GEOGRAFIA PURA

Bulgária

SIGNIFICADO DO NOME

Chamada assim devido ao povo "bulgar", a etnia formadora do país. A etimologia do nome da tribo, "bulgar", deve derivar de "burg", palavra das línguas germânicas para "castelo". A. D. Keramopoulos deriva o nome "bulgars" de "burgarii" ou "burgarioi" significando "aqueles que mantêm as fortalezas" (burgi, bourgoi, purgoi) ao longo das fronteiras do norte das províncias balcânicas do Império Romano, mencionados primeiramente em grego numa inscrição datada de 202 d.C., encontrada entre Plovdiv e Tatar Pazardzhik. Os búlgaros, antes conhecidos como mesos ou mésios, habitavam a Trácia. Uma alternativa na língua turca para o nome dos pré-eslavizados búlgaros da Ásia Central deriva de "bulgha" que significa "sabre" e tem origem totemística. Alguns associam o nome "bulgar" ao rio Volga da Rússia atual: os búlgaros viveram na região desse rio antes e/ou depois da migração até os Bálcãs.

CONTINENTE

Europa

BANDEIRA

SINIFICADO DA BANDEIRA

A atual bandeira da Bulgária foi adotada em 27 de novembro de 1990. Ela é uma versão semelhante a usada entre os anos de 1878 e 1944.

A bandeira búlgara é composta por três faixas horizontais de mesmo tamanho, nas seguintes cores: branca (superior), verde (centro) e vermelha (inferior). A bandeira possui proporção de 2:3.

Cores e significados:

-A cor branca simboliza a paz.

-A cor verde simboliza a fertilidade do solo do país.

-A cor vermelha simboliza a coragem e bravura do povo búlgaro.

-O número de três listras (faixas) representa as três antigas regiões que formavam a Bulgária.


Curiosidade

-A primeira bandeira da Bulgária, utilizada no começo do século XIX, era composta pelas cores que representavam o pan-eslavismo (ideal de união dos países de povos de maioria eslava), ou seja, branca, azul e vermelha. Neste período, o território da atual Bulgária era dominado pelo Império Otomano.

MAPA

BRASÃO

O brasão de armas da Bulgária foi adoptado em 1997, substituindo as antigas armas do regime comunista deposto em 1990.

O brasão é mais semelhante no brasão do Reino da Bulgária. Um escudo vermelho escuro com um leão dourado coroado é suportado por dois outros leões dourados coroados. O escudo é sob uma coroa real histórica. Sob o escudo são dois ramos de carvalho de verde. A lema nacional é “Съединението Прави Силата”, que significa na búlgara: A união faz a força.

Um leão foi o emblema dos czares da Bulgária depois o século XIII, mas os cores atuais de ouro e vermelho escuro datam só no século XVIII.

HINO

Búlgaro

Gorda Stara planina

do nej Dunava sinej

slăntse Trakiya ogryava

nad Pirina plamenej

Mila Rodino

ti si zemen raj

tvojta hubost, tvojta prelest

ah, te nyamat kraj

Mila Rodino

ti si zemen raj

tvojta hubost, tvojta prelest

ah, te nyamat kraj

Padnaha bortsi bezchet

za naroda nash lyubim

majko, daj ni măzhka sila

pătya im da prodylzhim

Mila Rodino

ti si zemen raj

tvojta hubost, tvojta prelest

ah, te nyamat kraj

Mila Rodino

ti si zemen raj

tvojta hubost, tvojta prelest

ah, te nyamat kraj

Português

Orgulhosa velha montanha

Que cerca o Danubio

O Sol Ilumina a Tracia

Brilhando sobre os rochedos Pirin

Querida Pátria,

É o paraíso na terra,

Sua beleza e seu encanto,

Nunca se acabarão(bis)

Orgulhosa velha montanha

Que cerca o Danubio

O Sol Ilumina a Tracia

Brilhando sobre os rochedos Pirin

Querida Pátria,

É o paraíso na terra,

Sua beleza e seu encanto,

Nunca se acabarão(bis)


SIGNIFICADO DO HINO

Não foi encontrado.

CAPITAL

Sófia

MOEDA

Lev Búlgaro

ARQUIPÉLAGOS

O país não possui Arquipélagos.

CLIMA

O clima predominante no país é o temperado, caracterizado na região por apresentar verões mediterrâneos (quente e seco) e invernos frios e úmidos.

A maior parte do leste do país é árido, em especial o Dobrudzha e a faixa costeira do norte, enquanto as zonas mais altas das montanhas Rila e Stara Planina receber os mais altos níveis de precipitação. 

A capital Sófia, situada em uma planície a 550 metros acima do nível do mar e rodeada pelas montanhas dos Balcãs e Vitosha, tem verões quentes e ensolarados com temperaturas que ocasionalmente exceder 30°C. Os invernos são frios e nevadas. Dezembro e janeiro são os meses mais frios e os meses de julho e agosto são os meses mais quentes. A capital recebeu 650 milímetros de chuva em um ano, que cai principalmente entre abril e agosto.

CONDADOS

O país não possui Condados.

DUCADOS

O país não possui Ducados.

ILHAS

A ilha Belene (em búlgaro: остров Белене, Ostrov Belene) ou Ilha Persin (остров Персин, ostrov Persin) é uma ilha do rio Danúbio, pertencente à Bulgária. É a maior ilha da Bulgária.

A fronteira Bulgária-Roménia no rio Danúbio contorna o norte da ilha. Belene tem 14,5km de comprimento por 6km de largura e fica a norte da cidade de Belene. Constitui a quarta maior ilha do Danúbio: durante uma maré média tem 41,078km2 de área. Durante a maré alta, partes da ilha ficam submersas.

Belene faz parte do complexo das Ilhas Belene e do Parque Natural Persina, que é habitat de mais de 170 espécies de aves aquáticas raras.

A ilha é famosa por ter sido a sede do campo de concentração de Belene, que lá funcionou durante a detenção de presos políticos entre 1949-1953 e 1956-1959. A prisão de Belene continua a funcionar como centro penitenciário na parte ocidental da ilha, enquanto que a parte oriental é hoje uma reserva natural administrada pelo estado búlgaro.

PRINCIPADOS

O país não possui Principados.

FAUNA

A fauna da Bulgária está representada pelas espécies euro-siberiana e européia mediana. Destacam os veados, chacais, queixadas, gamos, ursos, lobos, lebres, etc.

FLORA

Os bosques ocupam quase 30% do território nacional. Deles, 75% são de folhas caducas, enquanto o resto constituem as espécies coníferas. Os bosques de folhas caducas estão formados por carvalhos, faias, adelfas, tilos, álamos, etc. Entre os coníferos, cabe destacar, o pinho, abeto, pinho selvagem e outras espécies muito extendidas nas zonas, como os Rodopes ocidentais, Rila e Pirin. Por outro lado, na Bulgária crescem mais de 400 espécies de plantas medicinais com as que preparam-se diversas infusões e medicamentos.

RELEVO

A Bulgária é composta pelas regiões clássicas da Trácia, Mésia e Macedónia. O sudoeste do país é montanhoso e contém o ponto mais elevado da península Balcânica, o Musala, com 2 925m. A cordilheira dos Balcãs atravessa o centro do país de leste a oeste, a norte do famoso vale das Rosas. Há regiões de planície e colinas a sudeste, ao longo da costa do mar Negro e nas margens do rio principal da Bulgária, o Danúbio, a norte. Outros rios importantes são o Struma e o Maritsa, no sul do país.

O clima búlgaro é temperado, com invernos frios e húmidos e verões mediterrânicos, quentes e secos.

A península Balcânica recebe o seu nome da cordilheira dos Balcãs, conhecida em búlgaro como Stara Planina, que percorre o centro da Bulgária e chega até ao leste da Sérvia.

HIDROGRAFIA

Ìskar (em búlgaro: Искър; latim: Oescus) é um rio da Bulgária, afluente do rio Danúbio, e que banha a capital do país, Sófia.

Kamchiya (em búlgaro: Камчия), também Kamchia e Kamčija, é um rio com 244km de comprimento na Bulgária oriental e o maior da península Balcânica a desaguar no Mar Negro. Ele nasce da confluência de dois rios que partiram da cordilheira dos Balcãs, o Golyama Kamchiya (ele próprio nascido da confluência dos rios Ticha e Vrana) e Luda Kamchiya, segue para o leste, desembocando a 25km ao sul de Varna, no Resort de Kamchiya.

O Danúbio (em grego antigo, Ister) é o segundo rio mais longo da Europa (depois do Volga), e tem entre 2.845 e 2.888km de extensão, atravessando o continente de oeste a leste, desde sua nascente na Floresta Negra (Alemanha) até desaguar no mar Negro, no delta do Danúbio (Romênia).

O rio passa por diversas capitais da Europa e constitui a fronteira natural de dez nações. As mais importantes cidades nas suas margens são Ulm, Ingolstadt, Ratisbona, Linz, Viena, Bratislava, Budapeste, Vukovar, Novi Sad, Belgrado, Ruse, Brăila e Galați.

O Estrúmica (macedônico e em búlgaro: Струмица; transl.: Strumiča, Strumitsa ou Strumitza; também em búlgaro: Струмешница-Strumeshnitsa ou Strumeshnica) é um rio da República da Macedônia e da Bulgária. Atravessa a cidade de Estrúmica e corre para o rio Struma.

Sua nascente está localizada no monte Plačkovica, no município de Radoviš, na Macedônia. Daí ele corre para o sul através de um profundo vale conhecido como “Stara Reka”. Em seguida, ele entra no vale de Radoviš e atravessa a cidade epônima de Radoviš. Dali, o Estrúmica segue para sudeste através do vale do Estrúmica (municípios de Vasilevo, Strumica e Novo Selo), passando através da cidade de Estrúmica e fazendo uma curva para o leste para entrar na Bulgária ao sul de Zlatarevo. Um largo vale sinuoso se segue até a foz no Struma, de quem é um afluente, a nordeste de Mitino, não muito longe de Rupite.

Dos 114km de comprimento do Estrúmica, 81 estão na Macedônia e 33, na Bulgária. Ele é o maior afluente do rio Struma.

