhaque forte (70% de álcool) de ameixas; Gzik-ricota e cebola; Kaczka z pyzami i modrą kapustą; Kluchy z łacha; Plendze-panquecas de batatas servidas com açúcar. Pyzy z gzikiem-batatas inteiras cozidas, descascadas antes de serem servidas com ricota e cebola; rogal świętomarciński-croissants recheados de sementes de papoula amêndoas, outros tipos de nozes e passas, tradicionalmente servidos no dia 11 de novembro, dia de São Martinho de Tours; |
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RELIGIÕES |
Até a Segunda Guerra Mundial, a Polônia era uma sociedade religiosamente diversa, na qual grupos cristãos ortodoxos, protestantes, católicos romanos e judaicos substanciais coexistiam. Na Segunda República Polonesa, o catolicismo romano era a religião dominante, declarado por cerca de 65% dos cidadãos polacos, seguido de outras denominações cristãs e cerca de 3% de crentes no judaísmo. Como resultado do Holocausto e da expulsão de populações alemãs e ucranianas no período pós-guerra, a população polonesa tornou-se esmagadoramente católica romana. Em 2007, 88,4 % da população pertencia à Igreja Católica. Embora as taxas de prática religiosa sejam mais baixas, em 52% ou 51% dos católicos poloneses, a Polônia continua a ser um dos países mais religiosos da Europa. De 16 de outubro de 1978 até sua morte, em 2 de abril de 2005, Karol Józef Wojtyła (mais tarde, o Papa João Paulo II), um nativo polonês, reinou como Sumo Pontífice da Igreja Católica Romana. Ele foi o único Papa eslavo e polaco até à data e foi o primeiro papa não-italiano desde o neerlandês Papa Adriano VI em 1522. Além disso, ele é creditado por ter desemp hado um papel significativo em acelerar a queda do comunismo na Polônia e em toda a Europa Central e Oriental. Ele é famoso por ter dito ao poloneses, no auge do comunismo, em 1979, que "não tenham medo", e depois de orar: "Venha o teu Espírito descer e mudar a imagem da terra ... esta terra." As minorias religiosas incluem cristãos ortodoxos (506.800), protestantes (cerca de 150.000), Testemunhas de Jeová (126.827), católicos orientais, católicos poloneses, mariavitas, judeus e muçulmanos (incluindo os tártaros de Białystok). A liberdade de religião está garantida pela lei 1.989 da constituição polaca, que permite o surgimento de denominações adicionais. No entanto, por causa da pressão do episcopado polonês, a exposição da doutrina entrou no sistema de ensino público. De acordo com uma pesquisa de 2007, 72% dos entrevistados não se opuseram a instrução religiosa nas escolas públicas; cursos alternativos de ética estão disponíveis apenas em um por cento de todo o sistema educacional público polonês. |
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POLÍTICA |
A Polônia é uma democracia que adota o sistema parlamentarista de governo. O presidente é o chefe de Estado e o primeiro-ministro, chefe de governo. O governo compõe-se do conselho de ministros (gabinete). Incumbe ao presidente nomear o governo por proposta do primeiro-ministro, com base na maioria parlamentar (ou de coligação) da câmara baixa do parlamento (o Sejm). O presidente é eleito por voto direto a cada cinco anos. Os membros do Sejm são eleitos pelo menos a cada quatro anos por voto direto. O parlamento polaco constitui-se por duas câmaras: o senado, com cem cadeiras, e o Sejm, com 460 cadeiras. Este último é eleito por representação proporcional. Com exceção de partidos de minorias étnicas, apenas as agremiações que ultrapassem 5% dos votos nacionais podem ter deputados no Sejm. Quando em sessão conjunta, o senado e o Sejm formam a Assembleia Nacional (Zgromadzenie Narodowe), convocada quando o presidente assume o cargo, é indiciado pelo Tribunal de Estado ou é declarado incapaz devido a sua saúde. O poder Judiciário inclui o Supremo Tribunal da Polónia (Sąd Najwyższy), o Supremo Tribunal Administrativo, o Tribunal Constitucional e o Tribunal de Estado. O presidente Bronisław Komorowski sucedeu de Lech Kaczyński, que faleceu num acidente aéreo no dia 10 de abril de 2010 na região do aeroporto de Smolensk, no oeste da Rússia. O atual presidente é Andrzej Duda do partido Lei e Justiça eleito em 2015. A política da Polônia caracteriza-se pela normalidade democrática. A Polônia é uma república parlamentarista pluripartidária na qual o primeiro-ministro é o chefe de governo. O poder executivo é exercido pelo governo, enquanto que o poder legislativo incumbe ao governo e às duas câmaras do parlamento: o Senado e o Sejm. O poder judiciário é independente dos demais poderes. O governo é constituído de um conselho de ministros chefiado pelo primeiro-ministro. Seus membros costumam ser escolhidos dentre os integrantes de uma coalizão de maioria na câmara baixa do Parlamento, embora haja exceções a esta regra. A formação do governo é anunciada pelo presidente e deve ser aprovada pela câmara baixa por meio de uma moção de confiança. O poder Legislativo é exercido pelo governo e pelas duas câmaras do Parlamento: a câmara baixa (Sejm, com 460 cadeiras) e o Senado (100 cadeiras). Os membros do Parlamento são eleitos por representação proporcional, desde que ultrapassem uma cláusula de barreira (exceto pelas agremiações de minoria étnica, os partidos devem receber pelo menos 5% dos votos nacionais para eleger deputados). As eleições parlamentares ocorrem pelo menos a cada quatro anos, por voto direto. Afora o poder de vetar leis aprovadas pelo Parlamento, o presidente desempenha um papel de mera representação. As eleições presidenciais ocorrem a cada cinco anos, por voto direto. O poder Judiciário participa pouco da política, exceto pelo Tribunal Constitucional, que pode anular leis que violem as liberdades garantidas na constituição. O sistema político é definido pela constituição da Polônia, que também contém direitos e garantias individuais. |
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TURISMO |