O rio Arda (em búlgaro: Арда; em turco: Arda; em grego: Άρδας; transl.:Árdas) é um rio da Europa na Cordilheira dos Bálcãs que flui através da Bulgária, Grécia e Turquia. Tem um comprimento de 290km , dos quais 241,3km somente na Bulgária, e é um dos afluentes do Maritsa (antigo Ebro). Durante a Antiguidade e Alta Idade Média foi conhecido como Harpesso (em grego: Άρπησσος; transl.:Hárpessos) pelos gregos e Artisco (em latim: Artiscus) pelos romanos e bizantinos.

O rio Maritsa ou Evros (em búlgaro: Марица, em grego: Εβρος, Évros, romantizado como Hebro, em turco: “Meriç” ou “Maric”), nasce ao noroeste das montanhas de Rila no oeste da Bulgária. O Maritsa é o rio mais importante da Trácia e tem cerca de 480km de comprimento. Passa pelo sudeste, entre os Balcãs e as montanhas Ródope, banhando Plovdiv, até Edirne, na Turquia, onde gira para sul para desaguar no mar Egeu perto de Enez, onde forma uma delta. Está situado na Macedônia Oriental - Trácia, e ao norte, é a fronteira Bulgária-Grécia e ao sul a fronteira Grécia-Turquia.

O rio Tundzha é seu afluente principal. O rio Arda é outro dos seus afluentes.

Uma pequena parcela da bacia hidrográfica do norte corre inteiramente pela Turquia. Foi desviada para a Turquia para impedir que a cidade de Edirne voltasse a ser território grego.

O baixo curso do Maritsa forma parte das fronteiras greco-búlgaras e greco-turcas.

O vale alto do Maritsa é a principal rota leste-oeste da Bulgária. Não é um rio navegável e é utilizado para a produção de energia e irrigação das terras.

A planície da antiga cidade de Dorisco (a 10km da costa) estava situada no curso baixo do rio Maritsa.

O Maritsa é cantado pela artista francesa Sylvie Vartan na canção "La Maritza", onde ela o compara amorosamente com o rio Sena, declarando a importância daquele ao povo búlgaro e do último ao povo francês.

O Nišava ou Nishava (búlgaro e sérvio, alfabeto cirílico: Нишава) é um rio com 218km da Bulgária e Sérvia, o mais longo afluente do Južna Morava.

O rio Nesto (em grego, Νέστος, Nestos) ou Mesta (em búlgaro: Места) é um rio que passa pela Bulgária e Grécia. Nasce nas montanhas de Rila, ao sudoeste da Bulgária, e desagua no golfo de Tessalónica, no mar Egeu, perto da ilha de Tasos. Tem 230 km de comprimento, dos quais 126km são na Bulgária e os restantes na Grécia. A bacia tem 5749km², dos quais 3437 km² pertencem à Bulgária e 2312km² à Grécia. Forma gargantas e desfiladeiros em Rila e em Pirin. O seu principal afluente é o rio Dospat.

O rio forma uma fronteira natural entre a Macedônia Central grega e a Macedônia Oriental e Trácia, assim como entre os municípios de Xanthi e Kavala. As suas margens estão cobertas principalmente por árvores de folha caduca.

O rio Struma (em búlgaro; Струма) ou Strymónas (em grego; Στρυμόνας), antigo Estrimão (em grego: ΣτρυμώνStrymṓn) e Karasu (em turco), é um rio localizado na Bulgária e na Grécia. Sua nascente fica na região do monte Vitosha na Bulgária e sua foz no mar Egeu, perto de Cavala. Seu comprimento é de 415km, dos quais 290km estão na Bulgária, sendo então o quinto maior rio do país. Na mitologia grega, Estrimão foi um rei da Trácia, cujo filho Réso lutou na Guerra de Troia do lado dos troianos.

Rio Aheloy (em búlgaro: Ахелой) ou Achelous (Αχελώος) é um rio na Bulgária oriental. Ele nasce no monte Aytos-Karnobat, 1,5 quilômetros de Dryankovets e segue diretamente para o Mar Negro, desembocando ao sul da vila de Aheloy. Ele tem pouco menos de 40 quilômetros de extensão e conta com um reservatório para irrigação, a Represa de Aheloy, construído no seu curso. A bacia de drenagem do Aheloy cobre 141km2 e o rio tem uma débito de 0,7m3 por segundo.

O rio Aheloy é famoso por ter sido o local da Batalha de Anquíalo (Achelous) em 20 de agosto de 917 entre o imperador da Bulgária Simeão I e o general bizantino Leão Focas, uma das maiores batalhas da Idade Média e uma das mais importantes vitórias do Primeiro Império Búlgaro.

O rio Timok, em sérvio cirílico e em búlgaro Тимок, em latim Timacus, é um rio da Sérvia oriental e da Bulgária ocidental e afluente do rio Danúbio pela margem direita.

O rio Yantra (em búlgaro: Янтра) é um no norte da Bulgária, afluente da margem direita do Rio Danúbio. São 285km de extensão, sendo o 3º mais longo da Bulgária, com uma bacia de 7.782km².

A nascente do Yantra fica no sopé da montanha Hadzhi Dimitar no parte central de Stara Planina a 1340m. No seu curso mais alto tem o nome de “Etar” (Етър), seu nome antigo. Sua foz no Danúbio é próxima a Svishtov.

Uma característica especial deste rio é o fato de formar muitas gargantas ao cruzar a área dos ante-Balcãs, sendo que a maior fica próxima a Veliko Tarnovo, tendo 7km de comprimento ou ainda duas vezes mais longa devido às muitas curvas do rio.

As maiores cidades cortadas pelo Yantra são Gabrovo, Veliko Tarnovo, Gorna Oryahovitsa, Polski Trambesh e Byala em Ruse (província), junto à qual fica a famosa ponte Belenski most sobre o Yantra.

Acredita-se que o nome do rio se deva à palavra trácia "yatrus", que significa ‘’sinuoso".

A caverna [“Yantra” na Ilha Livingston nas Ilhas Shetland do Sul, Antártica deve seu nome ao rio Yantra.

O Timok corre essencialmente na direção sul-norte. Banha a Bulgária quase no seu final, quando atinge o Danúbio e marca em cerca de 15km a fronteira Bulgária-Sérvia.

A sua foz no Danúbio forma uma tríplice fronteira entre os três estados de Sérvia, Bulgária e Roménia e representa o ponto mais setentrional da Bulgária.

O Timok é formado pela confluência de vários rios em que todos levam o nome Timok. Tal inicia-se com o afluente oriental Trgoviški Timok, que nasce nos contrafortes ocidentais dos Montes Balcânicos.

A parte final da confluência é também chamada Veliki Timok (o grande Timok).

Passando por Knjaževac, o Trgoviški Timok une-se ao afluente da margem esquerda Svrljiški Timok para formar o Beli Timok (Timok Branco) e corre novamente para norte.

Em Zaječar recebe pela esquerda as águas do Crni Timok (Timok Negro) para formar quase o Timok verdadeiro e próprio, o Veliki Timok (Timok Grande).

O seu curso é em grande parte navegável.

SUBDIVISÕES

Distritos

Municípios

Blagoevgrad

Bansko, Belitsa, Blagoevgrad, Gotse Delchev, Garmen, Kresna, Petrich, Razlogm, Sandanski, Satovcha, Simitli, Strumyani, Hadzhidimovo e Yakoruda.

Burgas

Aytos, Burgas, Kameno, Karnobat, Malko Tarnovo, Nesebar, Pomorie, Primorsko, Ruen, Sozopol, Sredets, Sungurlare e Tsarevo.

Dobrich

Balčik, Dobrich (cidade), Dobrichka (rural), General Toševo, Kavarna, Krushari, Šabla e Tervel.

Gabrovo

Dryanovo, Gabrovo, Sevlievo e Tryavna.

Khaskovo

Dimitrovgrad, Harmanli, Haskovo, Ivaylovgrad, Lyubimets, Madzharovo, Mineralni Bani, Simeonovgrad, Stambolovo, Svilengrad e Topolovgrad.

Kurdzhali

Ardino, Chernoochene, Džebel, Kardzhali, Kirkovo, Krumovgrad e Momčilgrad.

Kyustendil

Boboshevo, Bobov Dol, Dupnitsa, Kocherinovo, Kyustendil, Nevestino, Rila, Sapareva Banya e Treklyano.

Lovech

Aprilci, Jablanica, Letnica, Lovech, Lukovit, Teteven, Troyan e Ugărčin.

Montana

Berkovica, Bojčinovci, Brusarci, Čiprovci, Georgi Damyanovo, Lom, Medkovets, Montana, Vălčedrăm, Văršec e Yakimovo.

Pazardzhik

Batak, Belovo, Bratsigovo, Lesichovo, Panagyurishte, Pazardzhik, Peshtera, Rakitovo, Septemvri, Strelcha e Velingrad.

Pernik

Breznik, Kovachevtsi, Pernik, Radomir, Tran e Zemen.

Pleven

Belene, Cherven Bryag, Dolna Mitropolia, Dolni Dabnik, Gulyantsi, Iskar, Levski, Nikopol, Pleven e Pordim.

Plovdiv

Asenovgrad, Brezovo, Hisarja, Kaloyanovo, Karlovo, Kričim, Laki, Maritsa (Bulgária), Părvomaj, Peruštica, Plovdiv, Rakovski, Rodopi, Sadovo, Săedinenie e Stambolijski.

Razgrad

Car Kalojan (Razgrad), Isperih, Kubrat, Loznica (Razgrad), Razgrad, Samuil e Zavet (Razgrad).

Ruse

Borovo, Byala, Dve Mogili, Ivanovo, Ruse, Slivo Pole, Tsenovo e Vetovo.

Shumen

Hitrino, Kaolinovo, Kaspichan, Nikola Kozlevo, Novi Pazar, Shumen, Smyadovo, Varbitsa, Veliki Preslav e Venets.

Silistra

Alfatar, Dulovo, Glavinica, Kaynardzha, Silistra, Sitovo e Tutrakan.

Sliven

Kotel, Nova Zagora, Sliven e Tvărdica.

Smolyan

Banite, Borino, Chepelare, Devin, Dospat, Madan, Nedelino, Rudozem, Smolyan e Zlatograd.