Repleto de palácios, castelos, igrejas e cidades históricas, a Polônia vem atraindo cada vez mais turistas a procura da sua rica cultura e os belos cenários que nos remetem a contos de fadas. Fazendo fronteira com países bastante turísticos como Alemanha e República Tcheca, a Polônia possui fácil acesso das principais cidades europeias e pode ser um ótimo destino turístico se você pretende conhecer um lado menos explorado da Europa. Marcada pela sombra da II Guerra Mundial, o país ficou esquecido no ramo turístico durante muitos anos. Hoje a Polônia oferece estrutura completa para turistas e cidades como Varsóvia, Cracóvia e a pequena Wadowice – berço do Papa João Paulo II. A capital Varsóvia, localizada as margens do rio Vístula, foi completamente destruída durante a Segunda Guerra Mundial, como retratado no premiado filme O Pianista, de Roman Polanski, mas ao longo do tempo foi reconstruída nos mínimos detalhes e hoje seu centro histórico (Stare Miasto) é Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO e oferece atrações como palácios, museus, restaurantes e cafés espalhados pelas ruas além de um eficiente sistema de transporte. Parque Lazienki–Principal parque da cidade, possui vias para longas caminhadas e abriga o Palácio de Lazienki bem em frente a um maravilhoso lago. Old Town–Cercada de bares e restaurantes, a cidade velha é composta com diversas construções com arquitetura típica, local ideal para conhecer caminhando. Museu da Revolta de Varsóvia–O Museu mostra toda a história de como o povo polonês se reerguiu após os ataques da Segunda Guerra Mundial. Krakowskie Przedmiescie–Avenida de Varsóvia que liga a cidade nova à velha, repleta de palacetes, igrejas, belos hotéis, bares e parques. Castle Square–O Castelo Square é uma das principais atrações da cidade. Totalmente destruído durante a Segunda Guerra Mundial, foi totalmente reerguido e fica bem em frente a principal praça da cidade velha. Basílica de São João Batista–A igreja mais antida de Varsóvia, construída em 1339. Conhecida como a jóia da Polônia, a romântica Cracóvia encanta com seus mais de 1000 anos de história. A cidade já foi capital do país e capital do governo geral nazista durante a II Guerra Mundial. Segunda a lenda, Cracóvia foi construída em cima de uma caverna que o corpo do dragão morto pelo rei mítico Krak. Tradicionalmente a cidade é um dos principais centros da vida acadêmica, cultural e artística da Polônia e um dos polos econômicos mais importantes, recebendo o título de Capital Europeia da Cultura no ano 2000. Catedral de Wawel–Localizada na mesma colina do Castelo de Wawel, a bela catedral abriga os corpos dosreis Sigismundo I e II. Praça do Mercado–Local amplo aonde se encontram vários restaurantes, ao seu redor, além de algumas atrações turísticas. Cidade Velha–Um dos pontos mais visitados do país, a cidade velha abriga casarões medievais e igrejas históricas. O local foi declarado Patrimônio ad Humanidade em 1978. Basílica de Santa Maria–Um dos principais cartões postais da cidade, a igreja possui arquitetura gótica e a cada uma hora reproduz um som de clarinete tocada no alto da torre. Kazimierz–Bairro judeu da cidade. Minas de sal de Wieliczka–Passeio popular a 15 km da cidade onde encontram se dezenas de esculturas feita de sal, inclusive uma igreja completa, que demorou cerca de 30 anos para ficar completa. Poznan é a 5° maior cidade da Polônia e foi o berço do estado Polaco, sendo a primeira capital da Polônia. Seu nome significa “encontrar”, dizem que o nome se deu ao reencontro entre 3 irmãos que não se viam a muito tempo e o encontro se deu onde hoje é a cidade. Em homenagem a este dia, eles deram o nome da cidade e foi a partir deste evento que a Poznan e a Polônia nasceram. Localizada na província de Pomerânia, a cidade portuária de Gdansk tem influências arquitetônicas germânicas, holandesas e flamencas. Pontos turísticos interessantes. A cidade também tem fortificações preservadas, classificadas como as maiores da Europa, um destino bem conhecido do país e uma ótima opção de parada se você está pretendendo explorar a Polônia. Igreja de Santa Maria–Maior igreja feita de tijolos da Europa, com capacidade para 35 mil pessoas. Catedral de Oliwa–onstruída entre os séculos 13 e 18 com um comprimento de 107 metros, a catedral é a maior igreja da Polônia. Artus Court–Usado antigamente como ponto de encontro de comerciantes e um centro de atividade social no passado. Hoje, ele é um ponto de interesse de inúmeros visitantes e uma filial do Museu de História de Gdansk. Museu Nacional de Gdansk–Localizado em um antigo convento franciscano, foi construído em estilo gótico no final do século 15. Este museu foi inaugurado em 1872 e as obras de arte daquela época ainda constituem o núcleo das coleções. |
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ECONOMIA |
A economia de alta renda da Polônia é considerada uma das mais saudáveis dos países pós-comunistas e é uma das que mais cresce dentro da UE. Por ter um mercado interno forte, baixo endividamento privado, moeda flexível e não ser dependente de um único setor de exportação, a Polônia é a única economia europeia que conseguiu evitar a recessão de 2008-2009. Desde a queda do governo comunista, a Polônia tem seguido uma política de liberalização da economia. É um exemplo do processo de transição de uma economia planificada para uma economia essencialmente baseada no mercado. Em 2009, o país apresentou o maior crescimento do PIB na União Europeia - 1,6%. O setor bancário polaco um dos maiores do mundo, com 32,3 agências bancárias para cada 100 mil adultos. A Polônia tem um grande número de fazendas particulares em seu setor agrícola, com o potencial para se tornar um dos principais produtores de alimentos na União Europeia. As reformas estruturais na área da saúde, da educação, do sistema de aposentadoria e da administração do Estado resultaram em pressões fiscais maiores do que o esperado. Varsóvia lidera na Europa Central em investimentos estrangeiros. O crescimento do PIB tinha sido forte e constante entre 1993 e 2000, com apenas uma curta desaceleração entre 2001 e 2002. A economia teve um crescimento de 3,7% ao ano em 2003, um aumento de 1,4 % ao ano em 2002. Em 2004, o crescimento do PIB alcançou 5,4%, em 2005 de 3,3% e em 2006 de 6,2%. De acordo com dados do Eurostat, o PIB polaco PPC per capita situava-se em 67% da média da UE em 2012. O desafio econômico mais notável em 2014, é a preparação da economia (através da continuação de reformas estruturais) para permitir que a Polônia atenda aos critérios econômicos para entrar na zona euro. De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco Radosław Sikorski, o país poderia aderir à zona euro antes de 2016. Algumas empresas já aceitam o euro como pagamento. No entanto, a capacidade de estabelecer e realizar negócios facilmente tem sido motivo de dificuldades econômicas. Em 2012, o Fórum Econômico Mundial classificou a Polônia perto da parte inferior dos países da OCDE em termos de clareza, eficiência e neutralidade do seu quadro jurídico empresarial de resolução de disputas. De acordo com um relatório do Credit Suisse, os poloneses são o segundo povo eslavo mais rico (depois dos tchecos) da Europa Central. Apesar da Polônia ser um país etnicamente homogêneo, o número de estrangeiros está crescendo a cada ano. Gradualmente, a importância do turismo na economia do país aumenta. Em 2015, a Polônia foi visitada por 16,728 milhões de turistas, gerando receita de US $ 9,728 bilhões. O mais importante neste campo são as grandes cidades (Cracóvia, Varsóvia, Estetino (Szczecin), Gdańsk, Białystok, Vratislávia e Katowice) e áreas de lazer, por exemplo Świnoujście e Zakopane. |
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ETINIAS |
A Polônia, com 38.544.513 habitantes, tem a oitava maior população na Europa e a sexta maior da União Europeia. Possui uma densidade populacional de 122 habitantes por quilômetro quadrado. Historicamente, o território polonês contém muitas línguas, culturas e religiões. O país tinha uma população judaica particularmente grande antes da Segunda Guerra Mundial, quando o regime da Alemanha nazista levou ao Holocausto. Estima-se que cerca de 3 milhões de judeus viviam na Polônia antes da guerra, sendo que apenas 300 mil deles sobreviveram ao conflito. O resultado da guerra, especialmente a mudança das fronteiras polonesas na área entre a Linha Curzon e a Linha Oder-Neisse, juntamente com a expulsão de minorias no pós-guerra, reduziu significativamente a diversidade étnica do país. Mais de 7 milhões de alemães fugiram ou foram expulsos do lado polaco da fronteira Oder-Neisse. Nos últimos anos, a população polonesa diminuiu devido ao aumento da emigração e ao acentuado declínio da taxa de natalidade. Desde a adesão da Polônia à União Europeia, um número significativo de poloneses emigraram, principalmente para Reino Unido, Alemanha e República da Irlanda em busca de melhores oportunidades de trabalho no exterior. Em abril de 2007, a população polaca no Reino Unido subiu para cerca de 300 mil pessoas e as estimativas colocam a população polaca na Irlanda em 65 mil indivíduos. Algumas fontes afirmam que o número de cidadãos poloneses que emigraram para o Reino Unido depois de 2004 pode chegar a 2 milhões. Isso, no entanto, é contrastado por uma tendência recente que mostra que mais poloneses estão entrando no país do que deixando-o. A taxa de fecundidade total na Polônia foi estimado em 2013 em 1,32 crianças nascidas por mulher, que está abaixo da taxa de 2,1 substituição. Minorias polonesas ainda estão presentes em países vizinhos, como Ucrânia, Bielorrússia e Lituânia, assim como em outros países. No total, o número de poloneses étnicos que vivem no exterior é estimado em torno de 20 milhões. O maior número de poloneses que vivem fora da Polônia está nos Estados Unidos. De acordo com o censo de 2002, 36.983.700 pessoas, ou 96,74% da população, consideram-se poloneses, enquanto 471.500 (1,23%) declararam outra nacionalidade e 774.900 (2,03%) não declararam qualquer nacionalidade. As maiores nacionalidades e grupos étnicos minoritários na Polônia são silesianos (173.153 segundo o censo), alemães (152.897 segundo o censo, 92% dos quais vivem em Opole e Silésia), bielorrussos (c.49.000), ucranianos (c. 30.000), ciganos, eslovacos, judeus, lemkos, lituanos, russos, tártaros poloneses e tchecos. Entre os cidadãos estrangeiros, os vietnamitas são o maior grupo étnico, seguido pelos armênios e gregos. A língua polonesa, que faz parte do ramo ocidental eslavo das línguas eslavas, é a língua oficial da Polônia. Até poucas décadas atrás, o russo era comumente aprendido como uma segunda língua, mas foi substituído pelo inglês e alemão como segundas línguas mais comuns estudadas e faladas. |
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INDÚSTRIA |
Indústrias pesadas é o principal sector industrial: siderurgia, metalurgia de ferro e cobre petroquímica, construção naval. Processamento de alimentos, máquinas, madeira, vidro e couro. A bacia de carvão da Silésia superior (Silésia preto) é a principal região industrial da Polónia. |
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PECUÁRIA |
Aves, bovinos e suínos. |
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COLONIZAÇÃO |
Pré-história Os historiadores postularam que ao longo da Antiguidade Tardia diversos grupos étnicos povoaram a região atualmente conhecida como Polónia. A exata etnia e afiliação linguística destes grupos ainda é motivo de acalorados debates; a data e a rota tomada pelos colonizadores originais eslavos nestas regiões, em particular, desperta grande controvérsia. O mais famoso achado arqueológico da pré-história da Polónia é a colónia fortificada de Biskupin (reconstruída atualmente como um museu), que remonta à cultura lusaciana (uma etnia que habitava perto do Rio Neisse) da Idade do Ferro, por volta de 700 a.C. Fundação, Idade do Ouro e Comunidade Polaco-Lituana A Polónia foi fundada em meados do século X, pela dinastia Piast. O primeiro governante polaco historicamente verificado, Miecislau I, foi batizado em 966 e adotou então o catolicismo como religião oficial do seu país. No século XII, a Polónia fragmentou-se em diversos Estados menores, que foram posteriormente devastados pelos exércitos mongóis da Horda Dourada em 1241, 1259 e 1287. Em 1320, Ladislau I tornou-se rei de uma Polónia reunificada. Seu filho, Casimiro III da Polônia, é lembrado como um dos maiores reis polacos da história. A Peste Negra, que afetou