Sofia (cidade)

A cidade de Sófia é também uma das 28 províncias da Bulgária (não confundir com a Província de Sófia, que circunda mas não inclui a cidade). Além da cidade de Sófia, a província da capital compreende três outras cidades (Novi Iskar, Bankya e Buhovo) e 34 vilas. Para fins de administração local, a província da cidade de Sófia, está dividida em 24 municípios. Cada município possui um líder que é escolhido por eleição popular. A província é governada por um prefeito. Os membros da assembleia são escolhidos a cada quatro anos. O atual prefeito de Sófia é Yordanka Fandakova.

Municípios da província da cidade de Sófia: Bankya, Ilinden, Iskar, Izgrev, Krasna polyana, Krasno selo, Kremikovtsi, Lozenets, Lyulin, Mladost, Nadezhda, Novi Iskar, Oborishte, Ovcha kupel, Pancharevo, Poduyane, Serdika, Slatina, Sredets, Studentski grad, Triaditsa, Vazrazhdane, Vitosha e Vrabnitsa.

Sofia (distrito)

Anton (Bulgária), Botevgrad, Bozhurishte, Chavdar, Chelopech, Dolna Banya, Dragoman, Elin Pelin, Etropole, Godech, Gorna Malina, Ihtiman, Koprivshtitsa, Kostenets, Kostinbrod, Mirkovo, Pirdop, Pravets, Samokov, Slivnitsa, Svoge e Zlatitsa.

Stara Zagora

Bratya Daskalovi, Chirpan, Galabovo, Gurkovo, Kazanlak, Maglizh, Nikolaevo, Opan, Pavel Banya, Radnevo e Stara Zagora.

Turgovishte

Antonovo, Omurtag, Opaka, Popovo e Turgovishte.

Varna

Aksakovo, Avren, Beloslav, Bjala, Dălgopol, Devnja, Dolni čiflik, Provadia, Suvorovo, Vălči Dol, Varna e Vetrino.

Veliko Turnovo

Elena, Gorna Orjahovica, Ljaskovec, Pavlikeni, Polski Trǎmbeš, Suhindol, Stražica, Svištov, Veliko Tarnovo e Zlatarica.

Vidin

Belogradchik, Boynitsa, Bregovo, Chuprene, Dimovo, Gramada, Kula, Makresh, Novo Selo, Ruzhintsi e Vidin.

Vratsa

Borovan, Byala Slatina, Hayredin, Kozloduy, Krivodol, Mezdra, Mizia, Oryahovo, Roman e Vratsa.

Yambol

Boljarovo, Elhovo, Iambol, Straldža e Tundzha.


VEGETAÇÃO

A vegetação da Bulgária é bastante variada. Em relação a bio-geográfica, o país situa-se na fronteira entre as regiões européiaa medianas e mediterrâneas.

IDIOMAS

A língua búlgara (български език [ˈbɤ̞ɫɡɐrski ɛˈzik]) é um idioma indo-europeu, membro do ramo das línguas eslavas meridionais, parte por sua vez da família das línguas eslavas.

O búlgaro é descendente direto dos antigos dialetos eslavos falados na Península Balcânica desde a chegada dos eslavos por volta da metade do primeiro milênio d.C. Seus primeiros registros então gravados em manuscritos em eslavo antigo, cujo sistema de escrita era o glagolítico. O nome “búlgaro” procede dos nomes das tribos “bulgar” que habitaram os Bálcãs orientais no século VII d.C..

Os dialetos búlgaros dividem-se em duas categorias:

Búlgaro oriental: com o “misio” na região nordeste próxima ao Mar Negro; o “balcânico” e o “rupski”, sendo esta última variante a mais antiga de todas.

Búlgaro ocidental: com as variantes setentrional e meridional.

O judeu-espanhol ou ladino (em ladino, El Djudeo-Espanyol) é uma língua semelhante ao castelhano. Estima-se que ainda seja falado por cerca de 150 mil indivíduos em comunidades sefarditas, em Israel, nos Balcãs, no Oriente Médio e norte de Marrocos. Também é conhecido como espanhol sefardita e judeo-espanhol (el djudezmo).

Língua extinta na península Ibérica, no passado, quando havia grandes comunidades judaicas nas cidades de Portugal e da Espanha, era usada pelos judeus desses países. Compunha-se de uma mistura de palavras hebraicas, usadas no dia a dia, com a língua da região, que podia ser o castelhano, o português, o árabe ou o catalão.

O macedônio ou macedónioé uma língua indo-europeia, pertencente ao grupo oriental das línguas eslavas meridionais, idioma oficial da República da Macedônia. O macedônio é parente próximo do búlgaro, com quem partilha um alto grau de inteligibilidade mútua, além de, até certo ponto, do sérvio e do croata.

Dialetos

O macedônio compreende um grupo de dialetos localizados na parte mais meridional do território de fala eslava, que se estende desde o norte da Grécia até o rio Bistrica (em grego, Aliakmon), na fronteira da Tessália (área conhecida como Macedônia grega). Os dialetos nos quais se baseia o macedônio formam parte de um continuum com dialetos sérvios e búlgaros, o que torna difícil estabelecer limites entre eles. O macedônio também é falado no distrito de Blagoevgrad, no sudoeste da Bulgária (uma região conhecida como Macedônia de Pirin), assim como em cerca de 70 povoados na Albânia oriental.

Por razões de índole histórica e política, o macedônio não é reconhecido como língua na Bulgária e na Grécia. Na Bulgária, é considerado uma variante dialetal do búlgaro, enquanto na Grécia o termo "macedônio" é usado apenas para se referir aos dialetos gregos do macedônio grego ou macedônio clássico.

Grupos Dialetais:

Grupo Ohrid-Prespa: Baixo Prespa–GRE, Ohrid-Struga–MAC e Radozda-Vevcani–GRE.

Grupo Polog: Central Ocidental – MAC, Gostivar (Alto Polog)–MAC e Tetovo (Baixo Polog)–MAC.

Grupo Debar: Debar-MAC, Drimkol–MAC, Mala Reka–MAC, Reka–MAC e Skoposka Crna Gora - MAC, SER.

Dialetos orientais: Baixo Vardar-GRE, MAC, Kumanovo Kriva-Palanka-MAC, SER, Stip-Strumca–MAC e Tikves-Mariovo–MAC.

Grupo Kostur-Korca: Kostur–GRE e Nestram–GRE.

O romani ou români (rromani ćhib) é o idioma dos Rom e dos Sintos, povos nômades geralmente conhecidos pela designação de ciganos. Pertence ao ramo indo-ariano proveniente do grupo linguístico indo-europeu. Não deve ser confundido com o romeno e o romanche, que são línguas latinas.

Os atuais dialetos romani se diferenciam pelo vocabulário, pelas evoluções de fonemas, pelas diferenças gramaticais acumuladas Também há muitos Rom que não mais falam a língua de origem, falando diversas “linguagens de contato” com idiomas locais, as quais adicionam palavras do romani.

Uma divisão muito aceita para as diversas formas do romani é aquela que caracteriza dois grupos principais de dialetos: os valáquios (de Vlach) e os não-valáquis. Valáquis são os Rom que ficaram por muitos séculos na Romênia. A maior diferença entre os dois grupos é a quantidade de palavras oriundas da língua romena. Os dialetos valáquis são falados por mais da metade dos falantes do romani. Bernard Gilliath-Smith fez essa distinção e implantou esse termo “Vlach” em 1915 no livro Relatório sobre as tribos ciganas no noroeste da Bulgária. A seguir outros grupos de dialetos foram reconhecidos em função primeiramente da localização geográfica e do vocabulário. Entre eles temos:

Romani Balcânico, falado em Albânia, Bulgária, Grécia, Kosovo, Macedônia, Moldávia, Montenegro, Sérvia, Romênia, Turquia e Ucrânia.

Romani de Gales, falado no País de Gales.

Romani Kalo-Finlandês, falado na Finlândia

Romani Sinte, falado em Alemanha, Áustria, Croácia, Eslovênia, França, Holanda, Itália, Montenegro, Polônia, República Tcheca, Sérvia e Suíça.

Romani dos Cárpatos, falado em Eslováquia, Hungria, Polônia (sul), República Tcheca, Romênia e Ucrânia.

Romani do Báltico, falado em Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia (norte), Bielorrússia, Ucrânia e Rússia

Dialetos romani da Turquia:

Thraki, falado na Trácia e em Üsküdar, distrito do lado anatólio do Bósforo (tem palavras vindas da língua grega)

Anatólio, com palavras vindas da língua turca e da língua persa.

Posha, dos ciganos armênios da Anatólia do Leste, nômades que se fixaram em Van, na Turquia; são chamados pelos curdos de Mytryp ("assentados").

A língua turca (turco: Türkçe) é a uma língua falada, como língua materna, por cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo,, principalmente na Turquia, mas também no norte do Chipre, na Bulgária e, em menor número, na Grécia, Arménia, Roménia e Macedónia. O turco também é falado por milhões de imigrantes na União Europeia e na América.

O turco de Istambul é a linguagem padrão e oficial da Turquia. Mesmo com o nivelamento dialetal provido pelo "Sistema de Educação Turco" desde 1930 e pelos "Mídia" de massa, persistem variações de dialetos. Estudiosos da Turquia, de forma acadêmica, referem-se aos dialetos turcos como “ağız” ou “şive”, gerando ambiguidade em relação ao conceito linguístico de "sotaques", que também são denominados por essas duas palavras. Há projetos de investigação dos dialetos turcos em diversas universidades no país e também estudos na "Associação da Língua Turca". Os trabalhos estão próximos de sua publicação, como um "atlas" de todos os dialetos da língua turca.

São onze os dialetos do turco, além do padrão Istambul:

As tribos nômades Yörük do Mediterrâneo e dos Bálcãs têm seu próprio dialeto

Doğu é o dialeto da Anatólia oriental, com um “continuum” com os dialetos Azeri, por exemplo em Karapapak

Edirne é o dialeto de Edirne

Ege é falado nas costas do Mar Egeu e em Antalya.

Güneydoğu ou goynuk é falado ao sudoeste, a leste de Mersin.

Hemşince é falado pelos Hamshenis do oeste, em Rize e sofreu influência da Língua armênia

Karadeniz no leste, ao longo do Mar Negro, inclui o Trabzon influenciado pelo grego em sons e sintaxe.

Karamanlıca é o dialeto turco da Grécia, onde é chamado “Kαραμανλήδικα” (Karamanlidika).