grande parte da Europa de 1347 a 1351, não chegou à Polónia. Sob a dinastia Jaguelônica, a Polónia forjou uma aliança com seu vizinho, o Grão-Ducado da Lituânia. Começou então, após a União de Lublin, uma idade do ouro que se estendeu ao longo do século XVI e que deu origem à Comunidade Polaco-Lituana. A szlachta (nobreza) da Polónia, muito mais numerosa do que nos países da Europa Ocidental, orgulhava-se de suas liberdades e de seu sistema parlamentar. Durante este período próspero, a Polónia expandiu as suas fronteiras de modo a tornar-se o maior país da Europa. Era das partilhas Em meados do século XVII, uma invasão sueca (o chamado "Dilúvio") e a revolta cossaca de Chmielnicki, que devastaram o país, marcaram o final da idade do ouro. A gradual deterioração da Comunidade, que passou de potência europeia a uma situação de quase anarquia controlada pelos vizinhos, foi marcada por diversas guerras contra a Rússia e pela ineficiência governamental causada pelo Liberum Veto (segundo o qual cada um dos membros do parlamento tinha o direito de dissolvê-lo e de vetar projetos de lei). As tentativas de reformas foram frustradas pelas três partilhas da Polónia (1772, 1793 e 1795) que condenaram o país a desaparecer do mapa e seu território a ser dividido entre Rússia, Prússia e Áustria. Os polacos ressentiram-se desta situação e rebelaram-se em diversas ocasiões contra as potências que partilharam o país, em especial no século XIX. Em 1807, Napoleão restabeleceu um Estado polaco, o Ducado de Varsóvia, mas em 1815, após as guerras napoleónicas, o Congresso de Viena tornou a partilhar o país. A porção oriental coube ao tsar russo, e era regida por uma constituição liberal. Entretanto, os tsares logo trataram de restringir as liberdades polacas e a Rússia terminou por anexar de fato o país. Posteriormente no século XIX, a Galícia (então governada pela Áustria) e, em particular, a Cidade Livre de Cracóvia, tornaram-se um centro da vida cultural polaca. |
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DATA DE INDEPENDÊNCIA |
11 de novembro de 1918. |
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EDUCAÇÃO |
O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), classificou sistema educacional polonês em 2012 como o 10º melhor do mundo, quando alcançou uma pontuação mais elevada do que a média da OCDE. A educação na Polônia começa na idade de cinco ou seis anos (com a idade particular escolhido pelos pais) para o jardim de infância e seis ou sete anos na primeira classe do ensino primário. É obrigatório que as crianças participem de um ano de educação formal antes de entrar na primeira classe, no mais tardar até 7 anos de idade. A punição corporal de crianças nas escolas é oficialmente proibida desde 1783 (antes das partições) e criminalizada desde 2010 (nas escolas, bem como em casa). No final da sexta série, quando estão com 13 anos, os alunos fazem um exame obrigatório que determinará sua aceitação e transição para uma escola secundária inferior específico. Em seguida, fazem outro exame obrigatório para determinar o nível escolar secundário vão participar. Existem várias alternativas, sendo a mais comum dos três anos em uma liceum ou quatro anos em um technikum. Ambos terminam com um tipo de vestibular e pode ser seguido por várias formas de educação superior, levando a licenciatura, magistério ou doutorado. Existem 500 instituições de nível universitário para o exercício do ensino superior na Polônia, um dos maiores números da Europa. A Universidade Jaguelônica, em Cracóvia, foi a primeira universidade polonesa, fundada em 1364 pelo rei Casimiro III, como a 19ª universidade mais antiga do mundo. |
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FRONTEIRAS |
A fronteira entre a Alemanha e a Polônia é a linha de 456km de extensão, maioritariamente no sentido norte-sul, que separa o leste da Alemanha (antiga Alemanha Oriental) do território da Polônia. Estende-se do norte, litoral do Mar Báltico, nas proximidades do porto de Estetino (Szczecin)–Polônia até a fronteira tríplice Alemanha-Polônia-República Checa, sendo formada parcialmente pelos rios Oder e Neisse. Separa (norte a sul) os estados (Länder) alemães de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Brandemburgo e Saxônia das Voivodinas polonesas da Pomerânia Ocidental, Lubúsquia e Baixa Silésia. História A Polônia deixou de existir como nação em 1795, quando foi dividida entre três impérios: Russo, Império Austríaco, Império Alemão. Voltou a ter sua autonomia como nação em 1918, com o fim da Primeira Grande Guerra, quando passou a ocupar um território mais a leste (cerca de 200km) do que o atual, ocupando então largo território da atual Bielorrússia. Não ocupava áreas das hoje Voivodinas de Pomerânia Ocidental, Lubúsquia, Baixa Silésia, nem a Prússia Oriental (hoje Vármia Masúria), que pertenciam então à Alemanha. Sua única saída para o mar, no Báltico era o porto de Dantzig (hoje Gdansk). Ao final da Segunda Grande Guerra passou a ocupar o atual território. A atual fronteira com a Alemanha foi até 1990 (Reunificação da Alemanha) a fronteira com a Alemanha Oriental. A fronteira entre a Bielorrússia e a Polônia é a linha que de 407km de extensão, sentido norte-sul, que separa o leste da Polônia do território da Bielorrússia. Ao norte forma a fronteira tríplice Polônia-Bielorrússia-Lituânia, nas proximidades de Pripyat (Bielorrússia) Vai para o sul até outra tríplice fronteira, a dos dois países com a Ucrânia. Separa as províncias polacas da Podláquia e de Lublin das províncias bielorrussas de Hrodna e Brest. Nas proximidades de Brest fica o Parque Nacional Białowieża, única floresta virgem da Europa, com áreas em ambos países. História A Bielorrússia pertencia ao Império Russo desde o século XVIII e foi anexada à União Soviética em 1922. As fronteiras da Bielorrússia com a Ucrânia e com a Polônia, nação que sofreu muitas mudanças territoriais desde 1795 e o final da Segunda Grande Guerra em 1945, foi palco de muitos combates e massacres durante esse conflito. Nessa guerra a Bielorrússia tomou da Polônia muitos territórios habitados por bielorrussos. A atual fronteira data da dissolução da URSS em 1991. Antes disso havia uma longa fronteira entre a Polônia e a URSS, que ia do Mar Báltico (próximo a Kaliningrado) até tríplice fronteira dos dois países com a Tchecoslováquia. Essa linha limítrofe é hoje o conjunto das fronteiras polonesas com a Bielorrússia, Lituânia, Rússia (Kaliningrado) e Ucrânia. A fronteira entre a Eslováquia e a Polônia é a linha de 444km de extensão, orientada predominantemente no sentido oeste-leste, que separa o sudeste da Polônia do território da Eslováquia. Se estende entre a tríplice fronteira Polônia-Eslováquia-República Tcheca, passa pelos montes Cárpatos e termina em outro ponto tríplice, o dos dois países com a Ucrânia. Separa as províncias polonesas de Voivodia da Subcarpácia, Voivodia da Pequena Polónia, Voivodia da Silésia das regiões eslovacas de Žilina, Prešov. Nas proximidades estão os picos Rysy (o mais alto da Polónia, onde passa a fronteira) e o monte Gerlachovsky (o mais alto da Eslováquia). Até 1993, antes da dissolução da Tchecoslováquia, a fronteira era desse país com a Polônia e tinha o dobro do comprimento. Essa região foi bastante conturbada e sofreu muitas variações em suas fronteiras desde o final do século XVIII até o final da Segunda Guerra Mundial (1945), com a definição das fronteiras polonesas. A fronteira entre a Lituânia e a Polônia separa o extremo nordeste da Polônia do território da Lituânia, e estende-se por 91km na direção este-oeste entre duas fronteiras tríplices dos dois países com a Bielorrússia e com a Rússia (enclave de Kaliningrado). Essa fronteira passou a existir individualmente como fronteira entre dois países independentes a partir da extinção da União Soviética em 1991. Até então fazia parte de uma extensa fronteira entre a Polônia e a União Soviética, a qual corresponde ao conjunto das fronteiras atuais da Polônia com Rússia, Lituânia, Bielorrússia e Ucrânia. A fronteira entre a Polônia e a República Checa é uma linha de 658km de extensão, sentido noroeste-sudeste, que separa o sudoeste da Polônia (Silésia) do leste da República Checa. No noroeste, na altura do paralelo 51 N, faz tríplice fronteira dos dois países com a Alemanha. Indo para o sudeste passa nas proximidades do monte Sniejka (República Checa), de Jawor e Swidnica (Pol.) e de Ostrava (República Checa). No seu extremo leste a tríplice fronteira é com a Eslováquia, a qual já formou uma única nação com a República Checa. Ambos países foram objeto de grandes variações em seus territórios, em suas fronteiras, desde o século XIX. Ocorreram as duas Grandes Guerras do Século XX, houve a dissolução do Império Austro-Húngaro em 1918. A Tchecoslováquia se dividiu, em 1992, em República Checa e Eslováquia. A Polônia se deslocou em cerca de 200km de leste para oeste entre 1795 e 1945. A fronteira entre a Polônia e a Rússia se estende por 206km ao sul do enclave da Rússia junto ao Mar Báltico, o óblast de Kaliningrado (em alemão: Königsberg), separando o mesmo da Polônia. Corta a meio o cordão do Vístula. A fronteira foi estabelecida ao final da Segunda Guerra Mundial, quando a União Soviética ocupou essa antiga região alemã onde ficava a capital da Prússia Oriental, Königsberg. História A história da fronteira entre Polónia e Rússia pode ser datada até à história mais antiga de ambas as nações, sendo um dos mais antigos registos o do incidente entre o rei da Polónia Boleslau I da Polónia na crise de sucessão do Principiado de Kiev em 1018. A seguir à formação da República das Duas Nações, a fronteira oriental da Polónia, que era principalmente como o Czarado da Rússia (posteriormente Império Russo), ia do mar Báltico a norte até ao mar Negro a sul. Esta fronteira era uma das principais fronteiras europeias da época, e alguns historiadores veem-na como fronteira cultural entre Europa e Ásia. Durante o período das Partilhas da Polónia, que mudou as fronteiras russas cerca de 480km para oeste, vários microestados polacos como o Ducado de Varsóvia e o Congresso da Polónia partilhavam fronteira com o Império Russo. Depois da Primeira Guerra Mundial, a nova Segunda República Polaca partilhava fronteira com a União Soviética, e esta ficara definida na Guerra Polaco-Soviética, sendo confirmada pelo Tratado de Riga pela linha Dzisna-Dokshytsy-Słucz-Korets-Ostroh-Zbrucz. Esta fronteira tinha 1407km de extensão. Depois da Segunda Guerra Mundial, a nova fronteira foi definida entre a República Popular da Polónia e a União Soviética. Esta nova fronteira tinha inicialmente 1321km de comprimento, tendo sido ligeiramente modificada na troca de territórios entre Polónia e União Soviética de 1951, que reduziria o comprimento da fronteira para 1244km. Fronteira moderna A demarcação oficial do trecho que constitui a atual fronteira foi finalizada em 5 de março de 1957. Constitui hoje a fronteira entre o enclave russo do óblast de Kaliningrado e a Polónia. Corta a meio o cordão do Vístula. A fronteira entre Polónia e Ucrânia é a linha que limita os territórios da Polónia e da Ucrânia, e que já foi fronteira entre Polónia e União Soviética antes do colapso da URSS em 1991. Ao examinar o tráfego fronteiriço polaco-ucraniano na década de 1990, nota-se que caiu para a partida de cidadãos polacos da Ucrânia, e aumentou o número de cidadãos ucranianos na Polónia. Por exemplo, em 1995, a maior fronteira com a Ucrânia-Medyce, ultrapassou os 3,4 milhões de pessoas em passagem. Por sua vez, em 1996, na soma de cruzamentos de todos os pontos de passagem fronteiriços foi excedido o montante de 10,6 milhões de pessoas. Este tráfego está em constante crescimento. Características A fronteira está situada ao sudeste da Polônia e ao noroeste da Ucrânia. Ele tem uma tendência predominante no sentido norte a sul. Começa na tríplice fronteira entre a Bielorrússia, Polónia e Ucrânia e termina na tríplice fronteira entre a Polónia, Eslováquia e Ucrânia. Parte da fronteira é delimitada pelo rio Bug Ocidental. |
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TRAJES TÍPICOS |