Kastamonu é falado em Kastamou e arredores.

Kıbrıs é o turco cipriota

Orta Anadolu na Anatólia Central

Rumeliano é falado pelos imigrantes da Rumélia, inclui os dialetos distritais de Deliorman, Dinler, Adakale, influenciados pela “União Linguística Balcânica”

CULINÁRIA

A culinária da Bulgária é formada pelos os pratos tradicionais búlgaros e modernos emprestados do exterior. Mas os ingredientes básicos que estão presentes na vida cotidiana do povo búlgaro são o queijo branco e iogurte.

As receitas são utilizadas por séculos, com tradições no aroma, métodos estabelecidos e técnicas para preparar e apresentar uma fusão de cozinha europeia e asiática.

Com o estabelecimento do estado búlgaro foi o início da fusão das cozinhas dos trácios, eslavos e búlgaros e desenvolvimento da cozinha nacional. Cada grupo étnico é incluído com as suas tradições culinárias.

Trácios, gregos, romanos, búlgaros, eslavos, e muitas outras tribos, que se instalaram no território da Bulgária de hoje tiveram influência nessa tradição.

A cozinha búlgara é assombrosamente variada e saborosa. Nela estão presentes muitas saladas, produtos elaborados com farinha, guisados, assim como pratos específicos que só podem ser comidos em algumas regiões do país. Muitos dos pratos tradicionais são preparados seguindo antigas receitas, transmitidas de geração em geração.

Alguns dos produtos pelos quais a Bulgária é conhecida a nível mundial são o iogurte e o queijo branco, nunca pode faltar nos cafés da manhã e lanches. Mas não só de iogurte vivem os búlgaros! Por exemplo, a “banitsa”, um bolo de massa folhada que admite múltiplos recheios, é um dos manjares mais desejados. Outros alimentos estrela tanto nos cafés da manhã como nos lanches são os crepes, os “buhti”, uma espécie de bolinhos fritos ou os “mekitsi”, espécie de tortinhas de massa de farinha frita com um sabor parecido com os churros.

Os vegetais têm um sabor excelente na Bulgária, daí a importância que tem em sua gastronomia. As saladas nunca podem faltar em um cardápio búlgaro, a mais conhecida é a “shopska” mas há muitas outras. Também os caldos, as sopas e os refogados são muito populares no país, experimente o “bob chorba” se tiver oportunidade!

Entre os pratos fortes, uma das comidas mais populares são as elaboradas na grelha: medalhões de carne, croquetes, espetinhos ou o “karnache” que é um tipo de enchido muito fino e enrolado. Na Bulgária são preparados também guisados em vasilhas de barro como “chomlek”, “kavarma” e “kapama” entre outros.

Na Bulgária você pode provar diferentes tipos de enchidos e delicatesen. Entre eles, os mais famosos são o “sudzhuk”, o “velho bansko” e a “filé elena”, elaborada com carne de porco salgada e colocada para secar. Uma delícia!

E esta é só uma pequena amostra da cultura culinária do país. Para poder conhecer a magia da comida tradicional búlgara, você deve percorrer todo o país, já que cada região conserva as suas próprias tradições e oferece variadas receitas, mas todas são comidas típicas búlgaras.

Hoje em dia, é altamente visível a influência de várias tradições culinárias. Por um lado, na vida dos búlgaros entraram pratos estrangeiros – pizzas, massas, guisado, Paella, pratos de carne de cozinha ocidental e moderno “fast food”. E por outro lado, as especiarias búlgaras foram se integrando aos pratos modernos.

Como todas as nações, os búlgaros têm pratos típicos associados a certos feriados da nação, da Igreja e do calendário civil. Estes são “kapama” e todos os pratos com chucrute na véspera de Natal, peixe no Dia de São Nicolau, “kozunac” na Páscoa, cordeiro no dia de São George entre outros.

Vinhos da Bulgaria

Poucos países tem tradição vinícola mais antiga que a Bulgária, com alguns vinhedos que, acredita-se, datam dos gregos antigos. O estado búlgaro foi formado em 681, e a viticultura se disseminou. Com a chegada dos turcos, no século XIV, a vinicultura passou para as mãos dos mosteiros. Após 500 anos de domínio otomano, a Bulgária tornou-se independente em 1878, e, pouco depois, como na maior parte da Europa, a filoxera devastou os vinhedos.

Desde a Segunda Guerra Mundial a política foi o fator mais influente na indústria vinícola. Em 1945 o país tornou-se parte do bloco soviético, e o governo soviético coletivizou terras e vinícolas para fornecer vinho aos países do Comecon. Nesse período, os vinhedos foram transferidos dos morros para as planícies, viabilizando a mecanização, e deu-se preferência a vinhas internacionais. Com essas mudanças, em seu auge a Bulgária foi o sexto maior produtor mundial de vinho. Antes da Reforma Agrária dos anos 90, 80% do vinho era feito pela organização estatal Vinprom.

A Rússia desertou a Bulgária em 1985, quando Gorbatchev lançou sua campanha antiálcool, mas a organização exportadora estatal Vinimpex recorreu ao mercado da Europa ocidental, onde os Cabernets Sauvignons búlgaros suaves, maduros e baratos causaram impacto.

Estima-se que a área atual de vinhedos na Bulgária varie entre 90.000ha e 140.000ha, mas são necessários muitos replantios devido aos efeitos da falta de investimento. Os novos vinhedos já estão começando a mostrar ótimo potencial. Contudo, apesar das melhorias, a viticultura ainda é dominada por grandes vinícolas privatizadas baseadas nas antigas cooperativas que não dispõem de capital, e a Bulgária não atraiu o mesmo interesse estrangeiro de suas vizinhas Hungria e Romênia.

A indústria está dividida entre os vitivinicultores búlgaros que querem safras grandes e lucros altos, e os que buscam safras baixas de frutas maduras para garantir a qualidade, mas o público pouco crítico que prefere o destilado de uva local, Rakia, não justifica muito o segundo grupo. Ainda assim, a Bulgária fez nome com varietais como Cabernet Sauvignon e Merlot e tem pronta a estrutura para produzir vinhos em volume de exportação, além do que as cepas tintas autóctones Mavrud, Melnik e Rubin são muito promissoras. Recentemente, uma nova onda de produtores com foco na qualidade parece estar começando a mostrar o potencial do país com as uvas certas e excelente vinificação.

A Bulgária se divide em cinco regiões vitivinícolas. A Região Norte se estende do rio Danúbio aos Stara Planina (Bálcãs), ao sul, e segue, até a planície da Trácia. A Região Leste contorna o Mar Negro e é conhecida pelos vinhos brancos. Ao centro, a Região Sub-Balcanica produz principalmente tintos. Na Região Sudoeste, o rio Struma atravessa as montanhas Rodope rodeado pelos únicos vinhedos da Bulgária e encostas. A Região Sul tem clima continental moderado adequado às cepas tintas.

RELIGIÕES

Em 2011, conforme o censo, a maioria da população da Bulgária era seguidora do Cristianismo Ortodoxo, com 59,4% dos búlgaros a identificar-se com esta religião. 7,8% são muçulmanos, 1,7% declararam outras religiões e 3,7% não possuem religião. 27,4% dos búlgaros optaram por não responder sobre a religião.

POLÍTICA

Após o término da Segunda Guerra Mundial, a Bulgária ficou sob a influência da União Soviética tornando-se uma república popular em 1946. O governo comunista terminou em 1990, quando o país teve eleições com a participação de diversos partidos.

A Bulgária é membro da OTAN desde 2004 e aderiu à União Europeia em 2007.

TURISMO

Os países do Leste Europeu ainda não estão entre os favoritos dos viajantes que visitam o Velho Continente. No entanto, com reformas significativas dentro das principais cidades da região e um setor turístico que a cada dia se transforma mais para atender à curiosidade dos visitantes, esse cenário promete mudar e competir pela atenção dada à França, Itália e Reino Unido. Entre os países que mais chamam a atenção está, sem sombra de dúvidas, a Bulgária.

Localizada entre a Romênia, a Turquia e a Grécia, esse belo país dos Balcãs soube preservar sua história, marcada pelas lutas contra os Impérios Bizantino e Otomano. Por todas as regiões, é possível avistar construções históricas bem preservadas, além de uma quantidade impressionante de sítios arqueológicos.

Sua capital, Sofía, ainda é pouco visitada se comparada aos outros destinos históricos e litorâneos do país. No entanto, sua atmosfera jovem, repleta de programas culturais completos e uma vida noturna agitada, valem a visita.

A natureza também foi muito generosa com o país, visto que cenários montanhosos e praias de um mar azul intenso compõem suas lindas paisagens.

COMO CHEGAR

Não há vôos diretos do Brasil para a Bulgária. A opção mais viável é viajar até cidades alemãs, como Munique e Frankfurt, e de lá pegar um avião até a capital Sofía. A companhia aérea Lufthansa trabalha com essas alternativas.

ATRAÇÕES

Fundada há mais de 3 mil anos, a cidade antiga de Nessebar, a leste do país, na costa do Mar Negro, concentra ruínas datadas dos séculos 5 e 6. Vale observar os belos detalhes da Igreja de Santa Sofia, tombada como Patrimônio da Unesco junto com o resto do Centro Histórico.

Outro lugar tombado como Patrimônio da Unesco é o monastério Rila, localizado a 120km de Sofía. A construção, repleta de colunas arqueadas, foi fundada na primeira metade do século 10, perto da caverna onde São João de Rila viveu jejuando e rezando. Hoje o lugar abriga as relíquias do santo, que é padroeiro da Bulgária e venerado pelas igrejas Ortodoxa e Católica Romana.

Em Veliko Tarnovo, a bela Fortaleza de Tsarevets impressiona com a vista que oferece da região. Datada do ano de 1185, ela serviu como refúgio contra as invasões decorridas durante o Segundo Império Búlgaro.

Em Plovdiv, o Teatro Romano encanta os visitantes, que se acomodam na arena para assistir a apresentações de teatro, dança e concertos. Sua construção é datada do século II e está entre as mais bem preservadas da Europa.

Já na capital Sofía, vale a pena visitar a emblemática Catedral de Alexandre Nevsky, um dos pontos turísticos mais importantes do país. A riqueza de detalhes da construção, erguida em estilo neobizantino, impressiona.