1–O traje de góralski Este traje é usado pelos poloneses da região de Podhale cujo centro é a cidade de Zakopane. São os chamados montanheses e que vivem ao sul da Polônia. Adoram cantar, dançar e comemorar. É através de dança caprichosas e passos complicados que eles tentam impressionar e conquistar as mulheres. O traje masculino–Os homens usam calças e casacos de lã na cor bege, com lindos bordados e sapatilhas de couro com solar duro feitas à mão (Kierpce). Também usam chapéus com uma faixa vermelha e conchas ao seu redor. A largura da aba do chapéu varia de acordo com o gosto e a idade do homem. O rapaz solteiro usa apenas uma pena em seu chapéu. A camisa é de linho branco com um broche (com símbolo religioso), preso na região torácia. Em ocasiões festivas usa-se uma capa com mangas, que fica presa ao pescoço, sendo mais usada em apenas um dos ombros. Ao redor da cintura, o homem usa um cinto largo. Também usa uma machadinha, que originalmente servia para cortar lenha e lutar, agora serve como bengala para agradável e também pendurar insígnias de lugares visitados. O traje feminino–O traje das mulheres é mais simples. A saia é leve e florescida, representando a flora da região. As camisas são brancas com bordados no colarinho, mangas e punhos. Sobre a camisa, usam um colete aveludado. No pescoço usam três colares vermelhos. Nos pés, sapatilhas de couro. 2–O traje de Kaszuby A região de Kaszuby situa-se a Nordeste da Pomerânia, no mar Báltico. Os navegantes da região influenciaram as danças e os trajes. Também na região de Kaszuby situa-se a medieval cidade de Gdansk, local de nascimento do "partido Solidariedade". Ao longo da história, a região foi germanizada, mas os Kassubianos conseguiram preservar sua cultura eslava, idioma e tradições. O traje masculino–é composto de uma camisa branca, um capote sem mangas nas cores verde musgo com um cinto em forma de faixa na cor vermelha. Um chapéu preto com fita vermelha, calça na cor bege e uma bota preta de cano longo. O traje feminino–A saia das mulheres é geralmente num tom azul bordado com flores. Usam um avental branco, bem plissado. A camisa é branca. Sobre a camisa usam um colete de veludo de cor verde e sobre os ombros um lenço lilás. Na cabeça uma touca verde e nos pés meias brancas grossas e sapatilhas pretas. 3–O traje de Krakowiak O Krakowiak é uma das danças polonesas mais populares, com seu ritmo vivo e selvagem ao mesmo tempo, com passos largos, longos e fáceis. A cidade de Kraków foi a capital dos reis poloneses. A dança Krakowiak originou-se na região de Kraków e é uma das cinco danças polonesas, as outras quatro são: polones, mazur, kujawiak e oberek. O traje de Kraków é considerado o traje nacional polonês. O traje masculino–Os homens usam calças listradas nas cores vermelha e branco, lembrando a bandeira nacional. Um casaco sem mangas até os joelhos, feito de lã ou veludo na cor de um azul escuro com bordados ou faixas em volta. (É habat). O cinto é de couro com argolinhas de metal, que descendem das armaduras. A camisa é branca. Usam botas pretas e um chapéu vermelho do quatro cantos, ornamentado com tiras e penas de pavão. O traje feminino–Era originalmente bastante simples. Foi embelezado no século XIX com ricos bordados. A saia é florida. O colete é aveludado e colorido. Podem usar na cabeça uma grinalda de flores. A mulher casada usa um cocar branco. Usam tiras de firas presas à direita do ombro. Nos pés usam botas pretas, meio cano. Utilizam também um avental colorido. 4–O traje de Lowicz A cidade de Lowicz fica no coração da Polônia. Durante muitos séculos era um ducado governado pelos arcebispos de cidade de Gniezno. O traje dos homens possui muita semelhança com os uniformes da guarda papal suíço em Roma, que foi moldada pelos arcebispos de Gniezno. Os trajes de Opoczno, Sieradz e Kolbiel também são modelados com base neste estilo. O traje masculino - Os homens vestem calças laranjas listradas de verde e botas pretas. Ao redor da cintura é usada uma faixa roxa ou laranja. As jaquetas são pretas com botões brilhantes. A camiseta é branca, tem colarinhos e punhos bordados, com fitas nos punhos e no pescoço. O chapéu é feito de feltro preto e tem faixas coloridas. O traje feminino - As mulheres usam vestidos de lã pesada, ou de veludo preto. A saia tem faixas verticais largas. Em cima da saia usam um avental de cor. Neste traje são usadas três cores: a mais antiga é a vermelha, a cor laranja é a intermediária e a cor mais recente é o azul ou verde. A camisa é branca com mangas largas e muitos bordados coloridos. 5–O traje de Sacz Nowy Sacz é uma cidade estabelecida como ponto comercial entre a República Tcheca e as regiões húngaras. As pessoas de sadecke incorporaram elementos do folclore Rutheniano. Também adotaram o cinto largo e os bordados das calças dos montanheses (górale) mas não incluíam outros elementos do folclore deles porque eles eram fazendeiros e artesões e não pastores como os górale. O traje masculino - Os homens usam casacos azul marinho e calças compridas bordadas com flores em desenhos geométricos vermelhos, amarelos e verdes. As camisas são de linho branco, compridas e bordadas dentro de vermelho. Usam cintos largos de couro com muitas fivelas de metal. O chapéu é marrom escuro enfeitado com flores ou tiras coloridas. As botas são pretas e as vezes decoradas também. O traje feminino - As mulheres usam jaquetas azul marinho também. São bordadas com as mesmas cores e flores que as dos homens. A saia é vermelha com linhas pretas. Usam aventais, nas cores vermelho ou preto. A blusa é branca também bordada dentro de vermelho. Usam colares vermelhos e na cabeça usam lenços aparados com linhas de seda vermelha. Nos pés usam sapatilhas. -O traje de Polonez Polonez (La polonaise), é considerada a dança da nobreza polonesa que se originou de uma dança folclórica conhecida como: O "chodzony". No século XVIII, em Paris, a dança foi mudada artisticamente por mestres de balé e recebeu o nome "La polonaise". Assim foi se tornando mundialmente conhecida e usada para abrir e encerrar as festas. O traje masculino–Os homens usam casacos de lã aveludados até os joelho, na cor bege, com bordados e fitas nas mangas e nas golas. Calças são na cor cenoura com uma faixa larga na cintura da mesma cor. A camisa é de linho branco. Usam botas pretas de cano longo, e uma boina preta na cabeça. O traje feminino–As mulheres usam uma blusa lilás em linho, toda bordada nas mangas e na parte da frente. Em volta do pescoço usam um lenço com formas de babado. A saia é toda plissada na cor vermelha. Por cima usam um avental colorido onde aparecem as cores lilás, dourado e vermelho. Nos és usam botas, de cano médio na cor marrom. Também usam um lenço na cabeça que desde cobrindo parte dos ombros. 7–O traje de Kurpie A região de Kurpie era uma grande floresta dividida em duas partes: "Puszcza Zielona" (floresta verde) e "Puszcza biala" (floresta branca). Caçadores e coletores de mel desenvolveram um folclore rico e vivo. Seus trajes são considerados os mais bonitos e sofisticados de yoda a Polônia. As danças tem alguns movimentos fortes como as dos montanheses (górale). O traje masculino–Os homens usam casacos de lã marrom até os joelhos. Na cintura, usam uma faixa vermelha. O chapéu é preto com abas pequenas, enfeitando com flores ou fitas coloridas. A calça é branca e a camisa é de linho branco. Nos pés usam moccasins. Os homens do sul usam uma boina azul de veludo, toda enfeitada, e seu casaco é de cor bege. Os homens do sul usam botas e suas faixas na cintura é azul. O traje feminino–As mulheres do norte- puszcza biala- usam saias vermelhas e as do sul são verdes. Em cima usam coletes verdes (gorsety). As blusas de linho branco com pequenas ornamentações. As mulheres usam sempre colares feitos de âmbar local. Nos pés usam sapatilhas. Os bordados dos trajes do sul, são mais elaborados. Outros trajes típicos poloneses: Beskidy–Esta região do sul da Polônia fica situada na parte ocidental das "Montanhas Cárpatos", a qual é um centro ativo da cultura tradicional do povo. As danças desta região são as mais típicas e permitem com que os homens demonstrem suas agilidades e habilidades físicas. Ciesczyn–É uma das mais antigas cidades da Polônia, situada na região sul, fazendo divisa com a Tchecoslováquia. Também receberam influência dos habitantes das montanhas, o tatras, e o gólare. Faz parte do Cieszyn, o folclore de Spisz e Orawa que se situa a nordeste de Zakopa. Wielkopolka–Situada na bacia do rio Warta. Seus habitantes tiveram muita influência da Prússia e desde 1887 dos alemães, apesar da germinação, os poloneses desta região conseguiram preservar sua identidade cultural e suas tradições. Lublin-Esta é uma cidade histórica pelos seus monumentos. O folclore da região de Lublin tem muita influência de seus vizinhos. O traje atual desta região é o da cidade de Krzconów, que devido à sua beleza, foi escolhido como principal traje da região. Kraków Wschodni-Região do sudeste da Polônia onde a polca é dançada em muitas formas, é a dança favorita dos habitantes desta região. As danças são distintas aqui por terem grande dinâmica, espontaneidade, imaginação e improvisação nos movimentos. Os homens muito freqüentemente levantam seus braços com a mão aberta dizendo: "Olá, eu posso ver...". Durante as festas as meninas e meninos ficavam separados. Os dançarinos estão bastante longe de serem amáveis, eles não pedem para as meninasque dancem, o dançarino fica na frente da moça e então simplesmente agarra a menina para dançar. Ninguém tenta interromper. Depois de um tempo ele convida várias pessoas, chamando-as para dançar juntos. Chamam os dançarinos e também seus parceiros enquanto os outros esperam pela volta deles (solo das danças). Depois de um tempo o líder convida outros a unirem-se na dança. |
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MINERAÇÃO |
A Polónia é rica em recursos minerais. Indústrias pesadas é o principal sector industrial: siderurgia, metalurgia de ferro e cobre petroquímica, construção naval. Processamento de alimentos, máquinas, madeira, vidro e couro. A bacia de carvão da Silésia superior (Silésia preto) é a principal região industrial da Polónia. A extração de carvão, intimamente associada com a siderurgia, indústria e química, criou uma vasta aglomeração industrial densamente povoada |
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ESPORTES |
Futebol: O futebol, também referido como futebol de campo, futebol de onze e, controversamente, futebol associado (em inglês: association football, football, soccer), é um desporto de equipe jogado entre dois times de 11 jogadores cada um e um árbitro que se ocupa da correta aplicação das normas. É considerado o desporto mais popular do mundo, pois cerca de 270 milhões de pessoas participam das suas várias competições. É jogado num campo retangular gramado, com uma baliza em cada lado do campo. O objetivo do jogo é deslocar uma bola através do campo para colocá-la dentro da baliza adversária, ação que se denomina golo ou gol. A equipe que marca mais gols ao término da partida é a vencedora. O jogo moderno foi criado na Inglaterra com a formação da The Football Association, cujas regras de 1863 são a base do desporto na atualidade. O órgão regente do futebol é a Federação Internacional de Futebol (em francês: Fédération Internationale de Football Association), mais conhecida pela sigla FIFA. A principal competição internacional de futebol é a Copa do Mundo FIFA, realizada a cada quatro anos. Este evento é o mais famoso e com maior quantidade de espectadores do mundo, o dobro da audiência dos Jogos Olímpicos. Raly: Rali (também conhecido como Rally ou Rallye) é uma forma de competição automobilística disputada em vias públicas ou privadas com veículos de produção modificados ou especiais como Pickups, caminhões motos e automóveis convencionais. Este esporte se distingüe por não ser disputado em autódromos, mas em um formato ponto-a-ponto no qual os participantes e seus co-pilotos (conhecidos também como navegadores) dirigem entre pontos de controle determinados (estágios), partindo em intervalos regulares a partir de um ou mais pontos de partida. Ralis podem ser vencidos por percorrer o trecho no menor tempo possível (Rali de Velocidade), por percorrer o trecho dos estágios mais próximo possível de um tempo predeterminado (Rali de Regularidade) ou por completar o número de voltas