ECONOMIA

A economia de Bulgária contraiu-se consideravelmente após 1989, com a decadência da União Soviética e, consequentemente, a diminuição do acesso ao mercado soviético. Durante a Guerra Fria, a economia búlgara ficou bastante dependente da URSS. O padrão de vida dos búlgaros caiu 40% em relação aos níveis pré-1990, somente retornando ao antigo patamar em junho de 2004.

As sanções económicas da Organização das Nações Unidas (ONU) à Iugoslávia e ao Iraque também prejudicaram a economia búlgara. Os primeiros sinais da recuperação da economia aconteceram em 1994, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu e a inflação caiu. Entretanto, em 1996, a economia sofreu uma crise devido às reformas econômicas e à instabilidade do sistema bancário.

Desde 1997, o país passa por um período de recuperação, com o PIB crescendo numa taxa entre 4% e 5%, propiciando uma estabilidade macroeconômica. Estas condições fizeram com que a União Europeia aceitasse o ingresso da Bulgária em 2007. O atual governo, eleito em 2001, prometeu manter os objetivos fundamentais da política econômica adoptados pelo governo anterior, em 1997. Ou seja, retendo a moeda corrente, aprofundando políticas financeiras, a aceleração das privatizações e prosseguir as reformas estruturais. Porém, o governo enfrenta ainda uma elevada taxa de desemprego e os baixos padrões de vida.

ETINIAS

Búlgaros Bessarabian (em búlgaro, българи бесарабски, besarabski bǎlgari em romeno, Bulgari basarabeni) são um grupo de minoria búlgara da região histórica da Bessarábia, que habita partes da moderna Ucrânia (Odessa Oblast) e Moldávia.

Lipovanos ou Lippovans (romeno: Lipoveni, ucraniano: Липовани, russo: Липовáне, búlgaro: липованци) são velhos crentes, principalmente de origem étnica russa, que se estabeleceram no Principado da Moldávia e nas regiões de Dobruja e Muntenia oriental. De acordo com o censo romeno de 2002, há um total de 35.791 Lipovans na Romênia, dos quais 21.623 vivem em Dobruja.

INDÚSTRIA

Os setores montante e jusante estão em grande parte paralisados, sobretudo devido à sua pouca eficácia, resultante do atraso no processo de privatização e da inexistência de concorrência no mercado interno.

A indústria de transformação alimentar é a segunda em importância de entre a indústria na sua totalidade, tendo já representado cerca de 21% da produção industrial total. Em 1996 a indústria alimentar trabalhou a 30%, ou menos da sua capacidade. A indústria alimentar caracteriza-se pela presença de dois tipos de empresas. Por um lado existem as antigas grandes empresas, muitas delas com dificuldades financeiras e por outro pequenas unidades privadas, com uma pequena porção de mercado, que está no entanto em ascensão.

O sector da maquinaria agrícola sofreu bastante com a transição. A capacidade de produção do sector diminuiu consideravelmente e a maquinaria disponível está agora quase obsoleta e provavelmente em grande parte não utilizada.

A produção de fertilizantes e de produtos químicos fitossanitários baixou consideravelmente desde 1989. A utilização destes fatores de produção diminuiu também de modo drástico no mesmo período, por duas razões principais: 1) a falta de financiamento generalizada e 2) a reação dos utilizadores às mudanças de preços relativos, com uma abordagem económica mais racional do que a habitual até então, o que determinou atualmente níveis de produção extensivos.

PECUÁRIA

Aves, caprinos, ovinos e suínos.

COLONIZAÇÃO

Pré-história e Antiguidade

As culturas pré-históricas que se estabeleceram em terras búlgaras incluem a cultura neolítica de Hamangia e a cultura de Vinca (5º a 3º milênio a.C.), a cultura de Varna, no final do Neolítico (5 º milênio a.C.) e a cultura de Ezer da Idade do Bronze. A cronologia Karanovo serve como um indicador da pré-história dos Balcãs.

Os trácios, um dos três principais grupos ancestrais dos búlgaros modernos, divididos em várias tribos viveram até 500 a.C., quando o rei Teres I uniu a maioria deles no Reino Odrísio. Foram conquistados por Alexandre, o Grande e mais tarde pelos romanos. Depois de emigrar de sua pátria original, alguns grupos eslavos do sul ocuparam o território da Bulgária moderna, no século VI e se misturaram com os trácios romanizados. Finalmente, a elite dos búlgaros juntou todos eles no Primeiro Império Búlgaro. No século IX, os búlgaros e eslavos também foram mesclados.

Império Búlgaro

O Império Búlgaro (em búlgaro: Българско царство [ˈbɤl.gɐr.skʊ ˈʦar.stvʊ]) é um termo usado para descrever dois períodos na história medieval da Bulgária, durante os quais ela agiu como uma potência regional na Europa em geral e no sudeste europeu em particular. Os dois "impérios búlgaros" não são tratadas como entidades separadas, mas sim como um estado restabelecido após o período de domínio do estado bizantino sobre seu território.

Primeiro Império Búlgaro

O Primeiro Império Búlgaro foi criado como resultado de uma expansão da Antiga Grande Bulgária para o território ao sul do rio Danúbio, e é geralmente descrito como tendo durado entre 632 e 1018, quando foi dominado pelo Império Bizantino, apesar da resistência feroz de Samuel. Gradualmente atingiu o seu apogeu cultural e territorial no século IX e princípios do século X sob Bóris I e Simeão, o Grande, quando se transformou no centro cultural e literário da Europa eslava e em um dos maiores Estados da Europa. Uma das teorias é que os búlgaros eram um povo nômade e guerreiro da Ásia Central, relacionados com os hunos. De fato, os primeiros cãs búlgaros remontam suas origens a Átila, o Huno. Já na primeira metade do século VII, sob seu rei cã Kubrat, haviam formado um reino ao norte do mar Negro, que os bizantinos chamavam "Magna Bulgária". Depois da morte de Kubrat, o império foi dividido entre seus três filhos mais velhos, como resultado do qual uma parte dos búlgaros mudaram para leste até a confluência dos rios Volga e Kama, que chegaram a formar o Estado da Bulgária do Volga, enquanto outro grupo se estabeleceu no delta do Danúbio, liderado pelo cã Asparuque, terceiro filho de Kubrat e onde um terço da população búlgara permaneceu.

Asparuque, cã da Antiga Grande Bulgária, emigrou com várias tribos dos búlgaros até as terras baixas ao longo dos rios Danúbio, Dniestre e Dniepre (conhecido como "Ongala"), logo após o estado de seu pai ser subjugado pelos cazares. De lá, os búlgaros assediaram as guarnições de Bizâncio e as venceram na Batalha de Ongala. Conquistou províncias bizantinas da Mésia e Cítia Menor (Dobrogeia), expandindo seu reino para o interior da península Balcânica. Seus frequentes raides levaram à realização de uma expedição punitiva contra eles pelo imperador bizantino Constantino IV. Com o fracasso desta expedição, o Império Bizantino foi forçado a aceitar a existência do Império Búlgaro, e pagar um tributo anual para evitar incursões. No ano 681, quando Bizâncio reconheceu pela primeira vez o Estado búlgaro, é considerado a data de nascimento da Bulgária moderna.

Os sucessores de Asparuque fortaleceram o Estado búlgaro: Tervel (r. 700/701–718/721), firmou limites e estabeleceu a Bulgária como uma grande potência militar depois de derrotar um exército árabe de 26.000 homens em 717, eliminando assim a ameaça de invasão em larga escala pelos países árabes para a Europa Central e Oriental.

No início do século IX, durante o reinado de cã Crum, o Império Búlgaro chegou a estender-se a parte da Panónia e Transilvânia. Crum (r. 802–814), duplicou o território do país, assassinando o imperador Nicéforo I, o Logóteta na Batalha de Plisca e introduziu o primeiro código civil escrito, válido aos eslavos e búlgaros. Os búlgaros abraçaram o cristianismo de rito bizantino, após a conversão de Bóris I (r. 852–889).

Em 864, Boris I aboliu o tengriismo, substituindo-o pelo cristianismo ortodoxo oriental, e introduziu o alfabeto cirílico, desenvolvido na Escola Literária de Preslav e na de Ócrida. O alfabeto cirílico, junto com a antiga língua búlgara, constituíram a principal linguagem escrita da Europa Oriental (lingua franca), a linguagem é atualmente conhecido como antigo eslavo eclesiástico. Assim, a adoção da nova fé também envolveu o uso do eslavo como língua da liturgia e da administração. A cristianização e a eslavização deram ao Império Búlgaro uma área de grande influência. O Estado atingiu o seu apogeu político e cultural de sua história com o reinado de Simão I (r. 893–927), cujo plano, que esteve perto de ser realizado, era unir sob seu domínio as monarquias búlgaras e bizantinas. Simeão foi o primeiro monarca a adotar o título de tsar búlgaro (derivado do título romano caesar, césar).

Simeão foi capaz de ganhar a supremacia militar sobre o Império Bizantino na Batalha de Bulgarófigo e, finalmente, na Batalha de Anquíalo, uma das batalhas mais sangrentas da Idade Média, e uma das suas vitórias mais decisivas. Seu reinado viu também o desenvolvimento de uma cultura eslava cristã rica e única, que se tornou um exemplo para outros povos eslavos da Europa Oriental e também incentivou a continuação da existência da nação búlgara, apesar das forças que a ameaçavam.

Após a morte de Simeão, o declínio da autoridade real, lutas de sucessão dinásticas e ataques externos de povos como os croatas, sérvios, húngaros e pechenegues, e a propagação da religião dos bogomilos. foram minando o Estado búlgaro, levando a sucessivas invasões, primeiro por parte do Principado de Kiev e, em seguida, do Império Bizantino, que terminou com a captura da capital, Preslav, pelo exército bizantino. No mandato de Samuel, a Bulgária recuperou alguns destes ataques e conseguiu vencer a Sérvia, Bósnia e Dóclea, mas essa sequência de vitórias terminou em 1014, quando o Estado Búlgaro foi conquistado pelo imperador Basílio II Bulgaróctone na Batalha de Clídio. Samuel morreu pouco depois da batalha, em 15 de outubro de 1014, e em 1018 o Império Bizantino conquistou completamente o Primeiro Império Búlgaro. A Bulgária manteve-se sob a autoridade de Constantinopla durante quase dois séculos, entre 1018 e 1185.

Segundo Império Búlgaro

O Estado medieval búlgaro foi restaurado como o Segundo Império Búlgaro depois de uma revolta bem sucedida de dois nobres em Tarnovo, Asen e Pedro, em 1185, e existiu até que foi conquistado durante a invasão otomana dos Balcãs no final do século XIV, com a data da sua subjugação sendo geralmente dada como 1396 ou 1422. Sob João Asen II, monarca considerado em sua época como o restaurador do patriarcado búlgaro, na primeira metade do século XIII, se recuperou grande parte de seu antigo poder, mas isso não durou muito tempo devido aos problemas internos e às invasões estrangeiras.

Basílio II logrou prevenir rebeliões, mantendo as leis locais da nobreza da Bulgária, que ingressaram na aristocracia bizantina como arcontes ou estrategos, assegurando a indivisibilidade da Bulgária, com seus limites antigos e reconhecendo a autocéfala arquidiocese búlgara de Ohrid. Após sua morte, a política interna bizantina se modificou, o que levou a uma série de revoltas sem êxito, a maior das quais foi dirigida por Pedro Delian.

Embora os búlgaros se rebelassem repetidamente contra o domínio de Bizâncio no século XI, nenhuma dessas rebeliões atingiu seu objetivo. Durante o século XII, no entanto, aproveitando-se do fato de o Império Bizantino estar enfraquecido por suas lutas contra os sérvios e os húngaros, explode uma revolta liderada pelos irmãos Asen e Petar. Petar foi proclamado "tzar dos búlgaros, gregos e valáquios", assim nasceu o Segundo Império Búlgaro (1185-1396), cujo domínio se estendeu por todo o território entre o Danúbio e o mar Negro e as montanhas de Stara Planina, incluindo partes da Macedônia Oriental e do vale de Morava. O tzar Caloian (r. 1197–1207), o terceiro dos monarcas Asen, estendeu seu domínio para Niš, Belgrado, Escópia e entrou em uma união com o Papado, e recebeu uma coroa real de um legado apostólico, garantindo assim o reconhecimento do seu título de rex, embora ele desejasse ser reconhecido como "imperador" ou "czar". Travou guerras contra o Império Bizantino e (após 1204) sobre os cavaleiros da Quarta Cruzada, conquistando grande parte da Trácia, Ródope, bem como toda a Macedônia. Na batalha de Adrianópolis, em 1205, Caloian derrotou as forças do Império Latino e, portanto, limitado o seu poder a partir do primeiro ano de sua criação. Assim, o estado búlgaro foi estendido para os mares Adriático e Egeu, controlando diretamente a Valáquia (na atual Romênia), Moldávia, Macedónia, Ródope (região sul da Bulgária, desde então parte do país) e Trácia. A força dos estados da Hungria e da Sérvia impediram um maior crescimento do império.

Com o czar Ivan Asen II (r. 1218–1241), a Bulgária tornou-se novamente uma potência regional, ocupando a Albânia, Épiro, Macedônia e Trácia. Naquele época, as conquistas da escola artística de Turnovo e as primeiras moedas cunhadas por um governante búlgaro foram alguns dos indicadores bem-estar do império. A Bulgária rompeu com a Igreja de Roma, criando o Patriarcado Ortodoxo da Bulgária, ao qual aderiram vários patriarcas dos Balcãs. Foi um monarca honesto e humano, que, apesar da ruptura com Roma abriu canais de cooperação, em especial do comércio com Veneza e Gênova, para reduzir a influência dos bizantinos em seu país.

A dinastia Asen terminou em 1257, e devido às invasões dos tártaros (iniciadas no final do século XIII), conflitos internos e os constantes ataques dos bizantinos e húngaros, o poder militar e econômico no país diminuiu. No final do século XIV, as divisões entre os senhores feudais búlgaros (boiardos) e a propagação dos bogomilos causou a divisão do Segundo Império Búlgaro em três pequenos czarados (o Czarado de Tarnovo foi o estado remanescente depois do desmembramento do Czarado de Vidin e do Principado de Carvuna) e vários principados semi-independentes, que lutavam entre si e também contra os bizantinos, húngaros, sérvios, venezianos e genoveses.

O imperador Teodoro Svetoslav (r. 1300–1322) restaurou o prestígio da Bulgária de 1300 em diante, mas apenas temporariamente. A instabilidade política continuou a crescer, e a Bulgária gradualmente começou a perder território. Isto levou a uma revolta camponesa liderada por Ivailo, que finalmente conseguiu derrotar as forças do imperador e ascender ao trono.

Durante o século XIV, a Bulgária enfraquecida atravessava um período de desmembramento feudal, era presa fácil para novos invasores, os turcos otomanos, que haviam ingressado na Europa em 1354 e estavam determinados em conquistar a Bulgária. Eles tomaram Plovdiv em 1362 e, em 1382, Sófia.

Os otomanos, em seguida, voltaram suas atenções para os sérvios, a quem conquistaram, em Kosovo Polje, em 1389. Em 1393, os otomanos ocuparam Tarnovo, após um cerco de três meses. Em 1396, o Reino (Czarado) de Vidin também foi ocupado, colocando fim ao Segundo Império Búlgaro e à independência da Bulgária.

Domínio otomano

A partir do século XIV até ao século XVIII, a Bulgária não existia como um Estado soberano. Com isso, os otomanos finalmente a subjugaram e a ocuparam. Durante seu domínio, a população búlgara sofria muito com a opressão, a intolerância e a má governação. A nobreza foi eliminada e os camponeses explorados pelos otomanos, enquanto os búlgaros não tinham a igualdade jurídica com os otomanos muçulmanos e pagavam impostos mais altos do que eles. A cultura búlgara foi isolada da Europa, as suas realizações foram destruídas e os clérigos educados fugiram para outros países. Ao longo dos quase cinco séculos de domínio otomano, o povo búlgaro respondeu à opressão, reforçando a tradição do Haiduk ("bandoleirismo"), e tentou restaurar o seu Estado a organizar várias revoltas, destacando duas revoltas em Tarnovo (1598 e 1686) e a rebelião de Karposh (1689).

Em 1393, pela vontade do sultão dos turcos, o patriarcado da Igreja da Bulgária foi removido e enviado diretamente ao Patriarca de Constantinopla, o que levou a Igreja da Bulgária a helenizar e deixar seus ritos eslavos. A aristocracia búlgara que sobreviveu à conquista foi deportada para a Anatólia ou convertida ao Islã. No entanto, a maioria dos camponeses búlgaros manteve a sua religião cristã ortodoxa, exceto no sudoeste, onde se concentra uma minoria de muçulmanos convertidos, os Pomacos. Os turcos foram instalados com a administração nas principais cidades do país. Os otomanos converteram a Bulgária no beyerlik Rumili governado por um Beylerbey residente em Sófia. Este território, que incluiu Mésia, Trácia e a Macedônia, foi dividido em várias sandjaks, cada um dos quais foi governado por um sanjakbey, dependentes do Beylerbey. Uma parte importante dos territórios conquistados foi distribuído para os adeptos do sultão, que fundaram feudos diretamente a ele subordinados.

A partir da segunda metade do século XVIII, a Rússia esteve ativamente envolvida nos Bálcãs, pressionando o Império Otomano nas suas fronteiras, quebrando o isolamento dos búlgaros. Durante a guerra de 1768, os russos cruzaram a Moldávia e a Valáquia e invadiram a Bulgária, onde em Chumla obtêm vitória militar, forçando os turcos a pedirem pela paz. O Tratado de Küçük Kaynarca concedia à Rússia a proteção dos cristãos ortodoxos do Império Otomano, o que se tornou uma desculpa para a intervenção futura da Rússia nos Balcãs. Em 1829, a revolta dos gregos levaram os russos a ocupar grande parte da Bulgária e conquistar Adrianópolis (atual Edirne). O tratado de paz permitiu aos russos estabelecer um protetorado sobre a Moldávia e a Valáquia. No entanto, os búlgaros permaneceram sob o domínio otomano, apesar da invasão russa promover o despertar do nacionalismo nos Bálcãs.

Durante esse tempo, a burguesia búlgara, que consistia principalmente de comerciantes e artesãos, abriu as primeiras escolas e publicou os primeiros livros em língua búlgara. Sob pressão popular, a Igreja recuperou a liturgia eslava, e contra a vontade do patriarca de Constantinopla, o sultão otomano, em 1870, aceitou a criação de um Patriarcado da Bulgária independente. Apesar dessas concessões, as tensões nacionalistas continuaram a crescer: a chegada de muitos refugiados muçulmanos dos territórios conquistados pela Rússia (tártaros da Crimeia e circassianos do Cáucaso), levou a um descontentamento crescente, com os nacionalistas búlgaros começando a se organizar em Bucareste.

DATA DE INDEPENDÊNCIA

A independência de jure da Bulgária (em búlgaro: Независимост на България, Nezavisimost na Balgaria) do Império Otomano foi proclamada em 5 de outubro (22 de setembro) de 1908 na antiga capital búlgara de Tarnovo pelo Príncipe (Knyaz) (mais tarde Czar) Fernando I da Bulgária.

A Bulgária tinha sido um principado amplamente autônomo (independente de fato), desde 3 de março de 1878, quando foi libertada do domínio otomano na sequência da Guerra russo-turca de 1877–1878. Em 6 de setembro de 1885, foi unificada com a província otomana autônoma da Rumélia Oriental de maioria búlgara. Após a libertação, o objetivo principal da Bulgária no exterior era a unificação de todas as áreas habitadas por populações búlgaras sob domínio estrangeiro em um único estado búlgaro ("Bulgária Maior"): os principais alvos do irredentismo búlgaro foram a Macedônia e a Trácia do Sul, que continuaram a ser parte do domínio otomano. Para se juntar a uma aliança anti-otomana e reivindicar os territórios pela guerra, no entanto, a Bulgária teria de proclamar sua independência em primeiro lugar. Isso constituiria uma violação dos termos do Tratado de Berlim, um ato que não deveria ser aprovado pelas grandes potências.