antes. Rugby: O rúgbi ou râguebi, também chamado rugby, é um esporte coletivo de intenso contato físico. É originário da Inglaterra. Por ter sido, inicialmente, concebido como uma variação do futebol, foi chamado anteriormente de "rugby football". Ao longo do tempo, variações do esporte surgiram. A mais praticada é o Rugby de quinze (XV) (em inglês: Rugby Union). Em seguida, está o Rugby league (com treze atletas) e o de sete (sevens/ seven-a-side) que é a modalidade olímpica. Além dessas variações, ainda há o rugby de praia, de toque, o em cadeira de rodas e o subaquático. Speedway: Speedway é uma categoria de motociclismo com corridas em circuito oval de terra, tem entre 260 e 425 metros de comprimentos (Longtrack), sempre opostos ao sentido horário. As competições deram-se início no século XX. A superfície pode ser de diferentes materiais: terra, granito, areia, argila (Dirt Track) também chamada (Grasstrack). Sobre todas estas superfícies, os pilotos devem ter controle para atingir altas velocidades além de manter a estabilidade do moto no terreno, cuidando-se para não derrapar as motocicletas, que possuem potência de arrancada muito superior a uma motocicleta convencional, não possuem freios, câmbio e amortecedores traseiros (somente uma corda de emergência para parar a moto), são extremamente leves (entre 80 e 100 quilos), usam metanol como combustível, e usam pneus com perfis alto. Os mais importantes fabricantes de motos de speedway são da itália, no GM (Giusseppe Marzotto), na checo Jawa e os ingleses Godden, JAP e Weslake. Os Campeonatos Nacionais mais importantes do mundo ocorrem na Austrália, Dinamarca, Inglaterra (Elite, Conference e Premier League), Polônia e Suécia. Voleibol: Voleibol é um desporto praticado numa quadra dividida em duas partes por uma rede, possuindo duas equipes de seis jogadores em cada lado. O objetivo da modalidade é fazer passar a bola sobre a rede de modo a que a bola toque no chão dentro da quadra adversária, ao mesmo tempo que se evita que os adversários consigam fazer o mesmo. O voleibol é um desporto olímpico, regulado pela Fédération Internationale de Volleyball (FIVB). |
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LEMA |
Bóg, Honor, Ojczyzna (Polaca, Deus, Honra, Pátria). Tradicional, mas não oficial. |
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FORÇAS ARMADAS |
As forças armadas polacas são divididas em quatro subdivisões: Exército (Wojska Lądowe), Marinha (Marynarka Wojenna), Força Aérea (Siły Powietrzne) e as Forças especiais (Wojska Specjalne). A mais importante missão da Forças Armadas Polacas é defender a soberania do governo sobre o território e defender os interesses da Polónia no exterior. O objetivo das forças armadas é também ajudar as tropas da OTAN e na Defesa da Europa, seja na economia, seja nas instituições políticas, através da modernização e reorganização dos seus militares. A doutrina das Forças Armadas da Polónia tem a mesma natureza defensiva da de seus parceiros da OTAN. A Polónia passou a ter um papel cada vez mais relevante como uma potência de manutenção da paz, através de várias missões de paz com as forças das Nações Unidas. Forças Armadas da República da Polônia (Siły Zbrojne Rzeczypospolitej Polskiej, SZ RP), quasioficial Wojsko Polskie, WP (pol. Exército Polaco) é o nome dado às forças armadas da Polónia. O nome é utilizado desde o século IX, embora possa ser utilizado para referir as formações ainda mais antigas. As Forças Armadas da República da Polônia consistem nos ramos do Forças Terrestres (Wojska Lądowe), da Marinha de Guerra (Marynarka Wojenna), da Forças Aéreas (Siły Powietrzne), e da Forças Especiais (Wojska Specjalne), estando os três ramos sob o comando do Ministério da Defesa Nacional (Ministerstwo Obrony Narodowej). História O moderno Wojsko foi criada em 1918, de três exércitos separados - um russo, outro austro-húngaro, e um prussiano - e equipamento deixado após o fim da Primeira Guerra Mundial. A força expandiu-se, durante a Guerra Poloca e Soviética de 1919–1922, até quase 800 mil homens, mas depois reduziu-se após o final da guerra. Durante a Segunda Guerra Mundial, a 1 de Setembro de 1939, a força tinha quase um milhão de homens, mas acabou por ser derrotada pelo ataque alemão, que foi seguido a 17 de Setembro de 1939 por um ataque soviético. As forças armadas acabaram por se dividir em unidades de guerrilha que lutaram clandestinamente contra os ocupantes estrangeiros na Polónia. Após a guerra, a União Soviética impôs a sua própria estrutura no meio militar, acabando tal estrutura por ser trocada após a queda do comunismo. Membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Organização As forças armadas polacas, combinadas, consistem em 140 mil pessoas ativas em adição a 450 mil em reserva. As forças armadas consistem em pessoas a efetuar um serviço militar obrigatório que servem por um período de 9 meses, e por soldados profissionais. Níveis de pessoal e de organização são os que se seguem (2004): Exército: 93.570 (3 Divisões Mecanizadas and 1 Divisão Blindada) Força Aérea: 31.147 (Corpos de Defesa Ar-Ar) Marinha: 15.976 (1 Frota de Batalha, 2 Brigadas de Defesa Costeira) Operações recentes As Forças Armadas Polacas tiveram parte na invasão do Iraque de 2003, projetando 2.500 soldados no sul do país e comandando a força Multinacional composta por 17 nações no Iraque. Em adição, soldados polacos estão atualmente colocados em cinco operações separadas das Operações de Manutenção da Paz da UN (UNDOF, UNIFIL, SFOR, AFOR e KFOR) com um total aproximadamente de 2.200 tropas. Projeção em (2004): Albânia: Força Internacional da Albânia (PMU/AFOR)–140 soldados Bálcãs: Força de Estabilização (PMU/SFOR)–300 soldados Colinas de Golã, Síria: Força de Observação da UN (PMC/UNDOF)–355 soldados Iraque: 1.500 soldados (atualmente retirados) Kosovo: Força Internacional do Kosovo (PMU/KFOR)–800 soldados Líbano: Força Libanesa UN (PMC/UNIFIL)–632 soldados
Ramos O SZ RP consiste nos seguintes ramos: Marynarka Wojenna (Marinha de Guerra), Siły Powietrzne (Forças Aéreas), Wojska Lądowe (Forças Terrestres) e Wojska Specjalne (Forças Especiais). |