O caos que se seguiu no Império Otomano após a Revolução dos Jovens Turcos de 1908 proporcionou condições adequadas para a proclamação da independência da Bulgária. Muitas das grandes potências também tinham abandonado o seu apoio aos otomanos, em busca de ganhos territoriais: a Áustria-Hungria estava esperando sua vez para anexar a Bósnia e Herzegovina, o Reino Unido estava interessado em aproveitar territórios árabes do Império no Oriente Médio, e o Império Russo tinha como alvo principal o controle sobre os Estreitos Turcos. Em setembro de 1908 em uma reunião em Buchlau (atual Buchlov, na República Checa), os enviados da Áustria-Hungria e Rússia apoiando planos um ao outro concordaram em não impedir a proclamação da independência da Bulgária, susceptível de ocorrer.

Em meados de setembro, o governo democrático de Aleksandar Malinov decidiu que o momento adequado estava próximo. Em 21 de setembro, Fernando I chegou ao Rousse de uma pausa em sua mansão húngara. Ele era aguardado pelo governo para discutir a decisão final a bordo do navio Krum. A delegação, em seguida, tomou o trem para Tarnovo, onde o anúncio oficial terá lugar. De acordo com fontes recentes, foi na estação ferroviária Dve Mogili que o manifesto de independência foi concluído em 22 de Setembro.

A independência da Bulgária foi formalmente proclamada no SS. Quarenta Mártires da Igreja Tarnovo. Como resultado, o estatuto da Bulgária foi promovido a Reino da Bulgária, aumentando o seu prestígio internacional. Fernando tomaria o título de Czar em vez de Knyaz e o país estaria pronto para se juntar a Liga Balcânica e lutar contra o Império Otomano na Primeira Guerra Balcânica de 1912-1913.

A declaração de independência da Bulgária foi seguida por uma anexação da Bósnia pela a Áustria-Hungria no dia seguinte e pela união da Grécia com o Estado de Creta (não reconhecida até 1913). Com a violação conjunta dos dois países das decisões do Congresso de Berlim e com o apoio dominante entre os países europeus, a independência da Bulgária foi reconhecida internacionalmente até à Primavera de 1909. O Império Otomano não exigiu qualquer compensação financeira da Bulgária, porque a Rússia cancelou as reparações otomanas pendentes para a guerra de 1877-1878. A Bulgária, no entanto, teve de pagar 82 milhões de francos para a Rússia como uma consequência.

A independência da Bulgária é comemorada anualmente em 22 de setembro como o Dia da Independência da Bulgária. Em 22 de setembro de 2008, a Bulgária celebra o centenário do aniversário da sua independência.

EDUCAÇÃO

A educação na Bulgária é supervisionada pelo Ministério da Educação e Ciência. A educação em tempo integral é compulsória para todas as crianças entre 7 e 16 anos. Crianças de 6 anos podem se matricular na escola de acordo com a escolha dos seus pais. O ensino primário e secundário nas escolas pertencentes ao país são gratuitas. O currículo do sistema educacional búlgaro se foca em oito principais temas: língua e literatura da Bulgária, língua estrangeira, matemática, tecnologia da informação, ciências sociais e cívicas, ciências naturais e ecologia, música e arte, educação física e esportes. O ano escolar começa em 15 de setembro e termina em maio ou junho dependendo da série dos alunos. As classes ocorrem em cinco dias da semana, normalmente com dois turnos (manhã e tarde). O ano escolar é dividido em dois termos com feriados para o Natal, Páscoa e Verão. O sistema de notas é baseado em numerais, variando de 2 a 6.

FRONTEIRAS

A fronteira entre a Bulgária e a Grécia é uma linha de 476km de extensão, sentido oeste-leste, que separa o sul da Bulgária do nordeste da Grécia. No leste se inicia na tríplice fronteira Bulgária-Grécia-Macedônia e segue para o leste até a outra fronteira tripla, dos dois países com a Turquia Europeia, por onde passa o rio Maritsa. Separa como chamadas periferiashelénicas de Macedônia Central, Macedônia Oriental e Trácia dos Distritos Búlgaro de Blagoevgrad, Smolyan, Kurdzhali, Khaskovo,

Como histórias recentes das duas nações que marcaram essa fronteira:

A história recente da Grécia vem desde o domínio pelo Império Otomano desde o século XV, que culmina com uma independência em 1822. Como guerras balcânicas ampliam o território grego em 1913, em especial na Trácia, para aproximadamente a condição atual.

A Bulgária depois de pertencer, desde o século XIV, aos Otomanos e depois à Rússia obtém sua independência em 1908. Nas duas Grandes Guerras do século XX se alia à Alemanha e perde territórios para as nações vizinhas. Uma União Soviética invade o país em 1944 e começa a dominar a influência Soviética até 1990.

Uma fronteira entre uma Bulgária ea Macedônia é uma linha que é destinada por 148km a leste da República da Macedônia e separa o país da Bulgária. Ao norte, nas proximidades da cidade macedônia de Luke, essa linha é uma linha de tríplice fronteira dos dois países com uma Sérvia e um sul da fronteira com uma Grécia. Até antes da dissolução da Iugoslávia em 1991 essa fronteira era o terço da fronteira da Iugoslávia com uma Bulgária.

A fronteira entre uma Bulgária e Romênia é formada em cerca de 75% de seus 608km pelo Rio Danúbio. Separa o sul da Romênia do território da Bulgária. O Rio Danúbio faz uma linha divisória entre os países desde a tríplice fronte Bulgária-Romênia-Sérvia até uns dois terços do norte do distrito de Silistra. Daí em diante, o Danúbio vai rumo ao norte pelo telefone romano desaguar não Mar Negro na fronteira entre Romênia e Ucrânia. O trecho leste final da fronteira, 25% do total, terminação sem litoral do Mar Negro, quase na altura do paralelo 45 N.

Essa fronteira vem sendo formada desde a formação das duas nações.

A região da atual Romênia foi domínio turco otomano do século XVI até ao final do século XVIII. Aí, partes ocidentais passaram ao domínio dos Habsburgos, uma Bessarábia ficou com os russos e em 1862, Moldávia Ocidental e Valáquia deram origem à Romênia, estado autônomo do Império Otomano. Em 1867 a Transilvânia foi tomada pelo Império Austro-Húngaro. A independência da Romênia deu-se em 1878. Na Primeira Grande Guerra os romanos recuperam todos seus antigos territórios. Na Segunda Grande Guerra se aliam à Alemanha Nazista e perdem territórios para a Rússia. Torna-se uma nação do bloco soviético em 1947, renunciando ao Comunismo em 1991.

A Bulgária depois de pertencer, desde o século XIV, aos Otomanos e depois à Rússia obtém sua independência em 1908. Nas duas Grandes Guerras do século XX foi aliada da Alemanha e perdeu territórios para as nações vizinhas. A Dobruja do Sul foi búlgara até 1913, romana de 1913 a 1940, e finalmente atribuída a Roménia pelo Tratado de Craiova em 1940. Uma União Soviética invadiu uma Bulgária em 1944 e a partir do ano seguinte, o estado sobrante sob influência soviética até 1990.

A fronteira entre Bulgária e Sérvia é uma linha que limita os territórios da Bulgária e da Sérvia.

De sul para norte, esta linha limítrofe começa na tríplice fronteira de ambos os países com a República da Macedónia, um oeste da cidade búlgara de Kjustendil, e termina na margem direita do rio Danúbio, onde existe um ponto similar com a Roménia.

A fronteira entre a Bulgária e a Turquia é uma linha de 240km de extensão, no sentido leste-oeste, que separa o norte da Turquia Europeia do território da Bulgária, no distrito de Burgas. O extremo leste da fronteira e do Litoral do Mar Negro. No oeste é uma fronteira tríplice Bulgária-Turquia-Grécia nas proximidades de Edirne (Turquia).

Essa fronteira teve sua definição entre 1908, com a independência da Bulgária, e consolidação com a dissolução do Império Otomano em 1918.

TRAJES TÍPICOS

Kalóniko exclusivamente para jornal judeu México-Moda e Vanity vir a me falar com entusiasmo sobre a Bulgária e, como sempre, Vanity monopolizou a conversa por dizer: "Entre fronteiras ou perto de vários países é muito comum para notar influências de ambos os lados e o outro, seja em roupas ou artesanato ".

MINERAÇÃO

Carvão, Cobre e Zinco.

ESPORTES

O Esporte na Bulgária tem um proeminente papel na sociedade búlgara.

Os esportes populares na Bulgária são atletismo, futebol, ginástica, halterofilismo, lutas, rugby union, tênis, voleibol, xadrez, . A Bulgária participou da primeira Olímpiada da Era Moderna, em 1896.

Atletismo: O atletismo é um conjunto de esportes constituído por três modalidades: corrida, lançamentos e saltos. De modo geral, o atletismo é praticado em estádios, com exceção de algumas corridas de longa distância, praticadas em vias públicas ou no campo, como a maratona.

O romano Juvenal sintetizou na expressão “mens sana in corpore sano” a própria filosofia do esporte.

Futebol: O futebol, também referido como futebol de campo, futebol de onze e, controversamente, futebol associado (em inglês: association football, football, soccer), é um desporto de equipe jogado entre dois times de 11 jogadores cada um e um árbitro que se ocupa da correta aplicação das normas. É considerado o desporto mais popular do mundo, pois cerca de 270 milhões de pessoas participam das suas várias competições. É jogado num campo retangular gramado, com uma baliza em cada lado do campo. O objetivo do jogo é deslocar uma bola através do campo para colocá-la dentro da baliza adversária, ação que se denomina golo ou gol. A equipe que marca mais gols ao término da partida é a vencedora.

O jogo moderno foi criado na Inglaterra com a formação da The Football Association, cujas regras de 1863 são a base do desporto na atualidade. O órgão regente do futebol é a Federação Internacional de Futebol (em francês: Fédération Internationale de Football Association), mais conhecida pela sigla FIFA. A principal competição internacional de futebol é a Copa do Mundo FIFA, realizada a cada quatro anos. Este evento é o mais famoso e com maior quantidade de espectadores do mundo, o dobro da audiência dos Jogos Olímpicos.

Ginástica: A ginástica é um conceito que engloba modalidades competitivas e não competitivas e envolve a prática de uma série de movimentos exigentes de força, flexibilidade e coordenação motora para fins únicos de aperfeiçoamento físico e mental.

Desenvolveu-se, efetivamente, a partir dos exercícios físicos realizados pelos soldados da Grécia Antiga, incluindo habilidades para montar e desmontar um cavalo e habilidades semelhantes a executadas em um circo, como fazem os chamados acrobatas. Naquela época, os ginastas praticavam o exercício nus (gymnos– do grego, nu), nos chamados gymnasios, patronados pelo deus Apolo. A prática só voltou a ser retomada - com ênfase desportiva e militar- no final do século XVIII, na Europa, através de Jean Jacques Rousseau, do posterior nascimento da escola alemã de Friedrich Ludwig Jahn-de movimentos lentos, ritmados, de flexibilidade e de força - e da escola sueca, de Pehr Henrik Ling, que introduziu a melhoria dos aparelhos na prática do esporte. Tais avanços geraram a chamada ginástica moderna, agora subdividida.

Anos mais tarde, a Federação Internacional de Ginástica foi fundada, para regulamentar, sistematizar e organizar todas as suas ramificações surgidas posteriormente. Já as práticas não competitivas, popularizaram-se e difundiram-se pelo mundo de diferentes formas e com diversas finalidades e praticantes.

Halterofilismo: O halterofilismo ou a halterofilia, levantamento de peso(s), ou ainda, levantamento de peso olímpico (LPO), é um desporto cujo objetivo é levantar a maior quantidade de peso possível, do chão até sobre a cabeça, numa barra em que são fixados pesos.

Compete-se em duas modalidades: o arranco e o arremesso. Seu objetivo é desenvolver a potência (força rápida, explosiva) e também exige técnica, flexibilidade, coordenação e equilíbrio.

As primeiras competições organizadas de levantamento de peso começaram no final do século XIX; a Federação Internacional de Halterofilismo foi fundada em 1905 e instituiu as primeiras classes de peso.

O levantamento de peso é um dos esportes de força e a terminologia halterofilismo (do grego haltēres, 'massas de chumbo para fazer exercícios nos ginásios, ligado ao francês -philie, em português -filia, 'amizade', ambos do grego phílos, 'amigo'), hoje em dia está em desuso, por denominar genericamente todos os praticantes de atividades que envolvem o uso de halteres, já que outros desportos e treinamentos, como o fisiculturismo e a musculação, se utilizam de halteres para seus fins.

Lutas: Luta (em inglês: wrestling) é uma arte marcial que utiliza técnicas de agarramento como a luta em clinch, arremessos e derrubadas, chaves, pinos e outros golpes do grappling. Uma luta é uma competição física entre dois (às vezes mais) competidores ou parceiros de sparring, que tentam ganhar e manter uma posição superior. Há uma grande variedade de estilos, com diferentes regras tanto nos estilos tradicionais históricos, quanto nos estilos modernos. Técnicas de luta foram incorporadas por outras artes marciais, bem como por sistemas militares de combate corpo-a-corpo.

Como esporte, com exceção do atletismo, a luta é o esporte mais antigo de que se tem conhecimento, e que se pratica ininterruptamente ao longo dos séculos de maneira competitiva.

Rugby Union: O rúgbi ou râguebi, também chamado rugby, é um esporte coletivo de intenso contato físico. É originário da Inglaterra. Por ter sido, inicialmente, concebido como uma variação do futebol, foi chamado anteriormente de "rugby football".

Ao longo do tempo, variações do esporte surgiram. A mais praticada é o Rugby de quinze (XV). Em seguida, está o Rugby league (com treze atletas) e o de sete (sevens/ seven-a-side) que é a modalidade olímpica. Além dessas variações, ainda há o rugby de praia, de toque, o em cadeira de rodas e o subaquático.

Tênis: e de superfícies sintéticas, cimento, saibro ou relva. Participam no jogo dois oponentes ou duas duplas de oponentes, podendo ser mistas (homens e mulheres) ou não. A quadra é dividida em duas meia-quadras por uma rede, e o objetivo do jogo é rebater uma pequena bola para além da rede (para a meia-quadra adversária) com ajuda de uma raquete.

Para marcar um ponto é preciso que a bola toque no solo em qualquer parte dentro da quadra adversária incluindo o alvado do oponente, fazendo com que o adversário não consiga devolver a bola antes do segundo toque, ou que a devolva para fora dos limites da outra meia-quadra. O desporto assim possui aspectos de ataque (rebater bem a bola, dificultando a devolução do adversário) e defesa (bom posicionamento em quadra, antecipação do lance adversário etc).

O tênis possui um intricado sistema de pontuação, que subdivide o jogo em games/jogos e sets/partidas. Grosso modo, um game é um conjunto de pontos (15-30-40-game) e um set é um conjunto de games (1-2-3-4-5-set). Cada game tem um jogador responsável por recolocar a bola em jogo: fazer o serviço ou sacar. No tênis de competição, é comum que o jogador que serve fature o game, já que tem a vantagem do ataque e dita o ritmo do jogo. Desta forma, uma das estratégias de jogo é tentar inverter esta vantagem durante a troca de bola ou durante a defesa fazer com que o adversário, através de erros, perca os games em que está sacando. Ganha o jogo/encontro aquele que atingir um número de sets pré-definido - geralmente 2 sets, sendo de 3 sets para os grandes torneios masculinos.

Voleibol: Voleibol (chamado frequentemente no Brasil de Vôlei e em Portugal de Vólei) é um desporto praticado numa quadra dividida em duas partes por uma rede, possuindo duas equipes de seis jogadores em cada lado. O objetivo da modalidade é fazer passar a bola sobre a rede de modo a que a bola toque no chão dentro da quadra adversária, ao mesmo tempo que se evita que os adversários consigam fazer o mesmo. O voleibol é um desporto olímpico, regulado pela Fédération Internationale de Volleyball (FIVB).

Xadrez: Xadrez é um esporte, também considerado uma arte e uma ciência. Pode ser classificado como um jogo de tabuleiro de natureza recreativa ou competitiva para dois jogadores, sendo também conhecido como Xadrez Ocidental ou Xadrez Internacional para distingui-lo dos seus antecessores e de outras variantes atuais. A forma atual do jogo surgiu no sudoeste da Europa na segunda metade do século XV, durante o Renascimento, depois de ter evoluído de suas antigas origens persas e indianas. O Xadrez pertence à mesma família do Xiangqi e do Shogi e, atualmente segundo historiadores do enxadrismo (ou xadrezismo), todos eles se originaram do Chaturanga, que se praticava na Índia no século VI. Há muitos tipos de xadrez: xadrez ocidental, xadrez turco, xadrez chinês (Xiangqi) xadrez árabe (Xatranje), xadrez coreano (Janggi), xadrez japonês (Shogi), xadrez indiano (Chaturaji), xadrez tailandês (Makruk), xadrez indonésio e até o xadrez etíope (Senterej). Há muitas semelhanças entre esses jogos, possivelmente todos possuem uma origem comum.

Características de arte e ciência são encontradas nas composições enxadrísticas e em sua teoria (que abrange aberturas, meio-jogo e finais - fases em que subdividem o transcorrer do jogo). Na terminologia enxadrística, os jogadores de xadrez são conhecidos como enxadristas (ou xadrezistas). O xadrez, por ser um jogo de estratégia e tática, não envolve o elemento sorte. A única exceção, é o sorteio das cores no início do jogo, já que as brancas sempre fazem o primeiro movimento e teriam, em tese, uma pequena vantagem por isso. Essa teoria é suportada por um grande número de estatísticas.

A partida de xadrez é disputada em um tabuleiro de casas claras e escuras, sendo que, no início, cada enxadrista controla dezesseis peças com diferentes formatos e características. O objetivo da partida é dar xeque-mate (também chamado de mate) no rei adversário. Teóricos do enxadrismo desenvolveram várias estratégias para se atingir este objetivo, embora não seja um fato muito comum, pois os jogadores em grande desvantagem ou iminência de derrota têm a opção de abandonar (desistir) a partida, antes de receberem o mate. As competições enxadrísticas oficiais tiveram início ainda no século XIX, sendo Wilhelm Steinitz considerado o primeiro campeão mundial de xadrez. Existe também o campeonato internacional por equipes realizado a cada dois anos, a Olimpíada de Xadrez. Desde o início do século XX, duas organizações de caráter mundial, a Federação Internacional de Xadrez e a Federação Internacional de Xadrez Postal vêm organizando eventos que congregam os melhores enxadristas do mundo. O atual campeão do mundo (2013) é o norueguês Magnus Carlsen e a campeã (2013) é a chinesa Hou Yifan. O enxadrismo foi reconhecido como esporte pelo Comitê Olímpico Internacional em 2001, tendo sua olimpíada e campeonatos mundiais em todas as suas categorias.

O Dia Internacional do Enxadrismo é comemorado todos os anos no dia 19 de novembro, data de nascimento de José Raúl Capablanca, um dos maiores enxadristas de todos os tempos e o único hispano-americano a se sagrar campeão mundial. No Brasil o I Congresso Brasileiro de Cultura e Xadrez instituiu o dia 17 de agosto como o Dia Nacional do Livro de Xadrez. O xadrez é um dos jogos mais populares do mundo, sendo praticado por milhões de pessoas em torneios (amadores e profissionais), clubes, escolas, pela internet, por correspondência ou informalmente..

LEMA

Съединението прави силата ("A união faz a força")

FORÇAS ARMADAS

O principal responsável pela defesa da Bulgária são suas Forças Armadas, consistidas praticamente apenas por voluntários. Seu exército conta com duas brigadas mecanizadas e oito regimentos de infantaria, enquanto a força aérea opera pelo menos 106 aeronaves e a marinha, que conta com mais de 4 mil militares, além de helicópteros e navios de guerra. Com o fim da guerra fria, no começo da década de 1990, suas forças foram reduzidas de 152 000 combatentes para apenas 32 000 militares ao fim dos anos 2000, além de 302 500 soldados e oficiais de reserva e outros 34 000 de unidades paramilitares. Boa parte dos seus equipamentos são de origem soviética, como o caça MiG-29, o sistema de defesa antiaéreo S-300 e o lançador de mísseis balísticos OTR-21 Tochka. Até 2020, o governo central planeja gastar US$ 1,4 bilhões de dólares na aquisição de novos equipamentos, como aviões e sistemas de comunicação. Em 2009 o país gastou mais de US$ 819 milhões de dólares em defesa.

A força aérea dos Estados Unidos mantém (junto com o governo búlgaro) uma importante base no país, localizada na cidade de Yambol.



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